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A pequena casa da família Bhansali recebia mais um membro naquele distante dia 24 de fevereiro de 1963. Apesar da forte ligação da família com o cinema, seria difícil para qualquer um deles imaginar que aquele menino um dia seria considerado um dos maiores diretores do cinema indiano. Sanjay Leela Bhansali é o artista da grandeza. Crescendo em uma casa pequena, foi normal desejar que tudo fosse maior, mais espaçoso e mais belo. Foi naquele pequeno espaço claustrofóbico que sua imaginação começou a dar os primeiros passos em direção aos cenários grandiosos que um dia faria. Ele repintava paredes, aumentava os espaços, trocava as pilastras e construía a casa dos seus sonhos em sua mente.

A obsessão pela beleza foi primordial em sua vida desde a infância, já que seu meio era desprovido dela. Herdou o amor pelo cinema do pai, Navin - que não teve o mesmo sucesso que o filho viria a ter. O amor do pai pelo cinema disputava espaço em sua vida com a fraqueza pela bebida. O produtor fracassado fez filmes que nem mesmo o filho chegou a assistir e perdeu todo o seu dinheiro devido ao alcoolismo e às apostas. Sanjay não tem lembranças de uma época em que o pai não estivesse bêbado, pois a desgraça financeira ocorreu antes do seu nascimento. As memórias daquele tempo ainda estão muito presentes e ele se lembra de toda a família escondida debaixo da cama enquanto os credores batiam à porta. Em casamentos, a família era olhada com desprezo porque todos sabiam que seu pai sempre terminaria bêbado. Não é à toa que a humilhação segue presente em tantas cenas de suas obras, já que ele ainda a sente fortemente. O medo é outro sentimento presente em sua alma e sua obra. O pai era um homem violento e há uma cena em Khamoshi - The Musical que faz referência direta ao seu temperamento. Nela, Nana Patekar quebra os discos da filha furiosamente.  Esta cena aconteceu em sua vida, quando o pai lhe tirou aquilo que mais amava - a música.

Leela Bhansali
A fonte de força da fragilizada família foi incorporada ao sobrenome artístico de Sanjay. Leela, sua mãe, economizava o quanto podia e insistiu que os filhos fossem educados em boas escolas. Para isso não hesitou em vender sabão de porta em porta com os filhos Sanjay e Bela a tiracolo. Sanjay ainda se lembra das portas sendo batidas em sua cara. Infelizmente nem todo o esforço da mãe foi suficiente para que o jovem gostasse de estudar e sua hora favorita era o fim da escola,  quando podia ir para para casa e ligar o rádio. Ao som de canções dos filmes indianos, passava o tempo imaginando situações e cenários para cada uma delas. Leela dançava pela casa e trazia um pouco de brilho ao cotidiano tão duro dos filhos, fazendo daqueles os únicos momentos em que esqueciam de toda a dor e angústia. E era ali que o futuro contador de histórias estava nascendo.

O chamado artístico não demorou a chegar. Sanjay lembra-se de ter sido levado pelo pai a um set de filmagem quando tinha por volta de oito anos. Uma cena de cabaré estava sendo filmada e o menino logo ficou encantado pela atmosfera. As luzes, cores e sons o capturaram e foi ali que soube o que desejava fazer pelo resto da vida. Navin ensinou o filho a ter amor pela música clássica indiana e por todos os tipos de filme produzidos, fosse um clássico histórico como Mughal-E-Azam - que o pai o levou para assistir dezoito vezes - ou um filme cheio de ação como Chor Machaye Shor. O mesmo pai que o preenchia de amor pela sétima arte ficava irritado ao ver o interesse artístico do filho. Desejava que ele tivesse uma profissão estável que não trouxesse toda a  incerteza e a infelicidade que vivenciou.

Sanjay decidiu seguir o caminho do cinema por meio dos estudos. Seu maior sonho era entrar para o Film and Television Institute of India, local por onde passaram alguns de seus ídolos - como Jaya Bachchan e Ketan Mehta. Leela e Bela o apoiaram. Em 1982, a irmã foi com ele ao instituto para tentar inscrevê-lo. Não conseguiram nem passar pelos portões da instituição. Sua inscrição foi finalmente realizada em 1984, sem sucesso. Foi em um dia chuvoso de agosto que a esperada admissão ocorreu. O ano era 1985 e o garoto pobre de Mumbai finalmente vislumbrou a possibilidade de ter o futuro dos seus sonhos.

Sanjay estudou Edição porque não havia uma formação específica em Direção. O menino pobre e fechado emocionalmente manteve o mesmo comportamento recluso na faculdade, então não fez amigos e passou a maior parte do tempo sozinho.  Perdeu a oportunidade de interagir com futuros grandes diretores que também estudavam no instituto em sua época, como Rajkumar Hirani (3 Idiots) e Sriram Raghavan (Badlapur). Sobre sua experiência na época, o diretor diz:

"Eu era muito insignificante, discreto, imperceptível e não deixei marca nenhuma."
Times of India, 2013

Para receber o diploma, os estudantes deveriam editar o filme de um diretor escolhido pela instituição. Sanjay não seu deu bem com o cineasta escolhido para si, Dilip Ghosh, e solicitou ao diretor da instituição um outro profissional cujo filme pudesse editar. Para seu azar, aquele era um tempo de rebeldia juvenil e o diretor pretendia sufocar o espírito indisciplinado da época. A recusa dos superiores fez que Sanjay entrasse na justiça para conseguir se formar, mas perdeu a causa. Foi até a sala do diretor e não hesitou em suplicar, dizendo: "Você não pode fazer isto comigo. Sou de uma família muito pobre e este é o meu sonho." O apelo não convenceu e Sanjay deixou o seu sonho para trás ao cruzar os portões e voltar para casa sem aquilo que mais lhe importava no mundo - seu diploma. E sem ter feito nenhum esforço para ter amigos ou relações, sua partida não causou nenhuma comoção. A dolorosa experiência fez com que se sinta assombrado pelo instituto até hoje. Vai até o prédio todos anos e anda por suas salas e corredores, sentindo que sua alma ainda pertence ao lugar. Mesmo tendo feito vários filmes de sucesso, ainda sente a ausência do diploma que desejou quando não tinha nada.

Bela, a outra mulher da sua vida
Após a expulsão do Film Institute, Sanjay foi apresentado por sua irmã Bela ao diretor e produtor Vidhu Vinod Chopra, que lhe deu a oportunidade de ser diretor de um musical  no filme Parinda graças ao vídeo de uma canção de três minutos que dirigiu na faculdade. Trabalhou como assistente de direção nos filmes Parinda e 1942: A Love Story. Foi naquela época que escreveu o roteiro de Khamoshi e o apresentou a Vinod para que o dirigisse, mas ele orientou o próprio Sanjay a dirigi-lo. Só que sem recursos ou rede de contatos na indústria, a tarefa de levantar o dinheiro para a produção não seria fácil. A determinação que falta a Sanjay para criar e manter relações sociais existe em excesso quando se trata de batalhar por seus filmes. O rapaz passava horas e mais horas esperando do lado de fora das vans de inúmeros atores, esperando que algum aceitasse conversar para ouvir a história do filme. O empenho conseguiu o inesperado resultado de um diretor de primeira viagem reunir um elenco estelar:  Salman Khan, Manisha Koirala, Seema Biswas e Nana Patekar. Os fortes nomes atraíram um produtor e Sanjay conseguiu dirigir seu primeiro filme. Khamoshi- The Musical (1996) era a incomum história de uma filha apaixonada por música que se divide entre o mundo que ama e sua vida doméstica, cuidando dos pais surdos. Foi um fracasso de público e sucesso de crítica. A rejeição à sua obra levou o diretor à uma intensa depressão, da qual não teria saído sem o apoio constante dos amigos - especialmente Salman Khan, com quem tem uma relação de altos e baixos. Hoje Sanjay acredita que Khamoshi era um filme muito à frente de seu tempo e que talvez o público de hoje aceitaria melhor a história que tentou contar com alguns tons de realidade.

Com Manisha Koirala e Salman Khan nos
sets de Khamoshi - The Musical (1996)

A primeira ideia de Sanjay para fazer um filme costuma vir de uma canção. Ele tem uma forte memória afetiva ligada às canções de filmes hindi que escutou durante toda a infância no rádio e acredita que a identidade do cinema indiano está firmemente ligada à sua música. É um diretor apaixonado pela produção cultural do seu país e tem plena convicção de que suas obras serão a única coisa que permanecerão quando não mais viver. Ele se sente parte de algo maior e construindo um legado a partir da preciosa herança que recebeu dos filmes da era de ouro do cinema indiano. Cada cena que grava é pensada a partir dos trabalhos dos grandes mestres, como V. Shantaram, K. Asif, Guru Dutt e Raj Kapoor. Muito além do amor, sente profundo respeito pelo cinema indiano. Para ele, o set é um templo onde habita o seu Deus. Sua veneração se dá pela forma de intenso cuidado pelos mínimos detalhes do que aparecerá na tela. Isto ficou claro pela primeira vez para o público em sua segunda aventura na direção, a qual somente foi possível por alguém ainda acreditar em seu trabalho mesmo após o primeiro fracasso.

Hum Dil De Chuke Sanam (1999) foi a grande inauguração de tudo aquilo que viria a ser conhecido como o estilo Sanjay Leela Bhansali de fazer filmes. A opulência, o drama, os grandes musicais e cenários estupendos deram sua cara pela primeira vez. Khamoshi era um filme intimista, mas este era o exato oposto. Era um filme para ser visto em alta escala. O nível de detalhismo fez com que cuidasse pessoalmente de itens que iam das cores das cortinas à espessura do kajal nos olhos da protagonista. Foi neste drama romântico que o tema do triângulo amoroso surgiria em sua filmografia. Não bastasse a ousadia de pôr Aishwarya Rai, a qual se considerava ter uma beleza muito ocidentalizada, em um papel tradicional, ele a colocou como uma esposa que é levada pelo marido até o homem que ama. O sucesso foi estrondoso. Público e crítica amaram a obra e Sanjay ganhou amor, glória, prêmios e dinheiro. Outra tendência iniciada com HDDCS foram os altos gastos realizados na produção de filmes, mas ele não se importa com isso. Tudo é pela arte.

"As pessoas me acusam de desperdiçar dinheiro. Mas você deve saber como apreciar coisas belas. Há tantas formas de arte que se unem em um filme - teatro, dança, música, pintura, poesia - como reuni-las para criar uma experiência cinematográfica?"


Hindustan Times, 2016

Shahrukh Khan em Devdas (2002)
O desempenho excepcional de Hum Dil De Chuke Sanam permitiu que Bhansali alçasse voos mais altos. O agora aclamado diretor tomou para si a tarefa de dirigir a primeira versão hindi em cores de Devdas, o clássico livro de Sarat Chandra Chattopadhyay que já havia sido adaptado para o cinema onze vezes. O desejo de Sanjay não era fazer uma adaptação linha a linha do livro. Aquela seria a sua interpretação de Devdas. Para ele, a criação deste filme começou quando seu pai morreu, vítima da cirrose. Navin e Leela não se davam bem, mas em seu leito de morte, houve um momento em que o produtor saiu de seu coma e estendeu a mão para a esposa. Ela a pegou e viu o marido dar seu último suspiro naquele mesmo segundo. Sanjay viu a cena e ali percebeu que talvez sua mãe tivesse sacrificado 22 anos de sua vida apenas por aquele momento de ternura. Isto o fascinou e ali nasceu Devdas (2002), o filme que considera um tributo à história de amor de seus pais. Muitas das cenas inseridas por ele em seus filmes são referências a situações que viveu em sua vida - algumas contadas ao público, enquanto outras jamais nos serão reveladas. Em Devdas, a forte cena em que o personagem principal chega bêbado e cambaleante ao velório do pai foi vista por Sanjay no dia da morte de sua avó. A relação de amor e ódio de Devdas com a garrafa de bebida é tudo aquilo que Sanjay testemunhou na vida de seu pai.

Madhuri Dixit em Devdas (2002)
Devdas foi mais longe do que seu diretor poderia esperar. O filme foi escolhido para ser exibido em Cannes e também foi a submissão oficial da Índia ao Oscar de 2002. Os rios de dinheiro investidos no filme voltaram facilmente. Ele passou cada segundo do filme pensando em como gravar as cenas da mesma forma como Raj Kapoor o fazia, mas ali certamente não havia nada de Raj Kapoor. O estilo de Sanjay Leela Bhansali já poderia ser considerado único. Foi neste filme que Aishwarya Rai ficou definitivamente gravada como sua musa. O ritmo de gravações durante os dois anos e meio de produção foi intenso e naquela época passou-se a se falar bastante sobre os excessos de Sanjay Leela Bhansali. O diretor é tido como temperamental. É o primeiro a chegar e o último a sair. Os atores podem passar um dia inteiro nos sets para a gravação de apenas uma cena. Se uma sequência cara precisar ser regravada, ele o fará sem hesitação. Tal nível de dedicação o leva a escolher com muito cuidado todos aqueles com quem trabalhará. Há relatos de ele quebrar celulares ao perceber que as pessoas não estavam tão focadas no trabalho quanto ele desejava. Sanjay desmerece todos esses relatos como sendo mitos, mas não nega que há momentos em que se excede:

"As explosões vêm do amor pelo filme, e não para humilhar alguém. Se a raiva fosse para humilhar a pessoa, então meus assistentes não teriam trabalhado comigo. Todos os meus assistentes trabalharam comigo em dois ou três filmes. Quando você ama o seu trabalho, eles entendem a sua paixão. Este momento está sendo capturado para a eternidade e vamos dar o nosso máximo possível. Qualquer diretor ou qualquer pessoa dirigindo um escritório, um balcão ou qualquer coisa irá repreender os outros se algo der errado. Então dirão 'ele é tão abusivo, ele é tão temperamental'.

Mid-Day, 2015


Com Shahrukh Khan e Madhuri Dixit
nas filmagens de Devdas (2002)

Mesmo com a rigidez ao orquestrar o ambiente de filmagem, Sanjay Leela Bhansali também é conhecido como um diretor apaixonado pelo inesperado. A cada dia suas interpretações sobre o roteiro mudam e ele estimula que seus atores também se abram para o novo que pode surgir todos os dias. Aceita suas sugestões de mudança e é aberto a todos os que amem seu filme tanto quanto ele.

"Quando meus atores me dizem que os estou confundido, digo a eles que é bom ficar confuso. Quando abro a porta, não sei quem encontrarei do lado de fora. Quando você não sabe o que esperar de si mesmo, você atua de forma diferente e sua atuação é elevada. Eu descobri muita alegria no não-estudado e no inesperado. É por isto, talvez, que meu comportamento às vezes também seja inesperado"

The Hindu, 2016


Aishwarya Rai como Paro em Devdas (2002). A musa do criador.


Sanjay podia fazer o que quisesse após Devdas. Teria o orçamento, os atores e a equipe que desejasse. É nos momentos em que tudo é fácil que descobre-se o quão corajosa é uma pessoa, e Sanjay provou ser audaz ao escolher como próximo filme a história de uma jovem surda, muda e cega, inspirada na história de Helen Keller. O diretor ficou fascinado pela luta pela qual passam aqueles que têm dificuldade para ser expressar e serem compreendidos pelos outros. Todos da indústria disseram que ele estava cometendo suicídio ao dar esse passo. Os cenários coloridos e grandiosos deram lugar a um filme escuro. Os romances entre homem e mulher perderam espaço para a comovente história de um professor e sua aluna deficiente, subestimada por todos. Seria a chance de Sanjay realizar mais um sonho de infância: trabalhar com o ídolo Amitabh Bachchan. Rani Mukerji inicialmente recusou o papel principal por achá-lo desafiador demais, mas felizmente terminou aceitando-o.

Com Ayesha Kapoor e Amitabh
Bachchan nos sets de Black (2005)

A produção de Black (2005) foi mais difícil do que o esperado e a equipe teve de lidar com um incêndio que destruiu cenários e figurinos, o que os obrigou a reconstruir tudo do nada. Talvez a maior dificuldade de um diretor habituado a gerar seus filmes através da ideia advinda de uma música fosse a ausência de musicais. Bhansali chegou a um nível de desespero tamanho que esteve a ponto de ligar para a coreógrafa Saroj Khan e encomendar uma coreografia caso não fosse impedido por Rani e Amitabh. Todo o sacrifício valeu a pena no final, quando Black obteve enorme sucesso de público e crítica. O legado mais positivo foi a conclusão de que o público indiano tinha interesse em histórias mais complexas e distantes dos temas românticos usuais e dos musicais que os acompanhavam.

O elogiado pôster de Saawariya (2007)
A Sony Pictures percebeu a força do mercado cinematográfico indiano e decidiu produzir seus primeiros filme no país. Sanjay Leela Bhansali parecia a escolha certa para essa primeira aventura por ter vindo de três grandes sucessos de público e crítica. Saawariya (2007) atraiu a atenção da indústria e da imprensa devido ao grande orçamento e também pelo protagonismo dado a dois atores estreantes que vinham de duas poderosas famílias que dominavam o cinema indiano - Ranbir Kapoor e Sonam Kapoor. Foi o primeiro filme de Bollywood a ter um lançamento norte-americano feito por um estúdio de Hollywood. O estilo discreto do diretor com suas recusas de mostrar partes do filme aos executivos e de liberar qualquer informação para a imprensa foi um pesadelo para os executivos da Sony. O filme chegou aos cinemas e o fracasso foi imediato e inegável. Sanjay tornou-se a piada da indústria e sofreu muito com o nível de massacre ao qual foi submetido sucessivamente em críticas, entrevistas e até mesmo esquetes de premiações. Todas as entrevistas da época apresentam um Sanjay ressentido e extremamente sensível. O diretor diz que aprendeu com a experiência de Khamoshi que seu filme pode fracassar, mas que o mesmo não pode acontecer com sua mente e suas ideias, mas nada disso o impediu de entrar em um episódio depressivo do qual tentou se curar indo a Paris para dirigir a ópera Padmavati, de 1923.

O tema da deficiência física abordado em Khamoshi  e Black foi o escolhido por Bhansali para o seu retorno aos filmes. Guzaarish (2010) surgiu no momento em que o diretor tinha cada vez mais dificuldades para explicar aos compositores o que desejava para as canções de seus filmes e tomou a decisão de passar a compô-las. Sanjay tem orgulho de ter colocado Hrithik Roshan, que todos veem como um deus grego que deve dançar em seus filmes, deitado em uma cama sem se mover. A equipe estudou muito para compor a história e os personagens do filme que retrata a história de um mágico que fica tetraplégico e luta pelo direito de cometer eutanásia. Sanjay vê na dor daquele homem preso em uma cama o seu próprio sofrimento no isolamento ao qual se submeteu após o fracasso de Saawariya. Apesar dos tons escuros, ele o enxerga como a história de um homem celebrando sua morte. A luta de seu personagem principal operou uma mudança em sua forma de ver o mundo. Passou a sentir-se uma pessoa melhor e reapaixonou-se pela vida, desejando a partir de então ficar mais próximo das pessoas. Foi neste filme que exorcizou os demônios que o levaram à depressão.


Com Aishwarya Rai e Hrithik Roshan
nos sets de Guzaarish (2010)

Infelizmente o público não gostou tanto da experiência de Guzaarish quanto Bhansali e o filme não teve um bom desempenho. Implacável como é a indústria do entretenimento, cada fracasso faz com que todos os seus sucessos sejam esquecidos. Dois fracassos consecutivos no currículo não são facilmente deixados de lado e as pessoas já diziam que Sanjay tinha perdido o jeito para a direção. A recuperação financeira veio através da produção de filmes de outros diretores. Sanjay passou a investir em filmes que gostaria de assistir e não saberia dirigir, como My Friend Pinto e Shirin Farhad Ki Toh Nikal Padi, mas certamente o que mais impressionou a imprensa foi o investimento no blockbuster masala Rowdy Rathore, um filme repleto de ação e comédia. Sanjay não entende a surpresa. Esse era o tipo de filme que via durante a infância e ele tem a capacidade de apreciar todos os tipos de cinema.

Deepika Padukone em
Ram-Leela (2013)
O alívio financeiro trazido pelas produções permitiu que fosse feita mais uma tentativa na direção de filmes. Desta vez o diretor voltaria às suas origens e traria uma adaptação de Romeu e Julieta com todos os elementos que o consagraram na direção. Cenários grandiosos, musicais impressionantes e um romance repleto de dor seriam os principais elementos da produção de Goliyon Ki Raasleela: Ram-Leela. Kareena Kapoor e Ranveer Singh foram escalados como casal principal. Os cenários foram construídos e tudo estava em seu lugar...ou parecia estar. Kareena Kapoor abandonou o filme a dez dias do início das gravações e Sanjay teve de buscar uma nova Leela. Foi até Deepika Padukone em um dia no qual a atriz estava doente e febril e, excêntricos como o são os grandes artistas, Bhansali viu intensa beleza no longo pescoço e nos olhos marejados daquela mulher adoentada. Uma nova Leela foi descoberta. O sucesso foi absoluto e marcou a virada nas carreiras de Deepika e Sanjay Leela Bhansali. Foi neste filme que o diretor saiu da sua zona de conforto e experimentou representar o amor também por meio de cenas sensuais e beijos, o que trouxe a possibilidade de se reinventar ao entrar no terreno da demonstração física do amor. Sanjay conseguiu se reconectar com o seu público e retornar ao status de diretor de sucesso. Para seu deleite, isto ocorreu no filme feito em homenagem à sua mãe, Leela - tão bela, doce e decidida quanto a personagem principal.

Após encontrar seu novo casal favorito nas figuras de Deepika Padukone e Ranveer Singh, Sanjay decidiu tirar da gaveta um projeto que vinha tentando fazer há 12 anos: o clássico histórico Bajirao Mastani (2015). Este filme deveria ter sido feito após Hum Dil De Chuke Sanam com Aishwarya Rai e Salman Khan como protagonistas, porém o projeto não foi levado adiante após o término do namoro entre os atores. As várias mudanças de elenco ao longo dos anos foram fazendo com que o filme parecesse uma lenda urbana, mas ele pôde finalmente ver a luz do dia nas figuras de Deepika, Ranveer e Priyanka Chopra. Bajirao Mastani é mais um filme sobre amores desfeitos e incompletos como os que o diretor teve em sua vida. Sanjay é reservado ao falar sobre a sua vida pessoal e sua única história de amor conhecida até hoje foi o relacionamento desfeito com a coreógrafa Vaibhavi Merchant. Ele sempre faz alusões a não ter sido correspondido no amor e ao sofrimento vivido, porém só o próprio sabe o que realmente se passou em sua vida e de quem está falando. Em sua visão de mundo não faz sentido o desapaixonamento. Ele não sabe como deixar de amar alguém e assim o são seus personagens: o amor que sentem é para toda a eternidade. O objeto do seu amor é sagrado.



Com Priyanka Chopra e Deepika Padukone
nos sets de Bajirao Mastani (2015)

"Toda a dor, sofrimento, amor, paixão e conflito fizeram de mim o que sou. Faço histórias de amor apaixonado porque não tenho amor na minha vida. Minha arte completa a minha vida. Minha vida pode ser incompleta, mas não é infeliz."

Bollywood Life, 2013


Sanjay quer que seus personagens experimentem todo o amor que não vivenciou em sua vida, já que se define como um nômade solitário. As jornadas diárias de até 20 horas de trabalho em Bajirao Mastani provam a veracidade de afirmação de que vive para os filmes que faz. Suas obras são a única vida que tem e não saberia como viver sem o cinema, pois foi este o mundo que o fez sobreviver durante a infância e segue tendo a mesma função em sua vida hoje. Aquele menino que era o mais feio, o rejeitado e com quem ninguém queria brincar se desnuda perante nós a cada filme com o qual nos presenteia. Para conhecer Sanjay Leela Bhansali é necessário assistir aos seus filmes. Mostrar sua alma de forma tão aberta tem os seus riscos. Cada filme que rejeitamos de Bhansali o leva de volta à toda a rejeição que sofreu em sua vida e o fracasso financeiro de uma obra traz o sentimento daquele menino escondido debaixo da cama para não enfrentar os credores. Seus filmes são sua tentativa de ganhar amor e ser aceito, uma luta na qual esteve durante toda a sua vida.

Bajirao, Mastani e Kashibai não puderam realizar seus amores da mesma forma como Navin não pôde realizar seus filmes e Sanjay não pôde realizar seu amor. A missão da vida de Sanjay Leela Bhansali é continuar vivendo através de seus filmes e engrandecer a arte do cinema indiano. A paixão que o move atrás das câmeras e seu senso de responsabilidade com a arte contribuem para que o cinema indiano não se conforme com a mediocridade. Os que o amam e o odeiam concordam sobre este ser um homem que busca a excelência em todos os momentos do seu trabalho. Aquilo que ele oferece ao público é tudo o que conseguiu extrair de melhor de dentro de si mesmo.


"Fazer filmes era o sonho do meu pai. Eu tenho que realizar os sonhos dele. É isto o que me mantém motivado. Uma vez, ele me levou para assistir a uma filmagem e me deixou no chão dizendo 'Sente aqui, não saia daqui!' Acredito que ainda estou onde ele me deixou. Ele me introduziu a um mundo o qual transformei em meu. Este é o único lugar onde quero estar."
Filmfare, 2016

6 anos. Quem diria? Lembro que tinha medo de escrever. Temia escrever mal, passar informações erradas e as críticas, acima de tudo. Hoje tudo aquilo me parece tão distante. Escrevo porque gosto, não tenho mais medo de ser chamada de pseudointelectual por gostar de me informar e o medo de me impor sumiu no ar juntamente com a minha adolescência.

Se este texto está soando pessoal, é porque realmente o é. 2016 foi um ano profundo para mim. Realizei muitos sonhos profissionais e pessoais. A maior transformação foi interna. Parece que a gratidão, a curiosidade pelo mundo e a vontade de fazer as coisas mudarem me guiaram durante todo o ano. Até mesmo os períodos difíceis foram encarados com mais maturidade e menos desespero do que há alguns anos. Parece que finalmente entendi o estado fluido da vida.

Em meio a tanta transformação, não consegui dar conta do Deewaneando, como expliquei detalhadamente a vocês no Facebook. Pela primeira vez não me senti culpada por isso. Só me senti culpada por não explicar o que estava acontecendo na minha vida profissional, então me tranquilizei assim que esclareci a situação. No final, não ter passado o ano aqui acabou sendo positivo porque tirei todo esse tempo para repensar, pela milésima vez, o que eu queria para o blog.

Descobri um nicho do qual vocês gostam muito, que são as fofocas. Demorei algum tempo para descobrir qual deveria ser o tom da Aconteceu em Bolly. Aprendi que deveria filtrar sempre os sites mais confiáveis e tentar dar prioridade a notícias que incluíssem alguma declaração do próprio artista. Ao publicar boatos, deveriam ser os mais leves, como de gravidez e namoro. Pode não parecer, mas uma coluna de fofocas é algo delicado. O ambiente de um blog pode se tornar extremamente nocivo, dependendo do que se poste e como se escrevam as notícias. Notei isso quando postei várias notícias da suposta rixa entre Kangana Ranaut e Deepika Padukone e repentinamente estávamos todas formando times e falando mal de pessoas que mal conhecemos a partir de notas tendenciosas advindas de uma imprensa que adora criar brigas. A experiência me ensinou a ter cuidado e a pensar de que forma aquilo que publico contribuiu ou prejudica a imagem do blog que quero ter.

A maior gratificação que senti com o blog em todo o ano foi ver que os conteúdos informativos também são apreciados. Confesso que eu não era muito fã de informar, não. Gostava mais de dar opinião nas resenhas dos filmes e estava satisfeita. Mas a gente muda. Quanto mais lia e me informava sobre a história do cinema indiano, mais sentia vontade de compartilhar isso, já que não temos muitas fontes de informação em português. Por isso fiquei satisfeita em ver que o post mais lido do ano foi o com 10 dicas para conhecer a Bollywood antiga. Nem acreditei quando vi tanto interesse pelos filmes antigos, que me fizeram iniciar este blog, de tanto que os amo. A experiência me animou a escrever algumas séries que estou planejando para o blog no ano que vem, para contar histórias de várias épocas do cinema. Espero mesmo que vocês gostem! Tenho lido alguns livros e reportagens antigas para preparar o conteúdo. Para os temas espinhosos, para os quais há pouca informação oficial, farei como no post sobre a realidade das premiações de Bollywood: colocarei todas as fontes no fim para que vocês possam checá-las e tirar suas próprias conclusões.

Ainda não decidi como será o calendário de postagens para conseguir conciliar o blog com o meu trabalho, mas estou trabalhando nisso. Até lá, digo apenas que estou planejando muita informação de qualidade, fofocas e interação, como temos feito até aqui. E vamos rumo ao sétimo ano do Deewaneando!

Feliz Natal a todos. Que suas vidas sejam repletas de gratificação, aprendizado e serenidade para apreciar tudo o que surgir.

Em janeiro deste ano, recebi uma curta e meiga mensagem no inbox do Deewaneando no Facebook. O texto dizia apenas "Um desenho para você". Logo abaixo vinha  uma belíssima imagem colorida, parecendo um desenho, de Waheeda Rehman - que é minha atriz favorita. O encantamento foi imediato e não sabia do que gostava mais: da qualidade do trabalho ou de haver mais uma fã de cinema indiano antigo.

Aquele foi o primeiro contato de vários durante os meses em que recebi muitas outras imagens por meio das quais conheci o trabalho da Aline Carneiro, designer carioca que divide seu tempo entre o trabalho e sua arte. A cada vez que ela me mandava uma nova imagem, aumentava minha vontade de apresentar seu trabalho ao público do blog. E hoje finalmente consegui trazer a vocês o trabalho dela juntamente com uma entrevista na qual a Aline fala sobre sua vida, influências e projetos. Devido às atrizes antigas serem pouco conhecidas, coloquei as fotos originais ao lado da versão da Aline e também pus seus nomes nas legendas. Espero que vocês se sintam tão inspirados quanto eu.

Waheeda Rehman

Deewaneando: Como foi a entrada da arte na sua vida? Você trabalha na área ou é um hobby?

Hrithik Roshan
Aline: Eu percebi que tinha aptidão e gostava de desenhar desde muito criança. O primeiro desenho que eu fiz que impressionou adultos foi um elefante. Daí continuei desenhando, fiz curso técnico em Publicidade e faculdade de Desenho industrial com habilitação em programação visual.

Desde que eu me formei, sempre trabalhei na área de Design, como autônoma por um tempo e depois em algumas empresas. Em 2006 passei para a Multirio, empresa de educação que produz material audiovisual para a rede municipal de ensino. E em 2012 eu comecei no IBGE, onde exerço a função de produtora editorial e gráfica, mas também ilustro e faço algumas capas de publicações. Esse ano editorei e ilustrei a cartilha do entrevistador que foi distribuída para funcionários do Brasil inteiro. Me orgulho muito do meu trabalho.

Fora do meu trabalho, sempre gostei de desenhar sobre o que eu leio e sobre o que eu gosto. Já fiz desenhos sobre Harry Potter, Senhor dos Anéis, retratos de artistas de Hollywood. Eu também gosto de escrever.

Suraiya

Deewaneando: E você compartilha esses desenhos que faz fora do trabalho? O que você escreve?

Aline: Ah, quando eu estava muito apaixonada por Harry Potter escrevi uma série de fanfics. E hoje estou escrevendo uma história de fantasia.

Madhubala

Sobre compartilhar, sim, compartilho no Facebook, no Pinterest, no Instagram. Além da série das Divas de Bollywood, desde 2009 sempre faço o que chamo de "Retratos das Quatro Estações" onde retrato a mim (normalmente melhorada) e a mais 3 amigas como estações do ano. Eu sou o inverno. Cada retrato tem uma temática diferente. Já fiz as quatro estações como bonecas russas, africanas, nordestinas, andinas, roqueiras, steampunk e, logicamente, indianas. Até como gatinhos japoneses. Cada desenho sempre num estilo estético diferente.


Shahrukh Khan
Deewaneando: Aproveitando que você citou, explique um pouco da série Divas de Bollywood. Como teve a ideia e qual é o processo de criação?

Aline: Assim que me interessei por Bollywood, só via filmes contemporâneos, principalmente do Sharukh Khan, que é meu ator favorito. Mas quando quando comecei a acessar o Pinterest tive acesso a muitas fotos e cartazes antigos de Bollywood e fiquei muito encantada com a iconografia da Bollywood antiga. Um cartaz do filme Baarish que retrata a Nutan na chuva me encantou especialmente e comecei a colecionar esse tipo de imagem. Pouco depois comecei a ler as biografias daquelas artistas. Fiquei tão tocada por vidas trágicas e histórias memoráveis como a da Madhubala, por exemplo.

Foi só então que comecei a assistir filmes antigos e realmente me encantei por atrizes como Nargis, Nutan, Meena Kumari. Não tem muita fan art de Bollywood dedicada aos artistas antigos. Então eu escolhi que procuraria particularmente atrizes com biografias que me atraíssem para retratar. E assim nasceu a série das divas. Já tinha retratado antes o Shahrukh Khan e o Hrithik Roshan. Mas foi em 2008 mais ou menos. A série das divas tem outra motivação.


Kajol

Porque a indústria imortalizou essas mulheres, mas ao mesmo tempo as maltratou muito. Surayia nunca se casou porque amava um homem com uma religião diferente. Nargis escondeu seu romance por um tempo enorme para esquecerem que ela tinha feito papel de mãe do marido. Madhubala morreu tão jovem, Meena Kumari e Smita Patil também. Você não vê o mesmo grau de sofrimento e sacrifício nas biografias da maioria dos atores de Bollywood.

Claro que ainda não retratei todas as que pretendo. Estou devendo um da Helen, por exemplo, e eu a adoro. Ao mesmo tempo, não fiquei muito satisfeita com o retrato que eu fiz da Mumtaz, por exemplo, então não descarto retratá-las mais de uma vez.

Smita Patil

Minha escolha é retratá-las a partir de fotos icônicas, preferencialmente de filmes muito significativos na carreira de cada uma. Eu desenho no programa Adobe Illustrator e finalizo no Photoshop. Mas normalmente eu prefiro fazer todo desenho no Illustrator, inclusive nuances de luz e sombra.

Vyjayanthimala


Deewaneando: Tem alguma que seja a sua favorita?

Meena Kumari
Aline: Bem, certamente a da Meena Kumari é uma das que eu mais gosto, mas também acho que captei bem a essência da Waheeda Rehman e da Rekha.

Deewaneando: Como você entende que sejam as essências delas?

Não tenho ilusão de achar que retrato exatamente a essência, mas creio que dá para fazer uma homenagem quando a gente consegue reproduzir o olhar delas em cada personagem. A Nargis, por exemplo, tinha uma força, uma expressão de coragem, a Nutan era a meiguice em pessoa. Há uma grandiloquência na Bollywood antiga que hoje meio que se perdeu e a gente vê em uma ou outra personagem de filmes épicos como Bajirao Mastani e Baahubali.

Ah, sim, falando em essência, não posso esquecer quando a tragédia passa da atriz para a personagem. Eu acho que gosto muito do retrato que eu fiz da Meena Kumari porque sei que ela praticamente filmou as últimas cenas de Pakeezah às portas da morte.

Rekha

Deewaneando: Para finalizar, quais indicações de filmes você daria a outros fãs de cinema indiano que queiram conhecer a época de Bollywood onde ainda havia grandiloquência em tela?

Aline: Bom, pra começar, Mother India, Mughal-E-Azam, Pakeezah, qualquer filme, mesmo que seja ruim, em que a Waheeda esteja presente ou a Vyjayanthimala esteja dançando. E química na tela, é so ver a Rekha e Big B (Amitabh Bachchan) juntos, apesar das cafajestadas dele.


Não sei como ainda mantenho a fé em Bollywood. Nesta semana tivemos xenofobia, grosseria, amizades estremecidas, perseguição a adolescentes e uma polêmica que insiste em não morrer. Preparou o estômago? Então descubra o que aconteceu em Bolly!

- Sem palavras.

Essa foi a primeira notícia que li ao voltar a escrever a coluna e logo após lê-la, perdi a vontade de continuar a tarefa. Às vezes parece que nada nunca vai mudar na Índia. É cansativo. 

No dia 18 de setembro, quatro terroristas paquistaneses atacaram a cidade de Uri, em Kashmir. Dezenove soldados indianos foram mortos no ataque. Como sempre acontece na Índia, a situação saiu do controle. A Associação de Produtores de Filmes Indianos baniu a presença de atores e técnicos paquistaneses nas indústrias cinematográficas "até que a normalidade seja restaurada". O presidente da organização chegou a declarar que paquistaneses seriam banidos para sempre da indústria e pediu ao governo que os expulse do país.

Esse momento absurdo de xenofobia tem nosso querido Fawad Khan como sua vítima mais famosa. Ele voltaria à Índia agora em outubro para o lançamento de seu filme Ae Dil Hai Mushkil - uma grande produção com direção de Karan Johar e estrelada também por Ranbir Kapoor, Aishwarya Rai e Anushka Sharma. Talvez ele não faça parte da turnê de divulgação do filme, que está sendo ameaçado por partidos ultra-conservadores. Outro filme ameaçado pela polêmica é Raees, estrelado por Shahrukh Khan. Ele marcará a estreia da paquistanesa Mahira Khan em produções indianas.

Enquanto essa insensatez ocorre, há membros da indústria posicionando-se contra ou a favor do banimento. A diretora Farah Khan (Om Shanti Om, Happy New Year) deu a seguinte declaração:

"Acho que a partir de agora, se estão dizendo que não devemos trabalhar com eles, eu digo que temos talentos o suficiente em nosso país e devemos trabalhar com as pessoas do nosso país. O que nós não temos, que eles têm? Acho que somos muito melhores. Então, trabalharemos com o nosso povo. Eu definitivamente preferiria pegar alguém do meu país para os meus filmes."

Karan Johar e Salman Khan defendem que arte e política não devam ser misturadas. Como tudo pode piorar, o Paquistão suspendeu a exibição de filmes indianos em seus cinemas em solidariedade aos seus artistas. Como a indústria cinematográfica do país depende majoritariamente de filmes indianos para manter o circuito, é provável que a proibição apenas favoreça a pirataria.

Muitas mensagens circularam nas redes sociais nas últimas semanas atribuindo declarações polêmicas ao ator Fawad Khan, como "O coração dos indianos é tão pequeno" e "O Paquistão é a minha primeira prioridade". O ator finalmente fez uma declaração pública em tom diplomático na sua página no Facebook. 

"Estou em Lahore desde julho, já que minha esposa e eu estivemos esperando nossa segunda filha. Recebi numerosas solicitações da mídia e de pessoas que me desejam bem no mundo inteiro perguntando meus pensamentos sobre os tristes incidentes que ocorreram nas últimas semanas. Como pai de duas crianças pequenas, eu oro e desejo, assim como muitos outros, que juntos possamos construir e viver em um mundo mais pacífico. Acredito que devamos isso aos nossos filhos, que definirão o nosso amanhã.

Esta é a primeira vez que falei sobre o assunto. Por favor, desconsiderem quaisquer outras palavras atribuídas a mim durante este tempo, porque eu não as disse. Agradeço a todos os meus fãs e aos meus colegas artistas do Paquistão, da Índia e às pessoas em geral do mundo todo que demonstraram contínuo suporte por sua crença no amor e na compreensão para unir um mundo dividido."

Há pessoas defendendo de tudo em todos os lados, mas a realidade é uma só: raramente se viu um momento tão triste para a arte.

Fontes:  Pakistan Today, Hindustan Times, The Guardian, Hindustan Times, Facebook.

- Nervosinho

Um usuário do Twitter postou que viu que o carro do ator Varun Dhawan havia batido em outro numa estrada de Juhu. Parece que era o carro do ator, mas na verdade quem estava dentro eram membros de sua família, que ele foi socorrer. Felizmente, ninguém se feriu. O tweet de Varun em resposta foi:

"O carro que foi danificado é meu. Eu fui ajudar alguém da minha família que sofreu um acidente. Sugiro que você cale a boca. A todos perguntando, todos da minha família estão bem e ninguém está ferido. Obrigado."

Bolado.jpg
Fonte: Hindustan Times.

- Já houve mais amor

Ajay Devgan contou que a amizade entre sua esposa, Kajol, e o diretor Karan Johar não é mais a mesma.

"Eu não sou amigo dele. Até mesmo a relação dele com a Kajol não é a mesma de antes. É uma questão pessoal...não é devido a nada profissional. É um sentimento pessoal e doloroso. Não tem nada a ver com o embate."

O embate ao qual Ajay se refere é choque entre o seu primeiro filme como diretor, Shivaay, e o próximo filme de Karan, Ae Dil Hai Mushkil. Ambos estrearão no dia 28 de outubro.

Fonte: Hindustan Times.

- Que ano é hoje?

Nawazuddin Siddiqui foi acusado por sua cunhada de exigir que ela pagasse dote. O ator compareceu à delegacia de Muzaffarnagar e entregou evidências de sua inocência. Ele também declarou que a cunhada está fazendo isso por publicidade. Parece coisa de filme antigo do interior.

Fonte: Hindustan Times

- Pelo direito de ser adolescente

Navya Naveli tem tudo para estar em evidência. Além de linda e rica, é neta de Amitabh Bachchan. Tudo o que ela posta é replicado imediatamente em inúmeros sites de notícias. Mas sua mãe não está nada feliz com isso. Shweta Bachchan escreveu um texto chamado "O pedido de uma mãe", pedindo o direito à privacidade de sua filha de volta.

"Ela é uma adolescente, e, como a maioria dos jovens adolescentes farão, ela gosta de se arrumar, sair com os amigos, posar para fotos e sim, ir à festas (ela tem um horário e sempre está em casa muito antes de ele passar. Se ela estiver na praia, usará roupas adequadas para a praia - ou seja, um biquíni -, assim como faria qualquer jovem em qualquer lugar. Se houver música, ela dançará tanto quanto seus colegas o fariam. Ela irá fazer biquinho, agirá como adolescente, sairá com garotos - da última vez que chequei, eram comportamentos absolutamente normais de adolescentes.

(...) todas as suas contas em redes sociais são privadas e ela não está no Twitter. Então, isso levanta a questão: como as suas fotos aparecem por toda a internet? Aqui está como isso ocorre. Os sites com interesse em Bollywood e no que acontece por lá criam falsos perfis (a maioria em nome dos seus amigos) e enviam pedidos para qualquer um que a siga e às vezes também para ela. Então eles roubam as fotos das contas dos amigos dela e as usam para postar em sites, com legendas irresponsáveis e desrespeitosas, a maioria perto de objetificá-la e envergonhá-la. Isto acontece com a minha filha desde que ela tinha 13 anos de idade!"

É realmente vergonhoso o nível de exposição e o tipo de matérias que fazem sobre os filhos de Bollywood. São todos crianças grandes, passando pelo momento mais frágil e confuso da vida. Imagina como seria ter cada imagem e passo seus replicados em sites enormes com milhares de comentários dando a entender que você é uma vadia? Shweta fez muito bem em defender a filha.

Fonte: DNA India.

- A história sem fim

A confusão entre Hrithik Roshan e Kangana Ranaut parece que jamais terá fim. Desde que Kangana o acusou de ter um relacionamento com ela por e-mails durante anos e ele levou o caso à polícia para provar que nunca enviou nada, segue firme a guerra de farpas diretas e indiretas. Recentemente, Rakesh Roshan declarou que seu filho decidiu manter um silêncio digno quando alguém estava espalhando mentiras sobre ele e que todos ficariam chocados caso Hrithik dissesse a verdade. Ao ser questionada sobre esse comentário, Kangana mais uma vez não conseguiu ficar quieta:

"Por que os homens não conseguem lutar por si próprios? Ele é um homem de 43 anos. Por que seu pai sempre tem que salvá-lo? Eles continuarão se escondendo atrás de seus pais influentes e importantes. Ele é adulto, ele consegue lidar muito bem com suas próprias polêmicas. É apenas uma simples polêmica, por que os papais sempre têm que salvar seus filhos? Não entendendo isto."

Rakesh decidiu também não deixar barato:

"Eu ainda sou um pai muito atuante e muito orgulhosamente tenho papel ativo na vida do meu filho. E para aqueles que acham isso inaceitável, deixe-me dizer que, para os pais, os filhos, tenham 43 ou 83 anos, ainda são seus filhos."


Kangana ainda morre pela boca, mas certamente mantém as colunas de fofocas bem mais divertidas.

Fontes: Miss Malini, Bollywood Hungama.

- Possibilidades

O conturbado namoro de Aishwarya Rai e Salman Khan fez com que os dois atores nunca mais atuassem juntos no mesmo filme ou mesmo frequentassem os mesmos lugares. Mas parece que Aish está disposta a deixar isso tudo para trás. O crítico de cinema Rajeev Masand contou que ela estaria disposta a trabalhar de novo com Salman, desde que o roteiro e o diretor do filme fossem extraordinários. Será que rola um Hum Dil De Chuke Sanam 2?



Fonte: Miss Malini.

- Casal fofo

Shahid Kapoor e a esposa Mira compartilharam sua primeira selfie juntos após o nascimento de sua filha, Misha (cujo nome é a união dos nomes dos pais). Não tem nada demais, não. É que os dois são lindos mesmo com cara de cansados e me senti na obrigação de compartilhar toda essa beleza.

Chill vibes.
Uma foto publicada por Shahid Kapoor (@shahidkapoor) em Out 4, 2016 às 4:23 PDT


E é com essa imagem de alegria cansada que finalizamos hoje. Até a próxima!


Esta semana foi tranquila e até mesmo feliz. Tivemos aniversário de casamento, bebês possíveis, bebês reais e gente com mil boas opções em mãos. Descubra o que aconteceu em Bolly!

- Casal 43

Amitabh Bachchan e Jaya comemoram 43 anos de união. Os dois se casaram em 3 de junho de 1973 e atuaram juntos em vários filmes, como Sholay, Abhimaan e Kabhi Khushi Kabhie Gham. São pais de Shweta e Abhishek e avós de Navya, Aradhya e Agastya. Vida longa ao casal!


Fonte: Hindustan Times.

- Recomeço

O ator Prateik Babbar (Dhobi Gaat, Dum Maaro Dum) veio a público confessar que há anos luta contra seus vícios em álcool e drogas. Ele espera que o relato de sua imperfeição ajude outros a mudarem suas vidas.

"Percebi que não estava sendo verdadeiro comigo mesmo e com as pessoas que me amam. Elas não conheciam o verdadeiro eu. Pelos últimos cinco anos, minha vida esteve repleta de problemas e revolta. Mas agora quero que as pessoas conheçam quem verdadeiramente sou e me amem. Eu nunca quis que meus fãs pensassem que sou perfeito. Agora tenho a ficha limpa.

Apenas espero que isto encoraje às pessoas a fazerem a coisa certa e aprenderem com meus erros. É importante não brincar com a sua vida. Quero que elas saibam que voltar-se para as drogas ou o álcool nunca é a resposta. Espero ter deixado isto claro."

Fonte: Hindustan Times.

- Oportunidade

Sunny Leone finalmente ganhou a chance de trabalhar em um romance. A atriz será o par romântico de Arbaaz Khan em Tera Intezar. O filme marcará a estreia do diretor Rajeev Waklia.



Fonte: DNA India. 


- Bromance

Ranveer Singh e Arjun Kapoor poderão trabalhar juntos novamente! Desta vez a dupla não fará um filme, mas sim uma websérie para a Yash Raj Films (YRF). A série se encaixaria nos gêneros de ação e romance e se realmente acontecer, contará com a presença de uma famosa atriz ainda não revelada. O projeto sairia sob o banner da YFilms - a divisão de projetos para a juventude da YRF.



Fonte: Bollywood Hungama.


- Mais um filho

A próxima estreia aguardada em Bollywood é a de Harshvardhan Kapoor, filho de Anil Kapoor. O irmão de Sonam mal estreou em Mirzya e já conseguiu seu segundo papel. Ele atuará em Bhavesh Joshi, com direção do elogiado Vikramaditya Motwane (Udaan, Lootera).



Fonte: Hindustan Times.


- Olha a cegonha!

O boato da vez é que Kareena Kapoor e Saif Ali Khan estariam esperando seu primeiro filho. Os dois teriam sido vistos visitando uma clinica pré-natal em Londres e há quem diga que Bebo já está grávida de três meses. Será?

Espero um bebê bem estiloso


Fontes: DNA India, Hindustan Times.

- Mais cegonha!

Com tantos prováveis bebês, é bom ter um real: nasceu o segundo filho de Genelia e Riteish Deshmukh! Os dois já são pais de Riaan, de 1 ano.



Fonte: Hindustan Times.

- We're all in this together

Abhishek Bachchan está no elenco de Housefull 3.  O filme possui um elenco principal grande, no qual Abhi divide espaço com Akshay Kumar e Riteish Desmukh. A imprensa tem questionado quando Bachchan Jr. voltará a ser o único protagonista de seus filmes, já que nos últimos anos dividiu o estrelado em filmes como Players e Happy New Year. Abhi não gosta do questionamento:

"Não entendo por que as pessoas me perguntam o porquê de eu não eu fazer filmes solo. Este é um conceito que não entendo porque para as pessoas, um filme solo tem apenas um ator. Acredito que seja incorreto não reconhecer as outras pessoas que são parte do filme.

Lembro-me de alguém perguntando sobre um filme solo e perguntei o que é um filme solo? Deram o exemplo de Guru (2007). Em Guru havia Mithun, há R. Madhavan e Vidya. Havia vários outros artistas e todos realizaram seu trabalho. Está tentando dizer que eles não são atores?"




Fonte: Hindustan Times.


- Nada feito

Lembram da confusão entre Arijit Singh e Salman Khan? A trilha de Sultan saiu esta semana e a canção de Arijit não aparece nem mesmo como faixa bônus. Parece que velhas mágoas perdurarão.

Fonte: Miss Malini.

- Novos desafios

Para quem sente saudade de Sonakshi Sinha em filmes diferentes, boa novidade! A atriz interpretará uma jornalista no filme Noor. Trata-se da adaptação do romance paquistanês Karachi, You’re Killing Me!, que conta a história de uma repórter de 20 anos e suas desventuras na busca por um bom namorado. Os dois primeiros looks da atriz já foram revelados.

Alguém aí se lembra de ter visto Sona em uma comédia romântica? Por essa eu vou esperar ansiosamente.



Fonte: Hindustan Times.

- Muitas opções

Razão para o uso desta foto: é linda.
Todos estávamos ansiosos para saber qual seria o próximo projeto de Deepika Padukone após XXX - The Return Of Xander Cage. Nada está certo, porém há três opções muito diferentes entre si:

1) Kattilantodu, um remake telugu do filme de ação tâmil Kaththi. Deeps atuaria com o megastar Chiranjeevi, que todos conhecemos como Goli Mar.

2) Padmavati, filme de Sanjay Leela Bhansali no qual atuaria ao lado de Ranveer Singh. Seria um drama histórico, assim como o aclamado Bajirao Mastani, e a terceira colaboração consecutiva entre Bhansali, Ranveer e Deepika. O filme contaria a jornada de uma rainha leal que decide dar fim à sua vida após seu marido ser derrotado na guerra.

3) O próximo filme de Anand L. Rai (Tanu Weds Manu, Raanjhanaa), no qual Deeps trabalharia com Shahrukh Khan.

Os boatos são de que Deepika teria aceitado os filmes de Rai e Bhansali, mas que as datas estariam se sobrepondo e a atriz estaria tentando ajustá-las. Qual é o seu projeto favorito?

Fontes: Filmfare, Bollywood Hungama, DNA India.


- Surpresinha

Sabe aquela informação que você nem imaginava existir? É esta: Sonu Sood está animadíssimo para a promoção de Kung Fu Yoga, filme em que atuou com Jackie Chan. Sonu divulgará o filme junto com o astro chinês no 19º Shanghai International Film Festival. E agora segue a melhor foto do mundo para ilustrar a notícia.


Fonte: Bollywood Hungama.


- Crush

Fawad Khan, também conhecido como "a coisa mais maravilhosa que aconteceu a Bollywood em pelo menos 10 anos", não sabia que ficaria tão popular na Índia. Ele falou sobre carreira, sucesso e beleza em entrevista ao Hindustan Times

"Entrei nesta indústria com expectativas mínimas. Para ser honesto, eu apenas queria provar que sei bem a minha arte; todo o resto tem sido um bônus. A resposta tem sido impressionante e surpreendente. Eu nunca tive nenhuma expectativa baseada em comparações - se eu irei bem comparado às pessoas que estavam aqui antes de mim ou quem virá depois de mim. Não estou me medindo baseado em nenhum termômetro de sucesso."

Ele sabe que nem todos os atores paquistaneses conseguiram ter o mesmo sucesso que o seu na indústria.

"Eu me considero sortudo. Sinto que há atores muito mais talentosos em meus país. Mas acho que alguém lá em cima realmente gosta de mim (sorri). Quanto à minha arte, tento seguir uma escola diferente de atuação, que é muito comum em nossa parte do mundo. Eu queria explorar isso e talvez, isto tenha tocado o público."

As paquistanesas Mahira Khan e Saba Qamar em breve também estrearão em terras bollywoodianas. Fawad enxerga a competição.

"Eu serei egoísta ao dizer, 'Não é um momento animador para mim (ri)'. Eu não diferencio entre sexos. Então, sinto que elas são tão competição para mim quanto [qualquer ator homem](ri).

Estou feliz [de competir com atrizes], mas também posso estar um pouco inseguro, porque tenho sido uma representação medíocre do talento paquistanês. Há uma riqueza de talentos no meu país. Ver outros atores paquistaneses entrando no mercado é um sentimento ótimo, e desejo a elas o melhor na vida. Acho que elas irão muito melhor que eu."

Há razões para ele não estar assinando tantos filmes.

"Não estão chovendo ofertas. Ninguém está me dando trabalho. O que devo fazer? (ri). Falando honestamente, sou seletivo. O processo de fazer filmes consome tempo e fico cansado muito facilmente. Acho que é o homem de classe média em mim que fica um pouco assustado com todos os holofotes e o estrelato. Não estou com pressa de chegar em lugar nenhum; estou apenas aproveitando o momento. Se eu estivesse com pressa, eu não esperaria até os 35. Minha norma é trabalhar pouco e aproveitar a vida."

Ele desconversa quando o assunto é sua participação em Jugalbandi, próximo filme de Salman Khan.

"Eu realmente não posso comentar sobre isso agora. Vamos apenas dizer que temos conversado com muitas pessoas, talvez Jugalbandi seja um deles. Nada é concreto agora. Além disso, não gosto de falar sobre nada até ter assinado um pedaço de papel. Quando estivermos prontos para fazer um anúncio público, nós o faremos. Por enquanto, não estamos associados a nada."

O entrevistador quis saber se Fawad gostaria de ser visto além de sua beleza. Ele decidiu ser absurdamente modesto.

"Sinto que Kapoor & Sons foi um passo nessa direção. Mas sim, estou cansado disso. Eu gostaria de tentar coisas, papéis e gêneros diferentes.

Na verdade estou surpreso por as pessoas falarem mais sobre minha aparência e menos sobre meu talento, porque não acho que eu seja muito bonito. Em uma escala até 10, eu me daria 3 ou 4. As pessoas me dão muito mais do que isso, mas isto é surpreendente para mim. Dito isto, também é lisonjeiro."


Nota 3.

Chega aquele momento em que você não sabe o que dizer para convencer o ser humano de sua beleza e charme.

"Sinto que é um charme interior que atrai as pessoas. Não acho que eu seja extremamente bonito, mas considero que falo um pouco bem. Consigo manter uma conversa e todas essas coisas reunidas me dão vantagem enquanto ator."

Sou muito tímido. Queria ser mais exuberante no que se refere a responder a comentários elogiosos, ou queria ser mais charmoso."


Fawad, Sadaf e Ayaan
Fawad não vê dificuldades dos cineastas indianos darem mais papéis a paquistaneses, mas entende que a questão é mais complexa do que parece.

"Não vejo nenhum bloqueio mental. Seria um passo corajoso, mesmo no Paquistão, se eles escolhessem um ator desconhecido. Um passo assim é mais corajoso da parte do produtor. Se não me engano, apenas cinco porcento dos indianos assistem filmes, então para eles, conhecer um ator paquistanês é uma aposta difícil. Então entendo se um produtor indiano for cuidadoso sobre onde arrisca seu dinheiro. Não acho que os produtores se preocupem com repercussões políticas; é mais sobre - quanto dinheiro este filme irá fazer? E temos de admitir que rostos famosos trazem mais dinheiro para um filme. Pessoalmente, estou me divertindo muito com o público indiano e a indústria. Em qualquer viagem que eu tenha feito para Kapoor & Sons, recebi apenas amor e apreciação. Nunca tive uma experiência desagradável."

Por fim, Fawad fala um pouco sobre sua esposa, Sadaf.

"Eu sou provavelmente um dos primeiros homens a ser vítima de abuso feminino (ri). Estou brincando. Sadaf é uma pessoa sensível e educada. Sou sortudo de tê-la em minha vida. Sinto que um certo grau de possessividade deva existir em todo relacionamento, já que sem ele os relacionamentos caem por terra. Com isso vem um senso de propriedade. Sem o apoio de Sadaf, não acho que eu estaria onde estou hoje. Ela foi uma das primeiras pessoas a me motivar, e me deu um empurrão para entrar neste campo."

Fonte: Hindustan Times.

Até a próxima!


Depois de anos de planejamentos de todas as formas imagináveis, finalmente saiu o (provável) primeiro podcast brasileiro exclusivamente sobre Bollywood! O Bollycast é um projeto meu (Carol) com a Isa, do blog Mania de Bolly.

Não fizemos nenhum planejamento, decidimos que o tema seria Bajirao Mastani uma hora antes do início e mal sabíamos como fazer edição de som, então nos perdoem pelos problemas técnicos e pelo áudio ruim. Algumas partes da conversa não foram gravadas pelo Skype. Desta forma, vocês ouvirão um papo sobre Salman x Arijit Singh ser subitamente cortado para uma discussão sobre padrões estéticos para atrizes.

Atenção: há spoilers fortes dos filmes Devdas, Ram-Leela e Bajirao Mastani. Se você pretende assisti-los e odeia spoilers, só ouça o podcast depois.

Deixem seus comentários caso tenham gostado, detestado ou queiram dar novas sugestões. Tudo isto é tão novo para nós quanto para quem está lendo. Que seja o primeiro de muitos!

Temas do programa:

- Aconteceu em Bolly (formatura do Aryan Khan, briga Salman x Arijit)
- Padrões estéticos para atrizes/indústria do embranquecimento
- Bajirao Mastani: o que mudou na direção de Sanjay Leela Bhansali?

Filmes citados (com links):

Bajirao Mastani
Black
Devdas (1955)
Devdas (2002)
Goliyon Ki Rasleela: RamLeela
Guzaarish
Khamoshi: The Musical
Koyla
Mughal-E-Azam
Thoda Pyaar Thoda Magic


Clipes citados (com links):

Tattad
Deewani Mastani
Malhari

Ouça o podcast!

Faça o download do podcast clicando clicando aqui ou clique no play para ouvir.

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"DEEWANEANDO"?

Devanear = divagar, imaginar, fantasiar. Deewani = louca, maluca. Deewaneando = pensar aleatória e loucamente sobre cinema indiano.

Meu nome é Carol e sou a maior bollynerd que você vai conhecer! O Deewaneando existe desde 2010 e guarda todo o meu amor pelo cinema indiano, especialmente Bollywood - o cinema hindi. Dos filmes antigos aos mais recentes, aqui e no Bollywoodcast, seguirei devaneando sobre Bollywood.

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