A pequena casa da família Bhansali recebia mais um membro naquele distante dia 24 de fevereiro de 1963. Apesar da forte ligação da família com o cinema, seria difícil para qualquer um deles imaginar que aquele menino um dia seria considerado um dos maiores diretores do cinema indiano. Sanjay Leela Bhansali é o artista da grandeza. Crescendo em uma casa pequena, foi normal desejar que tudo fosse maior, mais espaçoso e mais belo. Foi naquele pequeno espaço claustrofóbico que sua imaginação começou a dar os primeiros passos em direção aos cenários grandiosos que um dia faria. Ele repintava paredes, aumentava os espaços, trocava as pilastras e construía a casa dos seus sonhos em sua mente.
A obsessão pela beleza foi primordial em sua vida desde a infância, já que seu meio era desprovido dela. Herdou o amor pelo cinema do pai, Navin - que não teve o mesmo sucesso que o filho viria a ter. O amor do pai pelo cinema disputava espaço em sua vida com a fraqueza pela bebida. O produtor fracassado fez filmes que nem mesmo o filho chegou a assistir e perdeu todo o seu dinheiro devido ao alcoolismo e às apostas. Sanjay não tem lembranças de uma época em que o pai não estivesse bêbado, pois a desgraça financeira ocorreu antes do seu nascimento. As memórias daquele tempo ainda estão muito presentes e ele se lembra de toda a família escondida debaixo da cama enquanto os credores batiam à porta. Em casamentos, a família era olhada com desprezo porque todos sabiam que seu pai sempre terminaria bêbado. Não é à toa que a humilhação segue presente em tantas cenas de suas obras, já que ele ainda a sente fortemente. O medo é outro sentimento presente em sua alma e sua obra. O pai era um homem violento e há uma cena em Khamoshi - The Musical que faz referência direta ao seu temperamento. Nela, Nana Patekar quebra os discos da filha furiosamente. Esta cena aconteceu em sua vida, quando o pai lhe tirou aquilo que mais amava - a música.
A fonte de força da fragilizada família foi incorporada ao sobrenome artístico de Sanjay. Leela, sua mãe, economizava o quanto podia e insistiu que os filhos fossem educados em boas escolas. Para isso não hesitou em vender sabão de porta em porta com os filhos Sanjay e Bela a tiracolo. Sanjay ainda se lembra das portas sendo batidas em sua cara. Infelizmente nem todo o esforço da mãe foi suficiente para que o jovem gostasse de estudar e sua hora favorita era o fim da escola, quando podia ir para para casa e ligar o rádio. Ao som de canções dos filmes indianos, passava o tempo imaginando situações e cenários para cada uma delas. Leela dançava pela casa e trazia um pouco de brilho ao cotidiano tão duro dos filhos, fazendo daqueles os únicos momentos em que esqueciam de toda a dor e angústia. E era ali que o futuro contador de histórias estava nascendo.
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| Leela Bhansali |
O chamado artístico não demorou a chegar. Sanjay lembra-se de ter sido levado pelo pai a um set de filmagem quando tinha por volta de oito anos. Uma cena de cabaré estava sendo filmada e o menino logo ficou encantado pela atmosfera. As luzes, cores e sons o capturaram e foi ali que soube o que desejava fazer pelo resto da vida. Navin ensinou o filho a ter amor pela música clássica indiana e por todos os tipos de filme produzidos, fosse um clássico histórico como Mughal-E-Azam - que o pai o levou para assistir dezoito vezes - ou um filme cheio de ação como Chor Machaye Shor. O mesmo pai que o preenchia de amor pela sétima arte ficava irritado ao ver o interesse artístico do filho. Desejava que ele tivesse uma profissão estável que não trouxesse toda a incerteza e a infelicidade que vivenciou.
Sanjay decidiu seguir o caminho do cinema por meio dos estudos. Seu maior sonho era entrar para o Film and Television Institute of India, local por onde passaram alguns de seus ídolos - como Jaya Bachchan e Ketan Mehta. Leela e Bela o apoiaram. Em 1982, a irmã foi com ele ao instituto para tentar inscrevê-lo. Não conseguiram nem passar pelos portões da instituição. Sua inscrição foi finalmente realizada em 1984, sem sucesso. Foi em um dia chuvoso de agosto que a esperada admissão ocorreu. O ano era 1985 e o garoto pobre de Mumbai finalmente vislumbrou a possibilidade de ter o futuro dos seus sonhos.
Sanjay decidiu seguir o caminho do cinema por meio dos estudos. Seu maior sonho era entrar para o Film and Television Institute of India, local por onde passaram alguns de seus ídolos - como Jaya Bachchan e Ketan Mehta. Leela e Bela o apoiaram. Em 1982, a irmã foi com ele ao instituto para tentar inscrevê-lo. Não conseguiram nem passar pelos portões da instituição. Sua inscrição foi finalmente realizada em 1984, sem sucesso. Foi em um dia chuvoso de agosto que a esperada admissão ocorreu. O ano era 1985 e o garoto pobre de Mumbai finalmente vislumbrou a possibilidade de ter o futuro dos seus sonhos.
Sanjay estudou Edição porque não havia uma formação específica em Direção. O menino pobre e fechado emocionalmente manteve o mesmo comportamento recluso na faculdade, então não fez amigos e passou a maior parte do tempo sozinho. Perdeu a oportunidade de interagir com futuros grandes diretores que também estudavam no instituto em sua época, como Rajkumar Hirani (3 Idiots) e Sriram Raghavan (Badlapur). Sobre sua experiência na época, o diretor diz:
"Eu era muito insignificante, discreto, imperceptível e não deixei marca nenhuma."
Para receber o diploma, os estudantes deveriam editar o filme de um diretor escolhido pela instituição. Sanjay não seu deu bem com o cineasta escolhido para si, Dilip Ghosh, e solicitou ao diretor da instituição um outro profissional cujo filme pudesse editar. Para seu azar, aquele era um tempo de rebeldia juvenil e o diretor pretendia sufocar o espírito indisciplinado da época. A recusa dos superiores fez que Sanjay entrasse na justiça para conseguir se formar, mas perdeu a causa. Foi até a sala do diretor e não hesitou em suplicar, dizendo: "Você não pode fazer isto comigo. Sou de uma família muito pobre e este é o meu sonho." O apelo não convenceu e Sanjay deixou o seu sonho para trás ao cruzar os portões e voltar para casa sem aquilo que mais lhe importava no mundo - seu diploma. E sem ter feito nenhum esforço para ter amigos ou relações, sua partida não causou nenhuma comoção. A dolorosa experiência fez com que se sinta assombrado pelo instituto até hoje. Vai até o prédio todos anos e anda por suas salas e corredores, sentindo que sua alma ainda pertence ao lugar. Mesmo tendo feito vários filmes de sucesso, ainda sente a ausência do diploma que desejou quando não tinha nada.
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| Bela, a outra mulher da sua vida |
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| Com Manisha Koirala e Salman Khan nos sets de Khamoshi - The Musical (1996) |
A primeira ideia de Sanjay para fazer um filme costuma vir de uma canção. Ele tem uma forte memória afetiva ligada às canções de filmes hindi que escutou durante toda a infância no rádio e acredita que a identidade do cinema indiano está firmemente ligada à sua música. É um diretor apaixonado pela produção cultural do seu país e tem plena convicção de que suas obras serão a única coisa que permanecerão quando não mais viver. Ele se sente parte de algo maior e construindo um legado a partir da preciosa herança que recebeu dos filmes da era de ouro do cinema indiano. Cada cena que grava é pensada a partir dos trabalhos dos grandes mestres, como V. Shantaram, K. Asif, Guru Dutt e Raj Kapoor. Muito além do amor, sente profundo respeito pelo cinema indiano. Para ele, o set é um templo onde habita o seu Deus. Sua veneração se dá pela forma de intenso cuidado pelos mínimos detalhes do que aparecerá na tela. Isto ficou claro pela primeira vez para o público em sua segunda aventura na direção, a qual somente foi possível por alguém ainda acreditar em seu trabalho mesmo após o primeiro fracasso.
Hum Dil De Chuke Sanam (1999) foi a grande inauguração de tudo aquilo que viria a ser conhecido como o estilo Sanjay Leela Bhansali de fazer filmes. A opulência, o drama, os grandes musicais e cenários estupendos deram sua cara pela primeira vez. Khamoshi era um filme intimista, mas este era o exato oposto. Era um filme para ser visto em alta escala. O nível de detalhismo fez com que cuidasse pessoalmente de itens que iam das cores das cortinas à espessura do kajal nos olhos da protagonista. Foi neste drama romântico que o tema do triângulo amoroso surgiria em sua filmografia. Não bastasse a ousadia de pôr Aishwarya Rai, a qual se considerava ter uma beleza muito ocidentalizada, em um papel tradicional, ele a colocou como uma esposa que é levada pelo marido até o homem que ama. O sucesso foi estrondoso. Público e crítica amaram a obra e Sanjay ganhou amor, glória, prêmios e dinheiro. Outra tendência iniciada com HDDCS foram os altos gastos realizados na produção de filmes, mas ele não se importa com isso. Tudo é pela arte.
"As pessoas me acusam de desperdiçar dinheiro. Mas você deve saber como apreciar coisas belas. Há tantas formas de arte que se unem em um filme - teatro, dança, música, pintura, poesia - como reuni-las para criar uma experiência cinematográfica?"
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| Shahrukh Khan em Devdas (2002) |
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| Madhuri Dixit em Devdas (2002) |
"As explosões vêm do amor pelo filme, e não para humilhar alguém. Se a raiva fosse para humilhar a pessoa, então meus assistentes não teriam trabalhado comigo. Todos os meus assistentes trabalharam comigo em dois ou três filmes. Quando você ama o seu trabalho, eles entendem a sua paixão. Este momento está sendo capturado para a eternidade e vamos dar o nosso máximo possível. Qualquer diretor ou qualquer pessoa dirigindo um escritório, um balcão ou qualquer coisa irá repreender os outros se algo der errado. Então dirão 'ele é tão abusivo, ele é tão temperamental'.
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| Com Shahrukh Khan e Madhuri Dixit nas filmagens de Devdas (2002) |
Mesmo com a rigidez ao orquestrar o ambiente de filmagem, Sanjay Leela Bhansali também é conhecido como um diretor apaixonado pelo inesperado. A cada dia suas interpretações sobre o roteiro mudam e ele estimula que seus atores também se abram para o novo que pode surgir todos os dias. Aceita suas sugestões de mudança e é aberto a todos os que amem seu filme tanto quanto ele.
"Quando meus atores me dizem que os estou confundido, digo a eles que é bom ficar confuso. Quando abro a porta, não sei quem encontrarei do lado de fora. Quando você não sabe o que esperar de si mesmo, você atua de forma diferente e sua atuação é elevada. Eu descobri muita alegria no não-estudado e no inesperado. É por isto, talvez, que meu comportamento às vezes também seja inesperado"
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| Aishwarya Rai como Paro em Devdas (2002). A musa do criador. |
Sanjay podia fazer o que quisesse após Devdas. Teria o orçamento, os atores e a equipe que desejasse. É nos momentos em que tudo é fácil que descobre-se o quão corajosa é uma pessoa, e Sanjay provou ser audaz ao escolher como próximo filme a história de uma jovem surda, muda e cega, inspirada na história de Helen Keller. O diretor ficou fascinado pela luta pela qual passam aqueles que têm dificuldade para ser expressar e serem compreendidos pelos outros. Todos da indústria disseram que ele estava cometendo suicídio ao dar esse passo. Os cenários coloridos e grandiosos deram lugar a um filme escuro. Os romances entre homem e mulher perderam espaço para a comovente história de um professor e sua aluna deficiente, subestimada por todos. Seria a chance de Sanjay realizar mais um sonho de infância: trabalhar com o ídolo Amitabh Bachchan. Rani Mukerji inicialmente recusou o papel principal por achá-lo desafiador demais, mas felizmente terminou aceitando-o.
A produção de Black (2005) foi mais difícil do que o esperado e a equipe teve de lidar com um incêndio que destruiu cenários e figurinos, o que os obrigou a reconstruir tudo do nada. Talvez a maior dificuldade de um diretor habituado a gerar seus filmes através da ideia advinda de uma música fosse a ausência de musicais. Bhansali chegou a um nível de desespero tamanho que esteve a ponto de ligar para a coreógrafa Saroj Khan e encomendar uma coreografia caso não fosse impedido por Rani e Amitabh. Todo o sacrifício valeu a pena no final, quando Black obteve enorme sucesso de público e crítica. O legado mais positivo foi a conclusão de que o público indiano tinha interesse em histórias mais complexas e distantes dos temas românticos usuais e dos musicais que os acompanhavam.
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| O elogiado pôster de Saawariya (2007) |
O tema da deficiência física abordado em Khamoshi e Black foi o escolhido por Bhansali para o seu retorno aos filmes. Guzaarish (2010) surgiu no momento em que o diretor tinha cada vez mais dificuldades para explicar aos compositores o que desejava para as canções de seus filmes e tomou a decisão de passar a compô-las. Sanjay tem orgulho de ter colocado Hrithik Roshan, que todos veem como um deus grego que deve dançar em seus filmes, deitado em uma cama sem se mover. A equipe estudou muito para compor a história e os personagens do filme que retrata a história de um mágico que fica tetraplégico e luta pelo direito de cometer eutanásia. Sanjay vê na dor daquele homem preso em uma cama o seu próprio sofrimento no isolamento ao qual se submeteu após o fracasso de Saawariya. Apesar dos tons escuros, ele o enxerga como a história de um homem celebrando sua morte. A luta de seu personagem principal operou uma mudança em sua forma de ver o mundo. Passou a sentir-se uma pessoa melhor e reapaixonou-se pela vida, desejando a partir de então ficar mais próximo das pessoas. Foi neste filme que exorcizou os demônios que o levaram à depressão.
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| Com Aishwarya Rai e Hrithik Roshan nos sets de Guzaarish (2010) |
Infelizmente o público não gostou tanto da experiência de Guzaarish quanto Bhansali e o filme não teve um bom desempenho. Implacável como é a indústria do entretenimento, cada fracasso faz com que todos os seus sucessos sejam esquecidos. Dois fracassos consecutivos no currículo não são facilmente deixados de lado e as pessoas já diziam que Sanjay tinha perdido o jeito para a direção. A recuperação financeira veio através da produção de filmes de outros diretores. Sanjay passou a investir em filmes que gostaria de assistir e não saberia dirigir, como My Friend Pinto e Shirin Farhad Ki Toh Nikal Padi, mas certamente o que mais impressionou a imprensa foi o investimento no blockbuster masala Rowdy Rathore, um filme repleto de ação e comédia. Sanjay não entende a surpresa. Esse era o tipo de filme que via durante a infância e ele tem a capacidade de apreciar todos os tipos de cinema.
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| Deepika Padukone em Ram-Leela (2013) |
Com Priyanka Chopra e Deepika Padukone
nos sets de Bajirao Mastani (2015)
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"Toda a dor, sofrimento, amor, paixão e conflito fizeram de mim o que sou. Faço histórias de amor apaixonado porque não tenho amor na minha vida. Minha arte completa a minha vida. Minha vida pode ser incompleta, mas não é infeliz."
Sanjay quer que seus personagens experimentem todo o amor que não vivenciou em sua vida, já que se define como um nômade solitário. As jornadas diárias de até 20 horas de trabalho em Bajirao Mastani provam a veracidade de afirmação de que vive para os filmes que faz. Suas obras são a única vida que tem e não saberia como viver sem o cinema, pois foi este o mundo que o fez sobreviver durante a infância e segue tendo a mesma função em sua vida hoje. Aquele menino que era o mais feio, o rejeitado e com quem ninguém queria brincar se desnuda perante nós a cada filme com o qual nos presenteia. Para conhecer Sanjay Leela Bhansali é necessário assistir aos seus filmes. Mostrar sua alma de forma tão aberta tem os seus riscos. Cada filme que rejeitamos de Bhansali o leva de volta à toda a rejeição que sofreu em sua vida e o fracasso financeiro de uma obra traz o sentimento daquele menino escondido debaixo da cama para não enfrentar os credores. Seus filmes são sua tentativa de ganhar amor e ser aceito, uma luta na qual esteve durante toda a sua vida.
Bajirao, Mastani e Kashibai não puderam realizar seus amores da mesma forma como Navin não pôde realizar seus filmes e Sanjay não pôde realizar seu amor. A missão da vida de Sanjay Leela Bhansali é continuar vivendo através de seus filmes e engrandecer a arte do cinema indiano. A paixão que o move atrás das câmeras e seu senso de responsabilidade com a arte contribuem para que o cinema indiano não se conforme com a mediocridade. Os que o amam e o odeiam concordam sobre este ser um homem que busca a excelência em todos os momentos do seu trabalho. Aquilo que ele oferece ao público é tudo o que conseguiu extrair de melhor de dentro de si mesmo.
Bajirao, Mastani e Kashibai não puderam realizar seus amores da mesma forma como Navin não pôde realizar seus filmes e Sanjay não pôde realizar seu amor. A missão da vida de Sanjay Leela Bhansali é continuar vivendo através de seus filmes e engrandecer a arte do cinema indiano. A paixão que o move atrás das câmeras e seu senso de responsabilidade com a arte contribuem para que o cinema indiano não se conforme com a mediocridade. Os que o amam e o odeiam concordam sobre este ser um homem que busca a excelência em todos os momentos do seu trabalho. Aquilo que ele oferece ao público é tudo o que conseguiu extrair de melhor de dentro de si mesmo.
"Fazer filmes era o sonho do meu pai. Eu tenho que realizar os sonhos dele. É isto o que me mantém motivado. Uma vez, ele me levou para assistir a uma filmagem e me deixou no chão dizendo 'Sente aqui, não saia daqui!' Acredito que ainda estou onde ele me deixou. Ele me introduziu a um mundo o qual transformei em meu. Este é o único lugar onde quero estar."
















































