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Eu tinha dois motivos para estar ansiosa por Luv Ka The End. O principal era que eu estava num momento de tensão com o cinema indiano, já que não agüentava mais ver aquelas mulheres-deusas-que-se-sacrificam nos filmes, especialmente depois de ver a Nutan se sacrificando pelo milésimo filme seguido. Quando vi o trailer de LKTE, estava com sede de sangue, cliquem aqui para entender. Bem mais tarde, descobri que a Yash Raj Films, uma das produtoras mais tradicionais de Bollywood, estava lançando uma subsidiária para a produção de filmes com promoção de novos talentos, a Y-Films. A YRF é meio arcaica e andava amargando fracasso atrás de fracasso, então fiquei curiosa para saber qual era a dessa novidade toda. 

A história é a seguinte: Rhea (Shradda Kapoor) namora Luv (Taaha Shah), com quem planeja perder a virgindade em seu aniversário de 18 anos. No dia do aniversário, descobre que ele não apenas a trai, como também participa de um clube online de jovens bilionários que fazem uma competição anual de conquistas. Os participantes ganham pontos por cada conquista amorosa realizada, divulgando fotos e vídeos no site. Luv estava com o maior número de pontos no ano em questão, e faltava pouco para que o 2º lugar o alcançasse. Para ganhar um grande número de pontos e estabelecer vantagem, é necessário apresentar provas da conquista mais valiosa no site: uma virgem tímida e recatada. A presa da vez é nossa Rhea, que fica enraivecida ao descobrir a verdade e com a ajuda de suas melhores amigas, decide se vingar de Luv na noite de seu aniversário. 



Opa, deu para notar a enxurrada de novidades? Perder a virgindade e vingança feminina é a última coisa que vem à minha cabeça quando penso em um filme da YRJ: eles nos deram Dilwale Dulhania Le Jayenge! O que me pareceu é que a necessidade de conexão com o público jovem urbano é muito grande, mas pesaram a mão no filme, que ficou muito estereotipado. Na busca desse público, fizeram um filme adolescente americano típico. Não me refiro às roupas dos personagens ou a falarem inglês vez ou outra, já estou acostumada com isto. Falo do fato de o filme lembrar o Todas Contra John (que nunca vi), de não ter nada que parecesse diferente. Não sei se é isto o que quer a juventude indiana, mas achei fraco demais para a estréia de uma produtora. Minha sensação foi que meu interesse pela Y-Films não duraria nem até o intervalo. 

O "GO FUCK YOURSELF" que ela grita
me deixou atraída pelo filme!
Poderiam ter tido mais cuidado com as cenas. Na cena em que estava descobrindo toda a traição, Rhea saiu correndo para chorar, e uns 10 minutos depois, já estava fazendo aquela cena tradicional de olhar para a tela e jurar vingança. Como é que conseguiram passar tão pouca firmeza em uma cena tão clássica? Adoro este tipo de cena e não canso dela, mesmo já a tendo visto em tantos filmes. Já estava ruim quando a Shradda (como se pronuncia isto?) estava chorando e não saiu nenhuma lágrima, mas a tal cena foi pior porque deveria ter dado o tom de “ARRASA, GAROTA!” para o resto do filme. Taaha Shah também não fez muito melhor, mas convenhamos que o rapaz não teve muitas cenas boas para fazer grande coisa. O indivíduo até teve que fazer cena em que se coçava porque as meninas puseram pó-de-mico em sua cueca (jura que chamam isso de novo?). Comentei que ele teve de se vestir de mulher? Até que o garoto mandou bem. O nome do clipe em que a magia acontece é  Mutton, e foi promovido como a nova Munni, melhor que a Sheila, algo assim (vejam o post do Tees Maar Khan). Não tem tanta graça quanto queriam fazer ter, mas poderia ser pior. Ruim é a música, ou melhor, as músicas. A única de que gostei foi F.U.N. Fun Fanaa, mas foi mais por ser engraçadinha e por o clipe ter a participação de um cantor que eu não esperava ver. Cliquem se quiserem saber, mas saibam que é a surpresa do fim do filme (minha mente emocionada achou que o Shahrukh Khan apareceria). Aliás, a coisa foi tão óbvia o tempo todo que eu sabia o que o cantor iria fazer na história. 

Eu e meu eterno fascínio por nerds de óculos .-.




Nem tudo foi ruim, minha gente. Gostei das duas amigas de Rhea, especialmente da Jugs (Pushtiie Shakti). Outra coisa muito legal foram os créditos de abertura, em que os atores fizeram uma montagem usando muitas camisas diferentes, o que deve ter dado trabalho. Lembrei do Tees Maar Khan pelo fato de que eu apreciaria mais momentos se as pessoas gritassem menos... e cortassem aquela cena final ridícula. 

É claro que não gostei do filme, e a expectativa que eu tinha em relação a ele fez a queda do cavalo ser mais intensa. Não precisava tanta obviedade e falta de conteúdo (ou presença de conteúdo ruim, vai saber) para fazer um filme jovem. Sempre usarei três palavras como prova de que é possível fazer um filme indiano simples, inovador, jovem, urbano e lindo: Wake Up Sid. Depois dele, meus padrões para filmes de diretores estreantes aumentaram muito. Sendo assim, senhor Bumpy  — sim, este é o nome da criatura que dirigiu isto —, façamos um pouquinho mais de esforço na hora de gastar um orçamento. 

Até a próxima, e pisem com cuidado no terreno da pequena Y-Films. E vejam Wake Up Sid.
O Especial Katrina Kaif só terminou porque encontrei o início deste texto no meu computador e lembrar do filme me fez ter muita vontade de terminá-lo. Porém, ainda faremos (Isa, isto é uma ordem) um post sobre a Katrina, explicando o porquê do especial e contendo algumas das nossas impressões sobre a Kat.

Quem já assistiu a Welcome To Sajjanpur (2008) lembrará dele ao assistir Well Done Abba. Ambos os filmes se passam em aldeias, contam com um elenco sem grandes estrelas, são do diretor Shyam Benegal e tem uma mistura muito gostosa de comédia e denúncia social. 

Apesar de não ter Shreyas Talpades, que fez a minha alegria em Sajjanpur, o papel principal de Well Done Abba ficou com um dos atores indianos mais talentosos que conheço: Boman Irani. A história começa com Armaan Ali (Boman Irani), que trabalha como motorista particular, implorando ao seu chefe para poder voltar ao emprego. Ao que parece, ele pediu uma licença para resolver alguns problemas pessoais na pequena aldeia onde mora sua filha, Muskan (Minissha Lamba), juntamente com seu irmão gêmeo, Rehman Ali (Boman²!) e sua cunhada, Salma Ali (Ila Arun). O problema é que Armaan só voltou meses depois, e seu chefe, como qualquer empregador normal, não quer aceitá-lo de volta. Ainda assim, o chefe legal dá uma chance a Armaan para contar tudo o que aconteceu enquanto dirige seu carro durante uma viagem. Armaan diz que caiu num poço, e é este poço que vai guiar toda a história. 




A aldeia tem na falta de água uma de suas características mais marcantes, o que estimula Armaan a participar de um programa do governo por meio do qual se constroem poços para cidadãos abaixo da linha da pobreza. O dinheiro mal sobre para Armaan no fim do mês, mas isto não é considerado ser pobre! Para ser realmente pobre, você basicamente tem de provar que não tem o que comer (alguém nota semelhanças com o Brasil?). E, segundo o funcionário do governo, Armaan está parecendo até bem alimentado e...nossa, o relógio dele é tão bonito! Que tal oferecê-lo sem intenção alguma ao funcionário? Depois, que tal ter de pagar uma parte do dinheiro que receberá pela construção do poço, para finalmente ser colocado abaixo da linha da pobreza — afinal, como diz outro funcionário, “atualmente, todos querem estar abaixo da linha da pobreza, porque estar abaixo dela tem benefícios” —? Não nos esqueçamos de que o engenheiro também quer uma parte. Ah, também sempre se deve agradar ao fotógrafo super entendido de montagens (não que isto influencie em algo, claro), que deve fotografar o poço em andamento para que o governo libere as verbas para as fases seguintes da construção. Oba, todos felizes! 


Chega o momento em que Armaan está infeliz porque ele tem todos os documentos comprovando que há um poço em suas terras, cartas dos líderes da aldeia falando sobre o quão fresca é a sua água e até mesmo as fotos do tal poço, mas...bem, ele não vê poço nenhum no seu quintal. É aí que Muskan surge com o momento de genialidade mil do filme ao prestar uma queixa à polícia, já que roubaram seu poço! Não está tudo comprovado, mas o poço não aparece no quintal? Então, bem, ele só pode ter sido roubado. Armaan, Muskan e Arif Ali (Sammir Dattani) unem todas as pessoas pobres das redondezas que também tiveram seus poços “roubados” para fazerem um grande movimento pela exigência dos poços. Acho que esta foi uma das partes de que mais gostei: a união de todos aqueles que foram tiveram seus poços roubados de pouco em pouco. A imprensa chega, uma grande atenção é dada a questão devido ao fato de as eleições estarem próximas e é claro que o governo, que sempre atende aos pobres com tanto zelo, carinho e consideração, tenta resolver a questão. 




Tenho um certo medo da Ila Arun.
Normalmente tento fazer uma sinopse rápida dos filmes e depois ir jogando as opiniões e observações conforme forem surgindo, mas com Well Done Abba, minha vontade mais forte é de ir contando o filme todo, porque só a história já faz o esforço de escrever valer a pena. Não consigo pensar muito no que indicar: tudo é legal! Para quem já conhece o trabalho do Boman Irani, ele não precisa de apresentações, mas para quem não conhece, digo que o homem é um fenômeno. Não é que ele tenha uma atuação arrebatadora, mas o vejo como aquele ator que prende você do início ao fim do filme. O que me divertiu nele neste filme foram as expressões de cinismo que fazia quando estava sendo claramente roubado pelos funcionários do governo: sabem quando a gente está há horas numa fila de banco aqui no Brasil, e de repente vê uma pessoa que vai avançando lentamente pelos cantinhos, daí chega e pede (bem baixinho, claro) para uma pessoa mais a frente pagar suas contas junto com as dela, já que ela tem que fazer uma coisa urgente? Então, a pessoa olha em volta com aquela carinha cínica procurando quase uma aprovação, a expressão mais pura do jeitinho brasileiro? O que resta a fazer àqueles que não são de reclamar é olhar para o engraçadinho com uma cara semelhante a esta: 


Outra de quem gostei muito foi a Minissha Lamba, que faz a filha inteligente e ousada de Armaan. Estava comentando dia desses que gosto dela desde Bachna Ae Haseeno, há algo em sua expressão que me agrada. Acredito que é por tudo nela me parecer muito simples: do visual (não é linda e nem feia, só bonita) à própria atuação (apesar de eu não poder falar muito sobre isso, acho que só vi dois filmes seus). A história de amor da Muskan com o Arif Ali é adorável e me fazia ficar dando aqueles sorrisinhos bobos que às vezes damos quando ficamos com o coração aquecido por pouca coisa, porém não vou falar dela por já ter contado quase o filme inteiro no post. Se alguém decidir vir o filme ou já o tiver visto, decida se sou boba ou muito boba. 

O filme também fala bem rapidamente sobre casamento arranjado, nada muito aprofundado. Gostei de ver tudo enrolado na comédia; o irmão do Armaan era um vigarista de cabelo estranho, que roubava e aplicava golpes no povo todo (inclusive, Muskan e Arif só se conhecem porque o tio Rehman deu um golpe no pai do moço). Desde que assisti a Peepli Live (2010), notei que questões sociais abordadas em filmes me afetam por mais tempo se o filme tem um pouco de comédia. Talvez seja porque levamos a vida assim por aqui, não? Sem querer estimular o estereótipo do brasileiro feliz, se (eu) a gente não rir um pouco no meio de tudo pelo que passamos neste país, não dá para levar a (minha) vida adiante. Há umas semanas mesmo, minha mãe e eu estávamos impressionadas com uma notícia seríssima que passava no telejornal, quando começamos a rir alto do nome do bandido. É assim que elaboro as coisas. 


Ele é bonitinho³ e esses créditos são fofos demais! 

Quebrando outra tradição dos posts, também não falarei da trilha sonora do filme, simplesmente por não me lembrar de música alguma (e isto quer dizer algo!). Quero terminar tendo dito somente o que sentia vontade de dizer do modo mais sincero e simples possível, já que me pareceu que o próprio filme fez isto. Sendo assim, até a próxima e não esqueçam de que existem pequenas pérolas como esta em Bollywood, esperando por um espectador desavisado para surpreender sem fazer alarde.
→ Especial Katrina Kaif - Post 3 (demoro, mas não desisto)

Nunca coloco posters, mas esta foto é linda!

Dos últimos filmes que assisti da Katrina Kaif, este foi o que mais me surpreendeu — positivamente! Assim como no Ajab Prem Ki Ghazab Kahani, neste filme ela faz uma estrangeira, o que a deixou muito confortável no papel. O filme conta a história de Jasmeet (Kat), uma filha de indianos criada em Londres. Jazz, como prefere ser chamada, tenta lidar com seu estilo de vida moderno e as pressões dos pais para que se comporte como a típica boa moça indiana, casando-se com um bom rapaz indiano. Ela quer se casar com Charlie Brown (Clive Standen), um playboy infantil que já se casou duas vezes. Com a desculpa de levá-la para conhecer a terra de sua família, os pais de Jazz a levam à Índia para apresentá-la a pretendentes. Nos belos campos do Punjab, Jazz conhece sua (numerosa) família e Arjun (Akshay Kumar), filho de um amigo de seu pai, Manmohan (Rishi Kapooooooor!). Arjun diz estar apaixonado por ela desde a primeira vez em que a vê.


Galerinha do meu éssedois, agora vou contar uma coisa que é essencial para a história do filme. Encaro-a como um spoiler dos maiores, não gostaria que me dissessem caso eu ainda não o tivesse assistido. Avisados? Continuemos.

Jazz concorda em se casar, para a alegria de todos. Ela diz a Arjun que quer esperar chegarem em Londres para terem sua primeira noite, mas ele nem imagina que ela só estava ganhando tempo para poder voltar para casa. Ao chegar lá, ela diz que dar sete voltas em torno de um fogo sagrado não fazem duas pessoas serem casadas, pelo menos não perante as leis inglesas. Sendo assim, ela está solteira e pode muito bem se casar com Charlie. Mesmo destruído, Arjun decide que irá conquistá-la ao demonstrar todo o seu amor. E começa a batalha!

Acho sensacional quando abordam essa questão do conflito cultural na dimensão da vida cotidiana, mas algumas coisas em relação a isto me incomodaram em Namastey London. Não gostei do modo como o pai dela quis forçá-la a aceitar elementos culturais que ele obviamente não soube cultivar na filha, e nem do modo como ela desrespeitou o que duas famílias aceitavam como sendo casamento. Quando os dois lados erram de modo tão forte, ninguém acaba ficando com a razão e só sobra o sofrimento (momento filósofa de Orkut). Saindo de como estou pensando no filme depois de muito ter refletido sobre, e pensando na reação imediata que tive aos acontecimentos, lembro que a primeira palavra que me veio à cabeça quando Jazz fez tudo aquilo foi "vaca'' (perdão por baixar o nível). Tenho certeza de que minha indignação veio muito pelo papel do Arjun. Mesmo que tivesse cara de idiota nas primeiras cenas, cada poro daquele personagem gritava que ele não só queria se casar, como acreditava que uma união deveria durar para sempre. Aí você vê a menina dizer para ele que considerava como nada aquilo que ele via como sendo tudo...ah, não tem como não sentir raiva. Voltando para as minhas ideias pós-mil reflexões, o Seu Manmohan foi muito injusto com a filha ao levá-la para a Índia sem prepará-la para a situação de um possível casamento. É bem difícil lidar com esse tipo de pessoa que toma decisões muito importantes sobre as vidas alheias sem consultar os afetados, como o Aman de Kal Ho Naa Ho.

Ainda pensando no conflito cultural, um certo clima de "os indianos são os melhores do mundo" estava meio estabelecido no filme, e também não gostei muito disto. A cultura indiana mais tradicional é uma coisa que em muitos aspectos é oposta a tudo o que quero para a minha vida, mas nem por isso deixo de ver as coisas legais que ela traz. No Namastey, as coisas ruins da vida da Jazz acontecem quando está com os ocidentais: ela bebe quando está com eles, eles são os imorais que aprovam sexo antes do casamento, eles não sabem o que é amor. Quando começa a andar com os indianos, Jazz vê a luz. Amigos indianos, seria legal vocês começarem a deixar os ingleses na deles, não? Vocês são muito legais, não precisam reforçar isto o tempo todo. Sério.

Para não ser injusta, teve uma história paralela mostrando que os ingleses também amam: Imran (Upen Patel) namora uma moça inglesa, Susan (Tiffany Mulheron). Mais spoiler, pessoas: eles desejavam se casar, mas os pais dela queriam que ela se casasse apenas com um cristão. Imran aceita se converter e até mesmo mudar seu nome, mas passa por um processo de transformação de sua identidade durante o filme, terminando por não mudar para agradar a ninguém. Surpreendentemente, Susan o acompanha. Ah, fiquei feliz. Ocidentais também são legais, eu falei!

Proibida do Funk

E o amor do Arjun? A coisa mais fofa do mundo. Ele que atuava como o verdadeiro representante indiano em Londres, sendo responsável tanto pela mudança de atitude de Jazz, tanto quanto pela do Imran. Estou para ver Akshay Kumar sofrendo tanto em um filme, ainda mais por amor. Sabem o que é ficar parado olhando enquanto a mulher que você ama e chama de esposa está noivando com outro? É, também não sei, mas a expressão do Arjun no momento me fez entender que não é uma situação muito feliz. De todo modo, tudo o que ele fez para que a Jazz se apaixonasse por ele foi ficar lá sendo ele mesmo, ou seja: fazendo altos discursos sobre amor e honra. Aliás, teve um discurso enorme que ele fez para um inglês que desprezava indianos e...ah, a questão histórico-cultural de novo. Quem viveu a colonização e assistiu a este filme deve ter saído com a alma lavada.

Esta é a expressão de sofrimento do Arjun
E sim, você está vendo uma argolinha!

Barbie
Enrolei, reclamei e não deixei claro porque gosto tanto deste filme. O fator principal é a simplicidade que se vê por todos os lados, principalmente nos musicais. Não há nenhum grande cenário ou participação especial, são as músicas com umas coreografias bem chatinhas e pronto. Esta simplicidade também se estendeu a um Akshay Kumar não-gritante ao qual eu não estava habituada. Gostei demais dele neste filme, mas por favor, não saiam por aí falando sobre o quanto a Carol elogiou o trabalho do Akshay e blá blá blá. Ele não fez nada muito marcante, mas também não foi decepcionante. Tinha um trabalho e o fez. A Katrina também foi assim, realmente gostei dela. Muitas vezes, há o filme certo para o momento certo, e foi assim com este. Eu estava muito ansiosa para vê-lo no dia, sem ter motivo algum. Estava tranquila e não queria nada muito arrebatador, mas também não queria que passasse em branco. Foi o que tive e fiquei feliz por várias horas seguidas. Não saber bem do que se tratava o filme também me ajudou bastante ; achei que seria mais um festival de palhaçadas by Akki & Kat Kéf.


Ok, a trilha sonora. Nada especial, tanto que não me lembro de uma única música. Estou lendo aqui que o Himesh Reshammiya cantou a maioria das músicas, e isto é bem explicativo: raramente me lembro de coisas cantadas por ele. De verdade! Tenho até que ficar olhando o nome do cantor quando toca algo dele. 

Apesar de não lembrar das músicas, as imagens de um clipe ficaram na minha cabeça. O clipe é Rafta Rafta, e lembro dele porque dois banners do blog tem imagens dele e porque amo-adoro-venero coisas do Punjab. Nem precisa ser super punjabi, pode ser aquele Punjab paraguaio que Bollywood tanto adora, com gente falando em hindi, gritando, usando turbantes e dançando num campinho qualquer em Mumbai. Se tem as cores e se fala que é o Punjab, já começo a sorrir e dançar junto!



Agora, aquelas informações bonitas que costumo dar no início, mas para as quais estava sem paciência antes: o filme foi dirigido por Vipul Amrutlal Shah, que não parece ter feito nada de muito especial nessa vida bandida. O clima nacionalista do filme é um pouco influenciado pelo Purab Aur Paschim, um dos filmes nacionalistas do Manoj Kumar (por quem sinto uma certa atração). Lembro até de ter tentado vê-lo para fazer um paralelo aqui, mas não consigo este filme de jeito algum. Se alguém for legal e souber onde posso achar, vai me fazer feliz. Bom, se eu for depender da ajuda de vocês para ver Purab Aur Paschim como dependia para ver o Amar Akbar Anthony, é mais fácil já cortá-lo da lista de filmes a ver até o fim da vida.

Tem uma curiosidade sobre minha relação com o filme que nem contei. Já havia ouvido falar dele, mas nunca tinha pensando em baixá-lo. No ano passado, eu estava na mostra de cinema indiano aqui do Rio esperando para ver Lage Raho Munna Bhai, e sem querer, antes do filme começou a passar o trailer que vinha no DVD. Como imaginam, o trailer era do Namastey London, e o filme não é nada do que parecia na hora! Só lembro que as pessoas se divertiram muito com as cenas do trailer e riram alto quando o nome do filme apareceu. Fiquei mais curiosa com o filme deste aquilo.

Eu já ia terminar o post sem dizer o que eu mais queria: amo o Rishi Kapoor. Ele pode ser o pai irritante da inglesinha mimada, ou o que quer que seja: continuo amando-o e achando-o o máximo. Não precisam comentar a minha estranheza.

O bom deste aqui é que ninguém
quer competir comigo por ele ♥

Agora, sim: até depois! :D

Ps: sei lá se vocês percebem, mas as fotos das nossas postagens costumam ser prints que nós mesmas tiramos. Neste e no penúltimo post, as fotos foram tiradas do Google porque os formatos dos arquivos de vídeo dos filmes não são lidos pelo programa que utilizamos para tirar os prints :/
→ Especial Katrina Kaif - Post 2

Finalmente, é chegada a hora de falar desta doce comédia pastelão com bolhinhas de sabão! Ajab Prem Ki Ghazab Kahani é um filme de 2009 dirigido por Rajkumar Santoshi, estrelado por Ranbir Kapoor e pela nossa homenageada do momento, Katrina Kaif. Antes de tudo, gostaria de explicar o motivo da escolha deste filme. Ao listar os filmes sobre os quais eu poderia comentar no Especial Kat Kéf (apelido carinhoso), a maioria dos que me passaram pela mente não tinham papéis importantes da Katrina. Percebi isto a tempo de trocar todas as minhas escolhas (ai, ai) e pegar filmes que realmente trouxeram algo que acho que valeria a pena comentar a respeito da Kat. Ajab Prem foi um dos primeiros em que pensei, então...vamos lá!



O filme conta a história de Prem, um rapaz de bem com a vida que é presidente do “Clube Feliz” (hehe). Ele vive a vagabundear pela cidade, dando desgosto ao seu pai. Tudo muda quando conhece e se apaixona por Jenny (Katrina Kaif), uma moça órfã que vive com pais adotivos que não se importam muito com ela. A amizade dos dois cresce e Prem muda seus hábitos, passando a ser um homem respeitável para ser digno de Jenny. Ele começa a acreditar que ela esteja apaixonada por ele, mas, na verdade, ela ama Rahul (Upen Patel). Sua família quer obrigá-la a se casar com Tony (Pradeep Kharab), mas Prem, mesmo triste, decide ajudá-la a ficar com seu verdadeiro amor. O que eles não sabem é que a família de Rahul não é flor que se cheire! E lá vem muita confusão. Não vou poder contar muito porque acontecem coisas demais e não quero dar spoilers, mas pensem em tudo o que é capaz de acontecer em uma comédia pastelão e em mais um pouquinho, então...pronto, aí está a história!


A primeira coisa que eu recomendo ao assistir a APKGK é saber exatamente no que você está se metendo. Não é um romance clássico, não é uma comédia super inteligente: é só gente pulando, caindo e sorrindo. Digo isto porque caí no erro de esperar uma coisa totalmente diferente do que é o filme e não gostei de início, então segui três passos.

1) Pausar o filme.

2) Destruir a ideia que eu tinha do filme. Obs: já viram os pôsteres do filme? Fui burra.

3) Construir uma nova ideia a partir do que o filme realmente era.

4) Ver se o filme era bom, a partir da tal nova ideia criada.

Depois disto, o filme começou a ficar muuuuito legal! Tinha cores, um romance fofinho e uma trilha legal — já não estava muito bom? A química entre o Ranbir e a Katrina funcionou, muito porque os dois se jogaram de cabeça na doideira que é o filme (adoro quando os atores fazem isto). Uma das coisas mais bonitinhas do filme foi os dois gaguejarem quando nervosos. Já falamos sobre como papéis mais doces combinam mais com a Katrina do que os sensuais, e a Jenny foi um dos que mais gostei dela! Neste tipo de papel, não fico com a impressão de que ela está se esforçando muito para se sair bem. A leveza que ela passa acaba me contagiando!


Em um dos episódios do podcast Filmi Talkies, as duas meninas comentaram que a Katrina fica melhor em papéis que respeitam suas limitações. Não falo hindi, mas dizem que o hindi da Katrina não é tão bom. Sendo assim, ela não fica tão natural em personagens nascidas e criadas na Índia. Será este um dos motivos para eu achar que ela foi tão bem neste filme?




Ranbir estava ótimo, como quase sempre (a sombra de Saawariya me persegue). Ele estava com TANTA energia! Para quem não sabe, o pai dele é um dos atores mais queridos do cinema indiano, Rishi Kapoor. Uma coisa que sempre me impressionou nos filmes antigos do Rishi é essa mesma energia que vi no Ranbir em Ajab Prem (acham que estou exagerando sobre o Rishi? Vejam isto). Dá a impressão de que aconteceu isto:

Diretor: - Ranbs, vamos fazer uma brincadeira: você tem que fazer qualquer loucura que eu mandar.

Ranbir: - E o que eu ganho com isso?

Diretor: - Dinheiro, ué. Só pode parar quando eu pedir algo de que você não se achar capaz.

Ranbir: - Beleza.

E ele nunca parou. Pilotou jet sky, desceu uma ladeira de bicicleta e foi parar dentro d’água, fez papel de estátua (era ele, não?), lutou contra mafiosos em uma fábrica cheia de bolhinhas de sabão, viu Jesus...tanta coisa para poder contar aos netos. Ei, não se pode esquecer dele dançando! Ranbir tem um modo alegre de dançar que me faz pensar : “Ei, esse cara está se divertindo muito! Quero dançar também!”. A dança da Kat ainda estava no processo de melhora, mas pelo menos, ela dança muito melhor do que eu...o que não é muito difícil.

A trilha é meiga e divertida, tudo de que o filme precisava. É de autoria do Pritam, que raramente faz algo de que eu goste, mas ele acertou em cheio desta vez! Tenho duas favoritas, Prem Ki Naaya (cantada por Neeraj Shridhar) e Tera Hone Laga Hoon (cantada por Atif Aslam e Alisha Chinai). O clipe da primeira sempre consegue me deixar alegre e com vontade de pular, enquanto que o da segunda...bem, tenho a impressão de que é impossível não sorrir com ele. Lembram que eu falei que uma música do IHLS tinha clima de fossa adolescente? Bem, Tera Hone Laga Hoon tem clima de namoro adolescente. Tão, tão, tão fofa! Também vale a pena dar uma olhada no clipe de Tu Jaane Na(cantada por Atif Aslam), porque a música fez muito sucesso e é muito bonita. Achei uma coisa meio nada a ver no meio do filme, mas é bem legal.




Acho que Ajab Prem não funciona para todo o mundo. Eu o vejo como aquele filme que, quando acaba, me deixa pensando “Ei, estou me sentindo alegre!☺” (com emoticon mental e tudo). Já falamos aqui sobre uns três filmes leves que nos fazem sentir bem, e este aqui é mais um deles. A diferença é que este deixa uma vontade de dançar, pular, ser bobo, abraçar e fazer caretas. É só estar com o humor para encará-lo. Nem digo que eu tenha rido do filme, acho que só fiz isto umas três vezes. Estranho você não achar uma comédia engraçada e gostar dela mesmo assim, não? Só digo que valeu a pena!

As fotos do post de hoje foram retiradas da busca do Google.
Sangam marcou um momento muito especial da minha vida: foi a primeira vez que vi Raj Kapoor em cores. Os olhos dele me encantaram em Awaara (1951), e eu jurava que eram castanhos. Ai ai, a ilusão do preto-e-branco. Os olhos do Raju são azuis! Enfim, vamos cortar um pouco da superficialidade e falar da importância do filme de hoje. Foi produzido e dirigido pelo Raj, sendo seu primeiro filme colorido. Parece que foi o filme que deu início à tendência de Bollywood gravar cenas no estrangeiro, especialmente na Suíça. Além disto, foi um dos filmes mais longos que já vi, acho que tinha quase 4 horas. E, se quem estiver lendo não quiser spoilers, é melhor passar por aqui apenas após assisti-lo.


Sunder (Raj Kapoor) ama Radha (Vyjayanthimala), que ama Gopal (Rajendra Kumar). O básico da história é isto, mas o fato de os três serem amigos desde a infância só complica mais as coisas. E, sabem o que complica mais um pouco? Sunder e Gopal são melhores amigos e amam muito um ao outro, mais do que possivelmente se amariam caso fossem irmãos. O amor de Sunder por Radha vem desde a infância, assim como a preferência dela por Gopal.



Casa comigo?

Quando sua proposta de casamento não é aceita pela família de Radha, Sunder, que é piloto, decide juntar-se à Aeronáutica para ser digno dela. O rapaz vai viajar crendo que seu amor é correspondido, não vendo quando Radha corre ao lado do avião, dizendo que não o ama (é claro que o melhor momento para dizer algo a alguém é quando a pessoa está pilotando um avião). Ocorre um acidente e ele é dado como morto, o que destroça seu amigo. Com o passar do tempo, Gopal reconhece, tanto para si quanto para Radha, que a ama. Os dois começam a viver o romance por tanto tempo esperado, e, pouco antes da família dele fazer a proposta de casamento para a dela, é descoberto que Sunder estava vivo. Ele volta e agradece ao amigo por ter cuidado de Radha, não permitindo que nenhum homem se aproximasse dela. O que o manteve vivo foi saber que tinha um amigo como Gopal e uma amada como Radha. Gopal corre para terminar com tudo e a família de Radha se sente ofendida, casando-a com Sunder logo em seguida. Mesmo protestando muito, Radha não conseguiu fazer com que Gopal pensasse nela, além de em seu amigo. Casada, ela decide que amará e respeitará ao marido acima de tudo, e realmente vemos que seu esforço para ser feliz dá frutos. Porém, tudo começa a ruir quando Sunder encontra uma carta de amor não-assinada que Gopal escreveu para Radha no passado e fica obcecado por descobrir quem é o homem que sua esposa amava.


Ó, o laço dos noivos se desfez! Quem será a pessoa a amarrá-lo?

JURA?



O clássico e sempre complexo triângulo amoroso volta a nos visitar neste filme, que é de uma intensidade asssustadora. Vou começar falando sobre Gopal, meu favorito. Ele estudava em Londres e, ao voltar para casa, teve de lidar com todo o amor que havia para si nos olhos de Radha. Foi muito difícil entender o que se passava na mente e no coração de Gopal. Ele sabia dos sentimentos de Radha, mas parecia não saber como lidar com tudo aquilo. Apenas a olhava docemente e sorria, mas nunca prometia nada à ela. Porém, havia um certo desconsolo em seus modos e naquele mesmo doce olhar que me fazia acreditar que sim, ele a amava muito. Depois de um bom tempo de filme, a suspeita foi confirmada e percebi que aquele desconsolo devia-se ao conflito emocional que encarava: a mulher que amava ou o amigo, que apreciava mais que tudo no mundo? Permiti que as emoções daquele homem me tocassem, e a incrível atuação do Rajendra manteve meu estado. O que me incomodou, como tantas vezes acontece em filmes indianos, foi o fato de o homem pensar no próprio sacrifício e na felicidade do amigo, mas não se a mulher está disposta a fazer o mesmo que ele. Como aconteceu em Chaudhvin Ka Chand (1960), não houve nenhuma conversa com a mulher. Ela ia perder o homem que amava, ser levada a outro e não seria consultada a respeito disto. Não consigo nem pensar no que eu faria numa situação destas, mas seria melhor as pessoas tomarem cuidado.

É claro que esta cena foi depois do casamento....

...e é claro que esta foi antes do casamento.

O tanto que Sunder perseguia Radha me incomodou muito. De onde se tira que perseguir alguém incessantemente é a melhor estratégia de conquista? Essas pessoas precisam aprender a entender e aceitar uma linda palavrinha: não. Também me incomodou a importância que o Sr. Raj Egocêntrico Kapoor deu ao próprio personagem, já que Sunder estava praticamente em todos os musicais! Só me lembro de um em que não estava, e foi um dos meus favoritos. Escrevendo agora, o personagem está me parecendo muito irritante, mas não foi bem assim enquanto assistia ao filme. Acontece que ele é uma daquelas pessoas expansivas, e este tipo de pessoa acaba muitas vezes ficando cega para detalhes do que está acontecendo à volta. Se falasse menos e por um segundo tivesse prestado atenção na falta de entusiasmo de Radha para com ele, ou em um único olhar dela para Gopal, talvez teria percebido que ela não o amava. Sunder somente viu o que quis, o que não deve ser um pecado tão grande quando se está apaixonado. Porém, fico me perguntando se era realmente amor, ou apenas um capricho. A perseguição era tanta, e tão pouco ele fazia para diminuir o constrangimento que ela sentia com a situação, que não consigo deixar de vê-lo como um homem caprichoso. Sunder sempre foi o diferente do trio, por não ter a mesma condição social de Radha e Gopal. Todos os fatores me levam a crer que Radha era apenas o objeto inalcançável que, um dia, um garoto chamado Sunder decidiu ter.

Comparemos:

Com Sunder
Com Gopal

      
                           X

    




Cena super natural: dez mil curiosos.


Radha foi o papel mais moderno que vi da Vyjayanthi até agora, o primeiro que não dava espaço para haver nenhum musical com pitadas de dança clássica. Ela deveria ter se imposto desde o início, já que sempre soube o que queria (deveria, poderia, ia...). A Radha pós-casamento era muito menos romântica e mais divertida do que ela era antes, o que foi uma surpresa muito agradável depois de tanto drama. Não me levem a mal, drama é comigo. Só tem que vir em doses que não me cansem muito, porque filmes indianos mexem tanto com as emoções que fico fisicamente cansada. A diversão da lua-de-mel européia de Radha e Sunder foi exatamente o que eu precisava depois de tanto ver Rajendra sofrendo. 

Vemos que Sunder chamou Gopal em sua lua-de-mel. Sério, qual é o problema desse cara?

No meio de tudo isso, o musical mais legal de todos os tempos da última semana. Com vocês, a doce Radha mostrando ao marido que ele não precisava sair de casa para ver um show de mulheres ocidentais (¬¬). Sunder, o machista.

Deus me ajude, arrumei um velho! ♪ 

Nas cenas finais, veio a postura que eu tanto esperava, com Radha dizendo que não era um brinquedo que os dois amigos jogavam de um lado para o outro. Ainda assim, não foi o suficiente. O meu estado "SE IMPONHA, MULHER!" só fica desligado com Chhoti Bahu.

Parece que Sangam significa "confluência", e as referência a rios acontecem durante todo o filme. É bem isso mesmo. Três pessoas que não conseguem se desligar, três vidas que estão sempre se influenciando. Quando Sunder havia acabado de se casar com Radha, colocou uma foto de Gopal junto à dela em sua casa. Pobre Radha.

comolidar? ._.


Sobre o final...fiquei com a impressão de que é bem óbvio para quem já conhece filmes indianos. O confronto final foi um dos que mais gostei de ver em filmes. Fiquei triste. É engraçado um filme ser tão óbvio e você continuar achando-o sensacional, cena após cena.

Músicas, músicas! Mais uma trilha de Shankar-Jaikishan (ou Jackie-Chan, para algumas pessoas) e liiindas letras de Shailendra e Hasrat Jaipuri. Todas as músicas são ótimas, apesar de algumas chamarem mais a atenção do que outras. Uma que nem está entre minhas favoritas, mas que mostra bem o triângulo amoroso, é Har Dil Jo Pyaar Karega, nas vozes de Mukesh (a eterna voz de Raj Kapoor), Lata Mangeshkar e Mahendra Kapoor. No momento, minha favorita de verdade é Yeh Mera Prem Patra Padh Kar, cantada por...Mohammed Rafi. É, já perdeu a graça todas as minhas favoritas serem cantadas por ele. Sóri ae, gente.

Bem, amo Sangam. Esta é a conclusão mais simples que consigo fazer para um filme tão longo. Até a próxima! :)
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"DEEWANEANDO"?

Devanear = divagar, imaginar, fantasiar. Deewani = louca, maluca. Deewaneando = pensar aleatória e loucamente sobre cinema indiano.

Meu nome é Carol e sou a maior bollynerd que você vai conhecer! O Deewaneando existe desde 2010 e guarda todo o meu amor pelo cinema indiano, especialmente Bollywood - o cinema hindi. Dos filmes antigos aos mais recentes, aqui e no Bollywoodcast, seguirei devaneando sobre Bollywood.

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