Bollycast # 2 : As mudanças em Bollywood


O seu podcast sobre Bollywood voltou! Na segunda edição do Bollycast, a Isa do Mania de Bolly e eu (Carol) comentamos sobre as mudanças dos últimos anos em Bollwyood: novos filmes, releituras de gêneros e mulheres arrasando. Alguns dos assuntos comentados foram:

- Beijos em Bollywood
- Atrizes: mudando tudo.
- Atores: ainda apegados aos seus papéis antigos?
- O que diabos aconteceu com as músicas?

Não deixem de comentar suas ideias e impressões sobre os assuntos abordados. Do que você mais gosta ou não gosta nas mudanças mostradas em Bolly nos últimos anos?

Filmes citados:

7 Khoon Maaf
Bajirao Mastani
Band Baaja Baarat
Dear Zindagi
Dev.D
Devdas
Dhoom 2
Dilwale
Dilwale Dulhania Le Jayenge (DLLJ)
Fanaa
Heroine
Highway
Hum Saath-Saath Hain
Ishqiya
Jab Tak Hai Jaan
Laaga Chunari Mein Daag
Mohabbatein
Neerja
Ra.One
Raja Hindustani
Student Of The Year
The Dirty Picture
Wake Up Sid
We Are Family

Clipes citados (com links)

Munni Badnaam Hui
Saree Ke Fall Sa
Mhare Hiwda

Faça o download do podcast clicando clicando aqui ou clique no play para ouvir.

Bollywood e a máfia indiana



Um homem imponente, de vestes impecavelmente brancas e dirigindo uma imponente Mercedes: Haji Mastan é considerado o primeiro elo da cadeia que até hoje une Bollywood ao crime organizado. Mastan era visto como um ícone pelos meninos pobres de periferia, que sonhavam em ser como o famoso contrabandista. Sua primeira ligação com a indústria do cinema surgiu através do surpreendente caminho do romance. Fã ardoroso de Madhubala, Mastan ficou impressionado com a semelhança da jovem Sona com a falecida atriz. O romance teve início e o contrabandista passou a investir nos filmes de sua amada, que posteriormente se tornaria esposa. A partir de então era comum vê-lo em festas da indústria  nos anos 70 acompanhado pelos grandes atores e produtores do seu tempo, como Dilip Kumar, Raj Kapoor e Dharmendra.

Haji Mastan e Sona

Apesar de criminoso, Haji Mastan não era um homem temido e diz-se que jamais matou uma pessoa. O contrabandista mantinha relações elegantes e respeitosas com outros grandes líderes criminosos de sua época, como Karim Lala e Varadarajan Mudaliar. Tamanha tranquilidade não caracterizou as futuras relações entre a máfia indiana e Bollywood, graças ao sucessor de Mastan. Dawood Ibrahim foi o homem que mudou drasticamente o nível de violência do submundo com sua poderosa organização criminosa, a D-Company. Seu império criminoso nos anos 80 e 90 foi marcado por assassinatos implacáveis e busca de extrema lealdade por parte de seus capangas. Um erro governamental foi responsável pela escalada do poder da D-Company e do crime organizado em geral: uma regulação governamental impediu que o cinema fosse financiado por meios legítimos. Sem mais poder contar com empréstimos bancários, os produtores de filme passaram a buscar desesperadamente por fontes alternativas de financiamento.

Dawood Ibrahim ao lado de Anil Kapoor
Bollywood provou-se um lugar proveitoso para a máfia, pois serviu como um meio de lavagem de dinheiro. Além do investimento na produção de filmes em si, também é possível lucrar com os direitos de distribuição internacionais, com a pirataria e com a extorsão - atividade que mais prejudicou e até hoje assombra as estrelas de Bollywood. Uma das primeiras e mais significativas vítimas da expansão do crime organizado foi o produtor musical Gulshan Kumar, assassinado com dezesseis tiros em plena luz do dia quando saía de um templo em Juhu no ano de 1997. Seu crime foi recusar-se a gravar canções de Nadeem Saifee, que possuía ligações com Dawood Ibrahim e planejou o assassinato do produtor.

Com o aumento do poder sobre a indústria cinematográfica, a máfia indiana expandiu seu controle até mesmo para o conteúdo produzido. Dawood Ibrahim ordenou que muçulmanos não fossem apresentados de forma negativa em nenhum filme, chegando ao ponto de Kamal Hassan ter que alterar cenas de um filme sobre um conflito histórico entre hindus e muçulmanos para obedecer à regra, mesmo às custas de o roteiro ficar historicamente incorreto. Assim como outros de sua geração, Madhuri Dixit e Govinda já foram levados a estúdios para gravar cenas sob a mira de armas. A relação entre as estrelas e o submundo é tão perigosa quanto instável: ao mesmo tempo em que sofrem constantes extorsões, os artistas também são vistos frequentemente nas luxuosas festas dadas por criminosos ao redor do mundo.

Muitas atrizes se beneficiaram de suas conexões criminosas. Talvez o caso de amor mais famoso seja o de Monica Bedi com Abu Salem. Casos de amor não eram incomuns na vida de Salem, porém sua paixão por Monica foi tão intensa que o levou a fazer sérias ameaças a produtores e diretores para que a jovem atriz tivesse uma chance. E ele o conseguiu, levando-a a uma estreia tímida no filme Jaanam Samjha Karo (1999). Após isso, também conseguiu que ela estrelasse o filme Jodi No 1 ao lado de Sanjay Dutt - que estava irritado e queria sair do filme por ser par de uma atriz desconhecida, mas cuja opinião magicamente mudou após receber algumas ligações. Um dos romances que chegou mais longe foi o da atriz Mamta Kulkarni com o traficante internacional Vikram Goswami, chegando ao ponto de a atriz ser detida por tráfico de drogas.

Abu Salem e Monica Bedi
Mas não são apenas as atrizes que se beneficiam de suas ligações perigosas. Sanjay Dutt é o ator cujas relações com a máfia indiana mais foram especuladas até hoje. O ator foi preso em 1993 após terem sido encontradas em sua casa armas utilizadas nas explosões de Mumbai, a série de atentados a bomba mais destrutivas da história da Índia. As armas foram deixadas em sua casa por Abu Salem, criminoso ligado ao poderoso Dawood Ibrahim. Sanjay alegou que as armas estavam em sua casa para a proteção de sua família, porém foi acusado de terrorismo e passou alguns poucos anos na prisão. Ao mesmo tempo em que foi prejudicado por ela, Sanjay também soube usar suas conexões com a máfia para obter vantagens. Em 2004 foram expostas gravações de conversas telefônicas nas quais Dutt passa relatos das atividades de Bollywood para Chhota Shakeel, contando que Hrithik Roshan ligou para uma atriz - supostamente, Karisma Kapoor - e a insultou. Shakeel diz que Hrithik não durará muitos dias.

Sanjay Dutt preso em 1993

A venda de direitos de distribuição de filmes representou uma das atividades mais disputadas violentamente por criminosos. O blockbuster Lagaan (2001) é até hoje um dos maiores sucessos internacionais de Bollywood, especialmente por sua indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. As cifras milionárias chamaram a atenção da temida D-Company, que encontrou uma inesperada recusa dos produtores do filme a vender seus direitos. Para resolver a questão, a organização enviou uma equipe para matar o ator Aamir Khan, o diretor Ashutosh Gowariker e o produtor e distribuidor Jhamu Sughand. Felizmente a missão fracassou e os assassinos contratados foram presos em Bandra. O diretor e produtor Rakesh Roshan não teve a mesma sorte quando negou os direitos internacionais de Kaho Naa...Pyaar Hai (2001), filme de estreia de seu filho Hrithik, ao extorsionista Ali Budesh. Em 2001, dois membros de sua gangue deram dois tiros no produtor enquanto ele saía de sua casa. O ataque não teve a intenção de matá-lo, mas apenas de mostrar que ele não estava protegido.

A atriz Mandakini com Dawood Ibrahim
Há vezes em que o perigo mora mais próximo do que se imagina. Em 2001 o comerciante de diamantes e financiador de filmes Bharat Shah produziu o filme Chori Chori Chupke Chupke, estrelado por Salman Khan, Preity Zinta e Rani Mukerji. Os atores do filme receberam inúmeras ligações extorsivas vindas da máfia. O escândalo estourou e Bharat Shah foi a julgamento por suas ligações com o crime, especialmente com Chhota Shakeel, que teria financiado parte do filme. O produtor do filme, Nazim Rizvi, e seu assistente Abdul Rahim Allahbaksh Khan foram sentenciados a seis anos de prisão por facilitarem o acesso dos mafiosos às estrelas. Preity Zinta foi a única artista que não retirou seu depoimento quanto a ter recebido ligações extorsivas, tornando necessária sua entrada no programa de proteção a testemunhas. Atores como Salman Khan e Shahrukh Khan retiraram seus depoimentos. O ato de bravura fez a atriz ser nacionalmente apreciada.

O governo indiano concedeu o status de indústria à Bollywood no ano de 2001, o que significou a possibilidade de obter financiamentos por meios legítimos. Este movimento foi um dos grandes responsáveis pela queda da influência da máfia que dominou a indústria com pulso firme nos anos 90, além do maior número de investigações policiais e prisões. Não é mais tão comum ver atores trabalhando sob a mira de revólveres ou pessoas sendo baleadas à luz do dia, porém o laço entre Bollywood e o crime não será desfeito tão facilmente após tantos anos de dinheiro fácil por meio de extorsões. Ainda surgem notícias na imprensa sobre ameaças a artistas e outras figuras do meio. Na época do lançamento de Happy New Year (2014), estrelado por Shahrukh Khan, o produtor Karim Morani viu sua casa em Mumbai ser alvo de um tiroteio perpetrado por três homens em motocicletas. Eles teriam sido enviados por um mafioso como resposta à recusa de Morani em vender os direitos internacionais do filme, que ainda nem havia sido lançado. No lugar do tiroteio foi deixado um bilhete com os dizeres "SRK será o próximo".

Chhota Shakeel
Para uma indústria cujos filmes são baseados em valores familiares e em ideias ingênuas de amor e fraternidade, Bollywood manteve um flerte perigosamente longo com o submundo do crime indiano. Uma relação iniciada por necessidade financeira foi responsável por anos de ameaças, extorsões e assassinatos. A mesma mão que forneceu ajuda voltou-se contra a indústria para estrangulá-la. Não podemos imaginar quanto tempo levará para que esta relação baseada no medo tenha fim - talvez não seja realista esperar que algo assim de fato acabe. A única certeza é a de que os olhos do espectador que assiste a um filme esperando entretenimento e lições de vida nunca mais são os mesmos após saber tudo o que acontece em torno de um filme de Bollywood.

Aconteceu em Bolly


Ainda bem que esta coluna virou quinzenal, porque a polêmica anda em baixa - mas inexistente, jamais! Hoje temos um ator magoadíssimo, a confirmação da nossa próxima estrela dos cinemas, um bigode nojento, a madrinha da coluna trazendo polêmica e o homem mais lindo do mundo praticamente nos dizendo adeus. Descubra o que aconteceu em Bolly!

Angry old man

O sumido Govinda deu as caras e decidiu não ser mais diplomático ao falar sobre seus colegas de indústria. O ator deu declarações não muito simpáticas sobre o diretor David Dhawan, com quem já trabalhou em vários filmes, como Partner e Jodi Nº 1.

"Na natureza do David Dhawan sempre houve um elemento de dominação. Se o filme de alguém está indo bem, ele não gosta ou aprecia. Ele é do tipo invejoso e gosta do fato de as pessoas não estarem indo bem em seu campo de trabalho. E quando ele sente que seu trabalho vai ser dificultado por causa de alguém, ele garante que a pessoa não entre em seu caminho. Acho que a pressão por eu fazer parte da política estava caindo sobre ele, então ele apenas se afastou. Não estou esperando nada. Que Deus o abençoe."

Acabou o amor

Govinda não aceitou bem o afastamento do diretor.

"Eu fiz 17 filmes com ele. Quando pedi a David para fazer o 18º filme comigo, ele pegou meu tema, deu o título de 'Chashme Baddoor' e escalou o Rishi Kapoor. Então pedi a ele para me colocar em uma participação especial. Ele também não fez isso. Depois disso, não o encontrei por alguns anos. Continuei pedindo a ele para fazer ao menos uma cena comigo para que pudesse ser meu 18º filme com ele. Mas não sei o que se passava na mente dele."

Como falar é terapêutico, ele acabou mostrando também seu ressentimento por nunca ter sido convidado por Karan Johar para participar do talk show Koffee With Karan.

"Ele deve ter dito que que era uma questão de respeito nacional para ele chamar o Govinda, mas ele vai lançar o filme do Varun (Badrinath Ki Dulhania) apenas uma semana depois do meu filme. Ele mostra ser muito humilde e inocente, mas eu o considero mais invejoso e perigoso que o David Dhawan.

Ele nunca me ligou em 30 anos, ele não vê atores que não sejam parte do seu grupo e nem mesmo diz um olá. Ele não é tão bondoso. É um passo bem planejado e esperto do Karan lançar seu filme uma semana depois do meu. Eu não o acho tão direto como ele se coloca."

Govinda está claramente magoadíssimo.


Mundos colidindo

Paulo Coelho parabenizou Shahrukh Khan no Twitter pelos 7 anos de My Name Is Khan e compartilhou uma imagem de seu Facebook de anos atrás na qual dizia que o ator merecia um Oscar por sua atuação.


"O primeiro e único filme dele que assisti (neste ano, mesmo tendo sido lançado em 2008) foi 'My Name Is Khan'. E o filme não apenas foi excelente, mas SRK mereceria um Oscar se Hollywood não fosse manipulada. Ele gentilmente se ofereceu para me enviar seus outros filmes - como você pode provavelmente adivinhar, não é fácil encontrá-los na Suíça."

Fonte: Hindustan Times.

Polêmicas

A quinta temporada do Koffee With Karan está bem movimentada (talvez por isso Govinda esteja magoadíssimo em não participar). Em sua participação com Alia Bhatt, Varun Dhawan fez o fofoqueiro e respondeu "Disha Patani" quando Karan perguntou o que Tiger Shroff tem que ele não tem. Já quando Karan fez a mesma pergunta, mas desta vez perguntando o que Sidharth Malhotra teria, Varun apenas olhou para Alia Bhatt sem dizer nada. Promoção de namoros midiáticos ou fofocas sinceras? Aposto mais na primeira opção.

O próximo episódio trará Kangana Ranaut e Saif Ali Khan. Nele Kangana diz que em sua biografia, Karan aparecerá como um grandão de Bollywood que é esnobe, intolerante com quem vem de fora, portador da bandeira do nepotismo e de uma máfia do cinema. Kangana, você movimenta este mundo.



Fontes: Miss Malini, Times of India.

Gente nova

Como já venho informando aqui há algum tempo, a mídia indiana anda obcecada pelos filhos das estrelas. Rumores sobre seus lançamentos em filmes surgem a todo momento e são tantos que é impossível dar conta. Uma das possibilidades mais comentadas recentemente é a da estreia de Sara Ali Khan, filha de Saif Ali Khan e Amrita Singh. Muito se falou inicialmente que a jovem seria lançada por Karan Johar em um filme com Hrithik Roshan, mas o assunto enfraqueceu por falta de evidências. Como nada é impossível no mundo do entretenimento, esta semana recebemos a confirmação mais forte de que precisávamos: do pai da moça. Quando perguntado se a filha seria lançada por Karan Johar, Saif respondeu:

"Acho que ela irá. Estou muito feliz por ela estar trabalhando com Karan Johar, porque o acho brilhante com estreantes e ele a lançará da forma correta. Ele é um diretor muito inteligente e apaixonado e entende o cinema. Estou muito satisfeito por ela estar com ele."

Concordo com Saif. Se a Sara tiver a metade do sucesso que Alia Bhatt teve após ser apresentada por Karan Johar, estará com a vida feita. O rumor mais recente é que a estreante estará em Student Of The Year 2  ao lado de Tiger Shroff. Desta vez o filme não seria dirigido por Karan, que seria apenas o produtor. A direção ficaria por conta de Punit Malhotra, que tem em sua bagagem o sucesso I Hate Luv Storys. Disha Patani estaria confirmada no papel, mas o teria perdido para Sara - que traria muito mais curiosidade do público.



Fontes: Pinkvilla. Hindustan Times.

Internacional 

Deepika Padukone teria conseguido o papel principal no próximo filme do diretor Siddharth Anand. A produção é indo-chinesa e a atriz faria par com o ator chinês Dang Chow.

Fonte: Times Of India.

Mais um

Parece que Kangana Ranaut conseguiu mais um desafeto. A atriz não parece ter tido uma experiência muito agradável ao trabalhar com Shahid Kapoor em Rangoon, dando a seguinte declaração bombástica:

"Eu não gosto de cenas íntimas num filme. Elas são as mais difíceis de gravar. Você tem uma relação formal com alguém e repentinamente vocês estão um na boca do outro. Aquele bigodão do Shahid é horrível. Era tão...não era nojento, mas sim uma tragédia em outro nível! Quando perguntei a ele a respeito, ele disse que passa cera e que tem coriza no nariz."

Shahid foi questionado sobre a fala da colega e disse que ela tem uma imaginação muito vívida, pois não se lembra de ter dito aquilo. Quando soube da resposta de Shahid, Kangs não deixou por menos:

"Ele deve ter pegado aquela fala emprestada do Hrithik."

Não falei que esse era o assunto que nunca morre? Ela não permite. Mas Kangana disse que distorceram suas palavras na tal entrevista e soltou mais uma indireta para alguém que não tem nada a ver com o assunto.

"Além disso, a mídia precisa entender que não deve fazer esse tipo de pergunta. Eles me perguntam quem beija melhor. O que você quer dizer? Esses homens acabaram de ter filhos e nós não olhamos para eles dessa forma. Este é o nosso trabalho. Mas as pessoas falam de uma maneira frívola. E eu nunca falo dessa forma sobre o meu trabalho. Há sempre o risco de deturparem sua fala horrivelmente, mas é melhor isso do que dizer que eu amei as cuecas do Shahid. Não é melhor? (ela ri)."

Essa fala não tem nada a ver com a Deepika ter falado que as cuecas do Ranbir eram fofas na época de Tamasha. Nossas mentes que são maldosas mesmo.

Nem amor e nem amizade

Fontes: Pinkvilla. DNA India.

Dupla explosiva

É raro ver dois superstars dividindo um filme, mas talvez tenhamos uma grande surpresa neste campo. Boatos dão conta de que em breve teremos um filme estrelado por Akshay Kumar e Hrithik Roshan. Qual tipo de história daria conta das habilidades artísticas dos dois?

Fonte: Hindustan Times.

Le prénom

Saif Ali Khan falou sobre a controvérsia a respeito do nome de seu filho com Kareena Kapoor. Muitos acusaram o casal de terem homenageado Timur, um conquistador da Ásia Central que saqueou Délhi no século 13. Saif já negou várias vezes que essa tenha sido a inspiração.

"Estou ciente de que houve um governante turco que possivelmente foi um pouco violento. Aquele foi Timur e este é Taimur. Pode soar similar porque tem raízes similares. Além disso, julgar o passado com lentes atuais é um pouco extremo. Um nome não significa nada. Asoka também é um nome violento. Alexandre também.

Estou ciente de que há uma certa carga de islamofobia no mundo hoje e, como muçulmanos, se não nos apossarmos disso, então quem irá? Eu não posso chamar meu filho de Alexandre e nem de Ram. Então por que não um belo nome muçulmano e criá-lo com valores seculares para que as pessoas digam 'que cara legal' quando o encontrarem? Aí estará o fim do nome."



Fonte: NDTV.

Sisterhood

A irmã de Katrina Kaif pode ser lançada em Bollywood em breve. Dizia-se que o primeiro filme da jovem Isabel seria lançado pela produtora de Salman Khan, porém hoje se acredita que a própria Katrina abrirá uma produtora e ela será responsável pelo lançamento de sua irmã.



Fonte: Deccan Chronicle.

Reconhecimento internacional

O filme Newtown, dirigido Amit Masurkar e estrelado por Raj Kummar Rao - cujo nome é escrito de tantas formas que já desisti de saber a correta - estreou na 67ª edição do Festival de Berlim e ganhou o prêmio do Cinema de Arte. É sempre bom ver o cinema indiano sendo reconhecido em outras praças.


Fonte: Indian Express.

Superpoderosos

Ranbir Kapoor e Alia Bhatt serão o casal principal de Dragon. O próximo filme de Ayan Mukerji (Wake Up Sid, Yeh Jawani Hai Deewani) será sobre um super-herói que tem uma conexão mística com o fogo. Quem acabou de entrar para o elenco é o incomparável Amitabh Bachchah. As gravações de Dragon terão início em agosto, quando Ranbir terá terminado de filmar a biografia de Sanjay Dutt.

Esse enredo parece uma péssima ideia, mas estou dando um voto de confiança porque não é possível tanta gente boa se reunir para algo ruim.

Fonte: Indian Express.

Outro retorno

Parece que chegou a época dos retornos. Agora é a vez de Darsheel Safary, que há anos nos encantou como o menino disléxico Ishaan no filme Taare Zameen Par (Como Estrelas na Terra). O agora crescido rapaz voltará às telas no romance adolescente Quickie.



Fonte: Miss Malini.

Celebração

Neil Nitin Mukesh se casou com Rukmini Sahay. A cerimônia ocorreu em Udaipur e contou com a presença de 500 convidados. Como todo bom casamento indiano, a celebração durou mais de três dias. Felicidades ao casal!



Fonte: Indian Express.

O homem mais lindo do mundo

Fawad Khan falou pela primeira vez após a proibição de que artistas paquistaneses trabalhassem em Bollywood. O belíssimo ator falou sobre sua vida, carreira e visão de mundo. Seus amigos contam que passou por uma "fase negra" quando mais jovem e foi pedido que Fawad contasse um pouco mais sobre aquele momento.

"Bem, eu posso estar errado, já que sinto que não existe nenhuma 'verdade objetiva' e tudo é subjetivo - mas da forma como vejo as coisas, você tem muitas expectativas da vida quando é mais novo. Acho que chega um momento em que você começa a desistir das expectativas, porque o mundo não lhe deve nada e você não deve nada ao mundo em troca. Coisas, sentimentos, são uma transação muito simples. Se você consegue, seja grato. Se não consegue, fique bem com isso.

Quando eu era mais novo, eu pensava que também queria fazer dinheiro, eu também queria um pedaço do bolo. Então aqueles poderiam ser os tempos sombrios. E sim, a saúde era uma coisa que me preocupava. E isso ainda é algo que está comigo, mas eu aceito.

Curiosamente, ontem eu estava conversando com a minha esposa e eu estava apenas apreciando - ou talvez eu estivesse apenas em um momento muito emocional - o fato de que se eu não tivesse experienciado os baixos da vida, eu não seria capaz de apreciar os altos, e minha vida teria estagnado. E quando a vida se estagna, ela se torna suicida. Você sempre precisa de uma checagem de realidade de tempos em tempos.

Então, qualquer que tenha sido o período sombrio, eu sou grato por ele. Sim, eu já estive sem um tostão. Tive que batalhar um pouco. Mas agora gosto de pensar nisso porque só me faz sentir melhor com as minhas conquistas."

Fawad é visto como um homem retraído. Muitos dizem que é sua estratégia para aparecer em mundo no qual artistas são demasiadamente exibicionistas.

"Prefiro falar menos porque não me considero uma pessoa muito inteligente. Então penso em vez de ser vítima da doença de enfiar os pés pelas mãos. Deve-se abster de falar o máximo possível. Eu tendo a divagar e consigo fazê-lo com meus amigos e ser expressivo. Mas sinto - e isso volta ao assunto da mídia social e da liberdade de expressão - que quando você está numa plataforma pública e coloca algo lá para pessoas que não o conhecem, elas podem entender de uma forma muito diferente. 

Algumas pessoas podem dizer que é errado e que você deve defender o que é certo, mas meu argumento é: tudo é tão cinza, como você pode dizer o que é certo ou errado? Você defende uma coisa e sempre haverá alguém com uma ideia oposta.

Eu não sou uma pessoa de confrontação. Você pode me chamar de covarde, mas eu apenas não gosto de confronto. Não gosto de incomodar as pessoas ou de ficar incomodado. Eu não acho que eu seja antipático, mas tem a ver com eu ser tímido e ter um sério caso de medo de palco. Não é tanto sobre ser introvertido quanto por ser levemente reservado quanto às minhas opiniões. Eu gosto de manter as coisas assim.

Mas no ano passado comecei a ser o anfitrião de festas para as pessoas e descobri que era uma experiência tão maravilhosa. É muito divertido ver as pessoas socializado de forma digna e ainda assim se divertindo muito. Eu amaria conhecer as pessoas, mas eu não quero que esse seja o contexto. Não quero que haja resultados esperados disso, porque mais uma vez, eu não sou um homem de expectativas.


O ator prefere seguir o caminho inverso do cenário atual, no qual os atores são cada vez mais convidados a expressarem suas opiniões em diversas plataformas:

"O lema da minha vida é 'o melhor conselho é não dar nenhum conselho'. Sim, há muita tristeza e dor no mundo, mas minha crença é que se você quer assumir uma posição sobre algo, deve estar muito educado a respeito.

Vivemos em uma geração Wikipedia e é um fato muito triste que as pessoas não possuam um grande conhecimento sobre os assuntos e tendam a entrar em discussões acaloradas sem conhecer o contexto das coisas. Eu mesmo fui vítima disso. Se vou falar sobre algo, preciso estar educado a respeito e preciso ter visto todas as perspectivas."

Talvez Fawad se refira à época dos ataques terroristas em Uri, quando houve a proibição de paquistaneses trabalharem em Bollywood e diversas correntes de Facebook e Whatsapp surgiram atribuindo-lhe frases e ofensas contra a Índia que seriam facilmente vistas como falsas se as pessoas pesquisassem e vissem que ele não se pronunciou sobre o assunto.

#VoltaFawad
Apesar de não estar trabalhando em Bollywood no momento, Fawad ainda mantém contato com os as amizades que fez e levou uma boa experiência do sistema de produção da indústria:

"A coisa é que Bollywood tem o seu sistema organizado. É uma máquina monstro que produz uns 400 filmes por ano, consistentemente. Eles são capazes de processar as coisas com eficiência.

Por exemplo, quando eu estava nos sets de Khoobsurat havia um time de auditores que ficava analisando os custos de cada dia. Ver isso praticamente reforça sua crença de que o planejamento é muito importante. Há uns poucos produtores fazendo isso aqui e é encorajador ver isso. Mas fora isso, se você estiver falando sobre atuação, aprendi tanto quanto aprendi aqui (no Paquistão)."

Por enquanto o ator será visto apenas em produções cinematográficas paquistanesas e tem um projeto na TV local sobre o qual ainda não pode dar detalhes.

Fonte: Icon/Images

Hoje termino a coluna em clima de tristeza por saber que questões políticas nos impedirão de ver mais trabalhos de um artista talentoso na indústria que tanto amamos. Vamos torcer para que a humanidade melhore. Até a próxima!


Neerja (2016)

Biografias são sempre perigosas porque levar a vida real de alguém para o cinema envolve correr os riscos de desapontar aqueles que fizeram parte daquela história, da contagem inacurada dos fatos e de a imagem da pessoa real ser soterrada pelo brilho da estrela que a interpreta. Nada disso impede que nos deparemos com histórias reais no cinema ano após ano, em especial em Bollywood, que há pelo menos cinco anos nutre uma obsessão por filmes biográficos. Somente em 2016 tivemos filmes como Aligarh, Dangal, MS Dhoni e Azhar, sendo a maioria composta por filmes sobre esportes. Neerja é um caso especial. Sua história aconteceu no final dos anos 80 e era desconhecida por grande parte da juventude indiana. Para nossa sorte, o diretor Ram Madhvani decidiu resgatá-la.



Neerja Bhanot era modelo e aeromoça da companhia aérea Pam Am. Ela tinha apenas 22 anos em 1983, mas sua jovem idade não a impediu de carregar dores profundas. Neerja havia estado em um casamento abusivo e retornou à casa dos pais após as agressões e pressões do marido para receber um dote. A jovem conseguiu emprego como aeromoça e seu primeiro dia como chefe de cabine seria no voo 73 da Pam Am, que ia em direção a Frankfurt. Uma escala foi feita na cidade paquistanesa de Karachi e foi naquele momento que terroristas palestinos da organização Abu Nidal sequestraram o avião para forçar que os pilotos os levassem para Cyprus a fim de libertarem terroristas presos. Neerja enviou o código de sequestro aos pilotos, que evacuaram a cabine. Aquele que era para ser um voo tenebroso tornou-se um inesperado sequestro de um avião que não deixou o solo. 17 horas depois, Neerja e outros 20 passageiros não mais viviam. Entretanto, graças à bravura da jovem, 340 passageiros foram salvos.

A história da aeromoça heroína era forte demais para que não nos assustássemos ao ver Sonam Kapoor como a atriz escolhida para vivê-la. Sonam tem uma carreira irregular, com poucos sucessos e atuações não muito reconhecidas por público e crítica. Algo vinha lentamente mudando em seu talento desde a comédia romântica Khoobsurat, em que demonstrou um desempenho melhor do que a sua média. Ainda assim, a pesada história de Neerja parecia um voto de confiança grande demais para o que Sonam vinha apresentando até hoje. O que foi mudando minha percepção e me fazendo crer na qualidade do filme foi sua produção. Durante os meses de gravação fui surpreendida por uma Sonam mais quieta e profunda do que o normal. Todo o drama do filme se passou em um avião construído pela equipe e as sequências foram longas e dolorosas, sendo necessária uma imersão total de todos os atores envolvidos. Sonam estava abalada, machucada pela violência física imposta pelo roteiro e impactada pela história de vida que estava representando. Para quem observava estava claro que aquela personagem estava afetando até mesmo sua forma de ver a vida.


A abordagem do roteiro apresenta Neerja como uma jovem absolutamente normal, semelhante a qualquer um de nós. Seu pai a criou com o princípio de sempre fazer a coisa certa e ser forte. É através desses princípios que somos levados a entender de onde a aeromoça tira coragem para atos discretos de enorme bravura durante o sequestro, como esconder os passaportes americanos ao perceber que os sequestradores desejavam matar cidadãos dos Estados Unidos. Foram inseridas cenas representando seu intenso pavor das explosões do marido justapostas às cenas em que sente medo durante o sequestro para expressar a ideia principal: Neerja não era uma mulher sem medo, mas sim alguém que agiu mesmo tomada por ele para fazer o que era correto. Assim como em seus episódios de violência doméstica, ela teme fazer ou dizer qualquer coisa errada. Há sequências em que a câmera é posicionada extremamente perto dos rostos. Podemos ver o terror passando pelos olhos e lágrimas de Sonam como jamais imaginaríamos.


A proximidade das câmeras deixa o espectador sem ar. Quando os terroristas agridem e apontam suas armas para a equipe e os passageiros, nos sentimos próximos o suficiente para compartilhar da tensão no ar. Mas para além do jogo de câmeras, as atuações enérgicas dos passageiros e dos terroristas foram essenciais para transmitir a atmosfera pesada. Não há como falar deste filme sem mencionar o trabalho de Jim Sarbh, intérprete do terrorista Khalil. Ele representa o terrorista impulsivo e sanguinário que está disposto a tudo pela sua causa e não tem pudor algum em ser cruel e violento com todos. Khalil já mostra seu sadismo de início, porém há uma escalada no estado psicológico do personagem que é feita brilhantemente pelo ator. Khalil perde o controle progressivamente devido ao enclausuramento e à falta de perspectiva quanto ao atendimento das demandas de seu grupo. Os terroristas ficam cansados, irritados e desesperados. A forma como saem de si é contraposta à conduta de Neerja, que jamais perde de vista seu dever: acalmar e cuidar dos passageiros.

Neerja foi autorizado pela família da aeromoça com a condição de que pudessem aprovar seu roteiro previamente. Sonam recebeu a bênção de Rama, mãe da jovem, para interpretar sua filha morta tão precocemente. A relação de profundo amor entre mãe e filha vem desde antes do seu nascimento. Diferentemente de tantas famílias indianas tradicionais, com sua obsessão por filhos homens, Rama e seu marido Harish já tinham dois filhos e decidiram engravidar mais uma vez porque desejavam ter uma menina. Neerja era a menina dos olhos de sua família, a caçula amada por todos. Sua perda é impossível de ser compensada com os vários prêmios de bravura que a família recebeu após sua morte. Shabana Azmi foi a escolha correta para interpretar essa mãe que sofre aquilo pelo qual nenhuma mãe deveria passar. Há pouco para falar sobre Shabana que já não tenha sido dito em todos os seus trabalhos impecáveis. Da mulher forte que vemos em tantos filmes, ela conseguiu facilmente flutuar para uma atuação mais assustada e dolorosa de uma mãe em completa negação sobre a possibilidade de sua filha não sobreviver.


Como esperado, nem todos ficaram satisfeitos com a forma como os eventos foram retratados. Alguns membros do voo da Pam Am disseram que a própria Neerja ficaria enojada por ter sido retratada como a única heroína da história, quando todos trabalharam em equipe para preservar a segurança dos passageiros. O sobrevivente Mike Thexton relata em seu livro sobre o evento e nesta matéria que aquela foi a equipe mais competente que já encontrou. Fica claro que houve mais participação coletiva do que a história mostra e que o conto da heroína solitária talvez seja mais interessante para o cinema do que crível na vida real. Ainda assim, é inquestionável a coragem de Neerja e seu profissionalismo ao avisar os pilotos, impedir a coleta dos passaportes, tranquilizar os passageiros e salvar crianças. Sonam Kapoor transmitiu com muita competência a dignidade e inteligência da aeromoça em momento de crise.

Não me lembro da última vez em que me tornei fã de um diretor tão rapidamente, um feito que Ram Madhvani conseguiu com maestria em Neerja. Nem mesmo a inserção de uma música desnecessária ao andamento da história tirou o brilho e, principalmente, a força da história que ele se propôs a contar. Cada membro do voo parecia ter sido dirigido pessoalmente, cada cena foi bem cuidada e nenhuma atuação pareceu fora de lugar.  O salto artístico que sua direção permitiu ao trabalho de Sonam Kapoor seria algo impossível de imaginar há alguns anos. Ram transformou a carreira de Sonam para sempre e tornou-a uma das atrizes mais procuradas e valorizadas da indústria após o filme, mas não é apenas ela que lhe deve gratidão. Neerja foi um filme que me reconectou com meus valores mais profundos e me deu a dimensão de como minha vida pode afetar às daqueles que me rodeiam. Acredito que o último filme indiano que me fez querer estar no mundo de forma mais intensa e positiva tenha sido 3 Idiots, e isso já faz sete anos. Isto mostra a raridade de um filme assim acontecer em nossas vidas. E é por esse motivo que vocês devem assistir a Neerja o quanto antes.

Aconteceu em Bolly


Primeira Aconteceu em Bolly de 2017, quem mais está animado? Hoje temos quebra quebra, um casamento inesperado, gente mimada reclamando de barriga cheia e o retorno do barraco que jamais morreu. Descubram agora o que aconteceu em Bolly!

Violência

Provavelmente o assunto mais comentado nos últimos tempos é o ataque sofrido pelo diretor Sanjay Leela Bhansali nos sets de Padmavati em Jaipur. A equipe gravava o filme, quando a locação foi invadida por um grupo furioso de homens que gritavam contra o diretor e seu filme. Vocês podem checar como foi o ataque neste vídeo. Chegaram até mesmo a agredir Sanjay fisicamente e quebraram o equipamentos da filmagem. O ataque foi realizado por membros da organização Shri Rajput Karni Sena e foi feito em protesto a uma entrevista na qual Ranveer Singh teria dito que há uma cena de sonho íntima de seu personagem, Alauddin Khiji, com a rainha Rani Padmini, interpretada por Deepika Padukone.

Padmavati contará  a lenda da bela rainha Rani Padmini, que casou-se com o rei Ratan Sen de Chittor. O sultão Alauddin Khiji teria ouvido falar da beleza da rainha e decidiu atacar Chittor para levá-la consigo. Após seu marido ser morto na batalha, a rainha e suas companheiras cometeram suicídio para não serem violadas. Os religiosos do Rajastão têm uma visão sagrada da rainha e declararam que não tolerarão que a história seja distorcida, tendo posto a exigência de que a sequência do sonho seja retirada do filme. O problema é que a tal declaração de Ranveer Singh sobre essa sequência não foi localizada em nenhuma entrevista dada pelo ator.

Como até mesmo tiros foram dados durante a invasão, Bhansali decidiu suspender as gravações em Jaipur para manter a segurança de sua equipe. Sua produtora lançou uma nota após reunião com um representante do Karni Sena. Nela disseram que jamais houve a tal sequência de sonho e que toda a pesquisa histórica foi feita.

Padmavati será lançado em 17 de novembro.




Fortinho

Ranbir Kapoor está totalmente dedicado ao seu papel como Sanjay Dutt na biografia do ator que está sendo filmada por Rajkumar Hirani (3 Idiots, P.K.). Sua rotina de alimentação e exercícios é rigorosa e o ator já ganhou 13kg. Ranbir interpretará Sanjay em três fases da sua vida e cada uma exigirá um físico diferente. Na primeira ele será forte e musculoso, depois terá o visual mais magro que o ator tinha nos anos 90 e a terceira mostrará sua fase na reabilitação por seu vício em drogas.

Fonte: Indiaglitz

Ela voltou


Após quatro anos sem um lançamento, veremos Preity Zinta outra vez nas telonas. A atriz estrelará em Bhaiyyaji Superhit ao lado de Sunny Deol. Preity não sente tanta dificuldade em voltar ao trabalho após ter se casado e deve seu retorno ao apoio do marido:

"Eu não sou a única, há milhões de mulheres que se dividem entre as vidas profissional e pessoal. Elas não são celebradas porque não são atrizes. De fato, o trabalho mais difícil do mundo é ser dona de casa. Não há nenhuma valorização, você tem que trabalhar 24 horas por dia. Mas nós, profissionais, ainda conseguimos esse reconhecimento no nosso local de trabalho. Dito isto, as mulheres, no geral, são supermulheres. Elas cuidam da casa e do trabalho. Há poucos homens que fazem isso. Para mim é muito simples. Estou casada, trabalhando e muito feliz. Tenho sorte por ser casada com uma pessoa que na verdade me impulsionou para fazer um filme. Pensei que eu não quisesse fazer mais filmes e me voltei para o lado empresarial da vida."

Preity e o marido, Gene Goodenough



Ela quer voltar

Lembram da pequena Ayesha Kapur, que fez a jovem Michelle McNally em Black (2005)? Hoje ela tem 22 anos e estuda Artes na Universidade de Columbia. Ayesha afastou-se das telas para focar em seus estudos, mas hoje tem vontade de voltar a atuar e espera convites. Ela contou sobre a experiência de não ter crescido assistindo Bollywood e estar num set de filmagem aos 9 anos ao lado da figura icônica de Amitabh Bachchan:

"Na primeira vez que o vi, perguntei ao Sr. Bachchan se aquele também era o primeiro filme dele. Aparentemente o estúdio inteiro caiu na gargalhada. Ele foi muito gentil e me deu uma cópia autografada de sua biografia no dia seguinte. Eu não cresci assistindo aos filmes de Bollywood e tinha 9 anos, afinal, então não sabia de muita coisa."




PC em Bolly!

Todos estão ansiosos para saber qual será o próximo filme de Priyanka Chopra em Bollywood. Ela só consegue escolher um filme por ano devido ao intenso ritmo de gravações da série Quantico, então é bastante seletiva quanto a roteiros. Inicialmente houve rumores de que ela estrelaria ao lado de Shahrukh Khan na biografia do poeta Sahir Ludhianvi, planejada pelo diretor Sanjay Leela Bhansali. Mas agora parece que algo mais interessante está a caminho. Bhansali teria levado até a atriz o roteiro da história de uma prostituta em um bordel. Rani Mukerji seria a primeira escolha, mas foi aconselhada a não aceitar o papel por já ter vivido muitas prostitutas no cinema. Será que mais uma vez Priyanka se beneficiará de um papel que seria de Rani, como aconteceu com o elogiado papel de Kashibai em Bajirao Mastani?


Não briguem, meninos



Toda vez que dois filmes grandes são lançados na mesma data é uma drama infindável das duas partes. Não foi diferente com Raees e Kaabil, estrelados por Shahrukh Khan e Hrithik Roshan, respectivamente. Os dois filmes foram lançados no dia 25 de janeiro e Rakesh Roshan - pai de Hrithik e produtor de Kaabil - ficou indignado com o curso que as coisas tomaram. Segundo ele, conversas foram mantidas com a produção de Raees e nelas foi decidido que os dois filmes dividiriam ao meio as salas de cinema, porém no dia da estreia ficaram 60% das salas para o filme de Shahrukh e 40% para o de Hrithik.

"Eu pertenço à velha escola de cinema, onde mesmo contratos oficiais eram dispensados. A palavra dada à outra pessoa era o bastante. Aqui, os expositores e distribuidores estão descaradamente voltando atrás em sua palavra sob pressões que não conheço. Estou muito magoado. Se este tipo de práticas anti-éticas continuarem, terei que abandonar o cinema. Não sou apto a lidar com facadas nas costas neste nível.

Tudo está ficando sujo e anti-ético. Nenhum profissionalismo, nenhuma amizade, não é uma família unida de forma alguma. Era na minha época. Jeetendra, eu e Rishi Kapoor somos os melhores amigos até hoje. Aquela era a indústria em que trabalhávamos. Agora apertamos a mão de alguém e não sabemos o que pretendem. Sorrir e beijar as bochechas dos outros em público, isto não é amizade."

Hrithik preferiu ser mais diplomático sobre o assunto e acredita que tudo tenha sido uma questão de desorganização.

"Acredito que Raees também não teve chance. O filme está esperando por uma data de lançamento há algum tempo. Ele deveria ter sido lançado juntamente com Sultan, mas foi adiado. Eles também estão com problemas. Eu entendo isso. Minha tristeza é apenas porque se eles tivessem planejado um pouco melhor, este choque entre os filmes não teria ocorrido."

No final deu tudo certo e ambos os filmes foram um sucesso, mas é claro que o lucro poderia ser maior se cada filme tivesse sido lançado sozinho. E para melhorar as notícias, Kaabil  foi exibido em um cinema paquistanês esta semana. Esperamos que seja o primeiro passo para o fim do banimento dos filmes indianos no Paquistão.


Par inédito

Anushka Sharma e o diretor de NH10, o primeiro filme de sua produtora, planejam trabalhar juntos mais uma vez em um filme chamado Kaneda. O filme será sobre uma gangue mafiosa punjabi dentro do Canadá. Ao que tudo indica, Anushka será protagonista juntamente com Arjun Kapoor.

Fonte: DNA India.

Nepotismo

Huma Qureshi falou sobre as dificuldades de se trabalhar em uma indústria tão nepotista como Bollywood.

"O fato é que o nepotismo existe. Será mentira se alguém disser que não existe. Definitivamente existe. Mas ele existe em toda caminhada da vida. Quando digo isso, não quero tirar nada de muitos amigos meus que são da indústria. Eles trabalham duro e são pessoas apaixonadas pelo que fazem. Tem que se dar crédito ao trabalho duro e ao talento, mas ser daqui deixa mais fácil.

Muitas vezes, eu não sabia para quem ligar, como planejar minha carreira, quais filmes assinar. Você realmente deseja uma pessoa mais experiente para ajudar a planejá-la. Eles têm essa vantagem."

Huma fez uma prostituta em Badlapur (2015) e suas ofertas de trabalho ficaram marcadas por esse trabalho:

"Após Badlapur eu recebi ofertas de personagens muito semelhantes. Nossa indústria é bem míope nesse sentido. Quando fiz Gangs Of Wasseypur, eu só recebia ofertas de personagens rústicas. Eu encontrava as pessoas e elas ficavam meio 'oh, então você sabe falar inglês?'. É isto o que acontece. Você é tão boa quanto o seu último lançamento."


À distância

Mahira Khan fez uma estreia muito bem-sucedida em Bollywood ao lado de Shahrukh Khan no filme Raees. A atriz não pôde participar das coletivas de imprensa e promoções do filme ao lado do superstar devido ao impedimento de artistas paquistaneses trabalharem na indústria, mas felizmente a tecnologia está aí para reduzir as distâncias criadas pelo homem. Mahira participou da coletiva de imprensa dada em Mumbai para comemorar o sucesso do filme por videoconferência. Graças ao fim do banimento no Paquistão, muito em breve sua terra natal poderá ver seu trabalho.


Fonte: India Today.

À moda antiga

Neil Nitin Mukesh vai se casar! Nada de novo, não fosse por ser um casamento arranjado. O ator se casará com Rukmini Sahay em fevereiro e não entende a comoção pela forma como conheceu a noiva:

"Não há nada chocante nisso. Às vezes desconsideramos coisas, mas nossos pais não o fazem, e isso está vindo de duas famílias unidas. E quando você olha em detalhes, faz mais sentido. É uma base forte. As pessoas vinham surpresas até mim falando 'Neil, você vai ter um casamento arranjado!'. Inicialmente eu fiquei na defensiva, mas agora apenas rio. Eu amo a ideia de os fãs pensarem que seus atores têm uma vida de conto de fadas, que é linda. Mas em algum lugar para mim, me certifiquei de separar minhas vidas pessoal e profissional."




Surpresa

A mais nova adição ao time da série de comédia Golmaal é ninguém menos que a fantástica Tabu. Conhecida por seus papéis sérios e aclamados pela crítica, a atriz agradeceu ao diretor Rohit Shetty por tê-la escalado em uma área diferente da sua. Golmaal Again será o quarto filme da franquia.


Sobre a arte de ficar quieto

Harshvardhan Kapoor, filho de Anil Kapoor e irmão de Sonam Kapoor, fez sua estreia nos filmes em 2016 com o fracassado Mirzya. Mesmo com o fracasso de público e crítica, o jovem ator vinha recebendo o prêmio de melhor estreante em todas as premiações - exceto pelo Filmfare Awards, que foi concedido ao ator punjabi Diljit Dosangh por sua atuação no elogiado Udta Punjab. Harsh não gostou muito da derrota:

"Eu ganhei todos os prêmios, exceto o Filmfare. Não se sabe como funciona. Alguns prêmios têm um júri e ele decide. Alguns têm voto popular. Então não sei como eles decidiram este ano. Acho que prêmios de estreantes devem ir para pessoas que sejam relativamente novas no cinema. Eu fiz menos trabalhos. Ou então, é como dizer que fiz 100 filmes ingleses e agora sou um estreante porque fiz um filme hindi. Então se Leonardo Di Caprio ganhou um Oscar e vier a Bollywood para fazer um filme, ele será um estreante - o que é algo com o qual não concordo."



Diljit é conhecido por ser muito gentil e humilde, então sua resposta ao comentário não poderia ser diferente:

"Não estou magoado. Não estou triste. Estou grato ao Filmfare Awards pela honra que deram a mim. Eu não acho que sou suficientemente merecedor. É um grande prêmio e acho que eles devem ter visto algo em mim e por isso me deram o prêmio. Para mim, o amor dos meus fãs é o que mais importa e este é o maior prêmio. Eu amo Harshvardhan Kapoor. Também gosto do seu pai, Anil Kapoor, ele é um superstar."

Pegou mal e Harsh foi ao Twitter se desculpar.

"Também amo você, senhor, tenho muito respeito por você e pelo conjunto da sua obra. Perdão se eu disse algo que soou errado."

Como ele marcou Diljit e Anil no tweet, talvez o pai o tenha feito pedir desculpas.

Fonte: Miss Malini.

Sempre corajosa

Mal começou 2017 e Kangana Ranaut já mostrou a que veio. Em duas entrevistas recentes, ela tocou em diversos temas espinhosos, como a ida de suas contemporâneas da indústria para Hollywood. Ela no momento tem dois roteiros de filmes americanos para analisar. Como sempre, foi impiedosa em sua análise desse movimento.




"Seria estúpido para qualquer um ir para o Ocidente agora. O ramo de cinema delas está falindo devido à entrada da mídia digital. A Ásia, por outro lado, está onde Hollywood estava há 15 anos atrás. É uma fase lucrativa para o entretenimento aqui. Essas são iscas da qual não serei presa.

Não estou buscando uma carreira alternativa na qual eu possa me mudar para outro país e viver lá. Para ser honesta, toda comunidade, toda sociedade, toda raça, tem seus próprios modelos. Eu não posso esperar ser um modelo para outro país. Eu quero ajudar a fazer crescer o que já temos. Nós levamos 100 longos anos para fazer este negócio crescer.

Se um filme americano (falando de Mogli, 2016) está lucrando Rs 100 crore, e nem todos os nossos filmes conseguem isso, poderemos não encontrar salas para exibir filmes feitos aqui em dez anos. Apóio o cinema mundial, mas precisa ser um filme que traga empregos e dinheiro para o nosso país. Eu não quero me oferecer numa bandeja para outra indústria." 

Kangs também falou sobre o maior barraco de 2016, quando ela e Hrithik Roshan passaram meses brigando em público a respeito da suposta relação amorosa que os dois viveriam há anos por meio de e-mails.

"Eu fui arrastada ao tribunal por ser quem eu sou. Eu fui restringida a um relacionamento que foi levado atrás de portas fechadas e lutei com justiça e honestidade. As pessoas falam besteira, mas elas não podem decidir como eu levo minha vida. Eu me senti estigmatizada. Eu acordava e lia notícias sobre e-mails medonhos que eu não tinha escrito. Sou uma roteirista certificada pela New York Film Academy. Eu não escrevo aquele lixo (ela ri)."

Ela recebeu uma notificação judicial exigindo desculpas públicas.

"Eu me recusei. Eu nunca entendi a história completamente - quem estava imitando quem? Eu fui ameaçada de que segredos horríveis sobre mim seriam revelados. Meus pais estavam preocupados com a minha segurança, mas eu não consegui aguentar isso quieta. Havia um grupo de invejosos em volta dele, usando-o para se vingarem de mim.

Apesar de haver momentos em que ele ia chorar para a indústria inteira, querendo que eles sabotassem minha carreira, as pessoas estavam me ligando e dizendo - 'Ele se encontrou conosco e nos mostrou provas, você quer nos encontrar? Porque queremos saber o seu lado da história também.' Mas eu estava, tipo, isso não é da conta de vocês. Eu estava tentando entender as coisas e senti que não fazia sentido buscar um encerramento nos outros.

A indústria de cinema é um lugar amável. Eles realmente cuidaram de mim. Prove o que está dizendo e então talvez eu possa me desculpar. Não vou tolerar bullying."

Em um assunto mais agradável, a atriz contou sobre a experiência de trabalhar com Saif Ali Khan e Shahid Kapoor em Rangoon. Parece que eles são bastante diferentes.

"Ambos são ótimos atores, não são apenas homens bonitos. Ambos são igualmente incríveis, mas Saif é muito mais charmoso e toda a indústria concorda com isso. Ele é o homem mais charmoso da indústria. Ele consegue encantar você em cinco minutos. A forma como ele fala...há algo muito agradável e cativante nele. Não temos nada em comum, viemos de lugares muito diferentes - mas você não se sente assim. Ele tem senso de humor para tudo, o que é muito simpático.

Shahid, por outro lado, é mais introvertido. Ele desconfia muito das pessoas (ela ri bastante)! Há dias em que ele é incrível, ele brincava com todos e havia dias em que ele estava numa zona diferente...muito desconfiado, observando cada movimento seu como se você estivesse escondendo uma arma ou como se você fosse um homem-bomba prestes a pressionar um botão e explodir tudo! Mas no geral, trabalhar com ele foi bom. Percebi que isso (as mudanças no humor) não têm nada a ver com você, porque no dia seguinte ele me trazia café da manhã, assim como no dia posterior, ele já mudaria. Ele definitivamente tem esses humores diferentes."

Quando questionada sobre merecer melhores ofertas de filme após seu sucesso de crítica e público, Kangana faz um balanço sobre a carreira e o que deseja agora.

Em Tanu Weds Manu Returns

"Na verdade, eu recebi propostas de grandes filmes, eu nunca me senti prejudicada na indústria. Mas sinto que agora quero fazer o papel principal nos meus filmes, especialmente desde que fiz o papel duplo (em Tanu Weds Manu Returns)...também pelo fato de que Katti Batti não foi bem e nele eu tive um papel pequeno. Acho que o público estava esperando mais de mim e que não posso ser vista ficando atrás de alguém. Katti Batti também foi uma grande revelação...de uma forma que senti que talvez ficar 10 ou 15 minutos em qualquer filme não seja algo que eu possa fazer agora. Eu recebi ofertas de bons papéis com pessoas que são importantes, grandes atores e diretores, mas então escolhi filmes que me apresentam como a personagem principal. Não sinto que eu não tenha recebido projetos maiores e melhores. Sinto que tenho os melhores filmes agora. Há o filme Simran, de Hansal Mehta, que é uma grande oportunidade, e a personagem de Rangoon foi ótima de se fazer. Acho que esta será de longe a melhor personagem para uma garota fazer. Eu utilizei todas as minhas habilidades e tomei a melhor decisão possível, mas veremos o que está por vir." 

Fontes: Mid-Day, Firstpost

E é com mais esse banho de sinceridade que encerramos a primeira coluna de 2017.

Ae Dil Hai Mushkil (2016)


Karan Johar deu uma entrevista dizendo que não conseguiria escrever outra vez algo como o seu primeiro filme, Kuch Kuch Hota Hai, pois naquele filme havia uma inocência que não poderia ser reproduzida hoje - afinal, ele não tem mais 24 anos. Seus filmes não podem permanecer os mesmos quando se viu mais da vida. Esta mudança de tom  na abordagem do amor deu seus primeiros sinais em Kabhi Alvida Naa Kehna, onde tratou dos temas da infelicidade conjugal e infidelidade. Até mesmo seu filme mais inocente desde então, o juvenil Student Of The Year, é repleto de personagens incompletos e infelizes, mesmo que isso estivesse oculto sob roupas de grife e enormes cenários. Esses disfarces caíram com mais força em Ae Dil Hai Mushkil

Karan escreveu e nos contou a história de Alizeh (Anushka Sharma) e Ayan (Ranbir Kapoor), dois jovens que compartilham do gosto por se divertir e do amor pelo cinema indiano. Os dois ficam muito amigos, porém Ayan se apaixona por Alizeh sem ser correspondido. Ela é uma eterna apaixonada por Ali (Fawad Khan), um DJ que não consegue se comprometer com um relacionamento sério, apesar de amá-la. Em seu desespero por não ter o amor de Alizeh, Ayan se envolve com a poetisa Saba (Aishwarya Rai), uma mulher elegante e refinada que não se vê pronta para amar outra vez.


O básico da narrativa johariana não mudou: ainda convivemos com pessoas extremamente ricas que vivem presas em suas pequenas misérias pessoais. Ninguém trabalha ou tem que se preocupar com qualquer coisa que não seja seu namoro ou a realização de seus sonhos contra as expectativas familiares. Ayan é um jovem doce e engraçado, mas extremamente mimado. Ele precisa das pessoas e fica devastado quando elas não são recíprocas aos seus sentimentos. Isto vale tanto para uma namoradinha interesseira quanto para o amor mais forte que sente por Alizeh. Tamanho apego ao outro provavelmente vem do fato de ter sido abandonado pela mãe e criado por uma família fria, mas essa explicação não toma mais do que dois minutos da história. Na vida adulta, ninguém liga para quem ou o que fez você se tornar a pessoa que você é. O que importa aos outros é quem você é neste momento. Felizmente, Ayan e Alizeh encontram carinho e conforto um no outro neste início atribulado de vida adulta.

Alizeh foi um desafio para Anushka Sharma. Tem as bases da mesma personagem que repetiu diversas vezes: a bubbly girl sempre feliz, meio maluquinha e pronta para se divertir. É necessária uma grande atriz para reinventar uma mesma persona e Anushka cada vez mais demonstra que ela o é. Suas múltiplas nuances investiram Alizeh de uma humanidade que seria difícil de alcançar por outras atrizes. Ela foi capaz de representar uma personagem que finge ser forte, mas cujas vulnerabilidades vêm à tona em questão de segundos quando aborda sua vida amorosa. O mais interessante foi esse complexo traço de personalidade ficar claro muito antes de qualquer expressão verbal explícita sobre assunto. Os excessos de piadas e atividade de Alizeh pareceram sua forma desesperada de mostrar que estava bem sem o amor de Ali, sendo que ela estava tão perdida quanto qualquer pessoa apaixonada e não tinha ideia do que estava fazendo.


Nem mesmo o milagre de humanização dos personagens realizado por Ranbir e Anushka tornou menos irritante as sucessivas referências a filmes, músicas e diálogos de filmes de Bollywood. Karan Johar é filho da indústria e claramente projetou em seus protagonistas o nível de importância que os filmes hindi têm em sua própria vida. É sempre interessante ver um diretor mostrar tanto de si em tela, mas o efeito acabou sendo de os diálogos dos dois jovens adultos parecerem forçados. O mesmo tom pouco natural surgiu nas falas da personagem de Aishwarya Rai, que deu enorme dignidade à uma poetisa que fala uma frase de efeito por minuto. Este é um filme de poucos acontecimentos e muita discussão de relação, então todo o peso da condução da história acaba recaindo sobre os diálogos. O roteirista Niranjan Iyengar investiu pouco em reflexões e muito em frases que seriam mais constrangedoras se não fossem ditas por esse incrível elenco. Entretanto, houve alguns belos momentos que ficam com o espectador após o término do filme.


Por falar em Aishwarya Rai, o elenco coadjuvante de ADHM é também responsável pelo sucesso do filme. O pouco tempo de participação foi o suficiente para Aish apresentar uma personagem que transita de forma aparentemente confortável em sua vida de solteira. Lisa Haydon fez uma pequena e divertida participação como a namorada interesseira de Ayan com a qual roubou a cena e não perdeu o brilho, mesmo com os efeitos sonoros grotescos de comédia pastelão adicionados em suas cenas. Já o talentoso Fawad Khan não teve chance de mostrar tanto de seu trabalho. Acredito que seu personagem tenha sofrido muitos cortes na edição para evitar controvérsias após a proibição de que atores paquistaneses trabalhassem em Bollywood. A história de Ali e Alizeh é dada a conhecer apenas através de explicações da própria Alizeh e depois disso vemos Fawad apenas em dois musicais. Tamanho desperdício de um talento novo e revigorante é frustrante.

Aquela química inesperada


A trilha sonora é personagem. O produtor musical Pritam compôs canções merecidamente vencedoras de prêmios e Amitabh Bhattacharya inseriu profunda dor nas letras interpretadas pelo personagem de Ranbir, que é cantor. Confesso que me surpreendi com a qualidade do trabalho por não ser fã de Pritam e de Amitabh. O produtor musical acumulou diversas acusações de plágio durante a carreira e ainda não estou totalmente convencida da originalidade da trilha porque infelizmente é o pensamento padrão quando nos deparamos com seus trabalhos. Independentemente disso, a atuação dada por Ranbir Kapoor à voz dolorosa de Arijit Singh nas canções Channa Mereya e Ae Dil Hai Mushkil  foi daqueles raros momentos em que todos os elementos de uma obra se organizam de forma perfeita.


É impossível acompanhar o trabalho de um diretor há um tempo e não traçar uma linha de progresso. Dentro dos filmes que dirigiu, Ae Dil Hai Mushkil me emocionou bastante por parecer o final do período de transição da adolescência para a maturidade de Karan Johar. Todas as piadas com o estilo de romance de filmes antigos dão a impressão de que o diretor está tentando exorcizar uma parte de seu passado bollywoodiano - talvez aquela extremamente ingênua que acreditava que o amor pode vencer tudo. Acontece que quando falamos muito sobre algo o tempo todo, fica evidente o quanto ainda estamos presos àquilo. Os elementos aos quais Karan ainda está ligado, e talvez sempre estará, são o mundo completamente à parte da vida real em que seus personagens vivem e personagens que vivem totalmente para seu amor. O que ele vem adicionando cada vez mais às suas histórias é a dor como protagonista do amor. Alguém sempre é infeliz no amor em seus filmes, como Kajol em Kuch Kuch Hota Hai e Rani Mukerji em Kabhi Khushi Kabhie Gham, mas geralmente são os coadjuvantes ou é algo breve. Os personagens principais costumam ter uma árdua jornada até a felicidade eterna. Desta vez, o personagem principal tem seu amor continuamente rejeitado e a discussão sobre a amizade como forma de amor torna-se central. Muitos corações são partidos em Ae Dil Hai Mushkil e nenhuma dessas pessoas parece que irá se recuperar facilmente daquela dor. Alguns a levarão para sempre. A percepção da dor como parte normal da vida talvez seja a mudança da qual Karan falou ao lançar o filme.

Bollywood não é o que parece

Os problemas em Ae Dil Hai Mushkil não são poucos. A história torna-se arrastada por ter uma duração mais longa do que os poucos acontecimentos pediam, há o já mencionado problema com os diálogos, a caracterização física em um ponto crucial da história é extremamente mal feita e os momentos em que Karan Johar faz autorreferência a um filme seu são embaraçosos. Mas esse elenco faz tudo valer a pena. Karan nunca foi um diretor sutil ao tentar arrancar lágrimas de seu público e essa tendência foi potencializada num filme com atores tão intensos e espontâneos. Esta não é uma história para ser assistida desavisadamente, pois o choro é inevitável. Particularmente, não esperava soluçar tanto e nem ficar tão movida. É sempre um prazer ver uma equipe se desafiando como foi feito nesse filme, tanto em termos da história delineada quanto das atuações desinibidas. Enquanto houver alguém desafiando as noções de amor pré-concebidas que temos, eu serei sua espectadora.