Namastey London (2007)

15.5.11 Carol Batista 2 Comments

→ Especial Katrina Kaif - Post 3 (demoro, mas não desisto)

Nunca coloco posters, mas esta foto é linda!

Dos últimos filmes que assisti da Katrina Kaif, este foi o que mais me surpreendeu — positivamente! Assim como no Ajab Prem Ki Ghazab Kahani, neste filme ela faz uma estrangeira, o que a deixou muito confortável no papel. O filme conta a história de Jasmeet (Kat), uma filha de indianos criada em Londres. Jazz, como prefere ser chamada, tenta lidar com seu estilo de vida moderno e as pressões dos pais para que se comporte como a típica boa moça indiana, casando-se com um bom rapaz indiano. Ela quer se casar com Charlie Brown (Clive Standen), um playboy infantil que já se casou duas vezes. Com a desculpa de levá-la para conhecer a terra de sua família, os pais de Jazz a levam à Índia para apresentá-la a pretendentes. Nos belos campos do Punjab, Jazz conhece sua (numerosa) família e Arjun (Akshay Kumar), filho de um amigo de seu pai, Manmohan (Rishi Kapooooooor!). Arjun diz estar apaixonado por ela desde a primeira vez em que a vê.


Galerinha do meu éssedois, agora vou contar uma coisa que é essencial para a história do filme. Encaro-a como um spoiler dos maiores, não gostaria que me dissessem caso eu ainda não o tivesse assistido. Avisados? Continuemos.

Jazz concorda em se casar, para a alegria de todos. Ela diz a Arjun que quer esperar chegarem em Londres para terem sua primeira noite, mas ele nem imagina que ela só estava ganhando tempo para poder voltar para casa. Ao chegar lá, ela diz que dar sete voltas em torno de um fogo sagrado não fazem duas pessoas serem casadas, pelo menos não perante as leis inglesas. Sendo assim, ela está solteira e pode muito bem se casar com Charlie. Mesmo destruído, Arjun decide que irá conquistá-la ao demonstrar todo o seu amor. E começa a batalha!

Acho sensacional quando abordam essa questão do conflito cultural na dimensão da vida cotidiana, mas algumas coisas em relação a isto me incomodaram em Namastey London. Não gostei do modo como o pai dela quis forçá-la a aceitar elementos culturais que ele obviamente não soube cultivar na filha, e nem do modo como ela desrespeitou o que duas famílias aceitavam como sendo casamento. Quando os dois lados erram de modo tão forte, ninguém acaba ficando com a razão e só sobra o sofrimento (momento filósofa de Orkut). Saindo de como estou pensando no filme depois de muito ter refletido sobre, e pensando na reação imediata que tive aos acontecimentos, lembro que a primeira palavra que me veio à cabeça quando Jazz fez tudo aquilo foi "vaca'' (perdão por baixar o nível). Tenho certeza de que minha indignação veio muito pelo papel do Arjun. Mesmo que tivesse cara de idiota nas primeiras cenas, cada poro daquele personagem gritava que ele não só queria se casar, como acreditava que uma união deveria durar para sempre. Aí você vê a menina dizer para ele que considerava como nada aquilo que ele via como sendo tudo...ah, não tem como não sentir raiva. Voltando para as minhas ideias pós-mil reflexões, o Seu Manmohan foi muito injusto com a filha ao levá-la para a Índia sem prepará-la para a situação de um possível casamento. É bem difícil lidar com esse tipo de pessoa que toma decisões muito importantes sobre as vidas alheias sem consultar os afetados, como o Aman de Kal Ho Naa Ho.

Ainda pensando no conflito cultural, um certo clima de "os indianos são os melhores do mundo" estava meio estabelecido no filme, e também não gostei muito disto. A cultura indiana mais tradicional é uma coisa que em muitos aspectos é oposta a tudo o que quero para a minha vida, mas nem por isso deixo de ver as coisas legais que ela traz. No Namastey, as coisas ruins da vida da Jazz acontecem quando está com os ocidentais: ela bebe quando está com eles, eles são os imorais que aprovam sexo antes do casamento, eles não sabem o que é amor. Quando começa a andar com os indianos, Jazz vê a luz. Amigos indianos, seria legal vocês começarem a deixar os ingleses na deles, não? Vocês são muito legais, não precisam reforçar isto o tempo todo. Sério.

Para não ser injusta, teve uma história paralela mostrando que os ingleses também amam: Imran (Upen Patel) namora uma moça inglesa, Susan (Tiffany Mulheron). Mais spoiler, pessoas: eles desejavam se casar, mas os pais dela queriam que ela se casasse apenas com um cristão. Imran aceita se converter e até mesmo mudar seu nome, mas passa por um processo de transformação de sua identidade durante o filme, terminando por não mudar para agradar a ninguém. Surpreendentemente, Susan o acompanha. Ah, fiquei feliz. Ocidentais também são legais, eu falei!

Proibida do Funk

E o amor do Arjun? A coisa mais fofa do mundo. Ele que atuava como o verdadeiro representante indiano em Londres, sendo responsável tanto pela mudança de atitude de Jazz, tanto quanto pela do Imran. Estou para ver Akshay Kumar sofrendo tanto em um filme, ainda mais por amor. Sabem o que é ficar parado olhando enquanto a mulher que você ama e chama de esposa está noivando com outro? É, também não sei, mas a expressão do Arjun no momento me fez entender que não é uma situação muito feliz. De todo modo, tudo o que ele fez para que a Jazz se apaixonasse por ele foi ficar lá sendo ele mesmo, ou seja: fazendo altos discursos sobre amor e honra. Aliás, teve um discurso enorme que ele fez para um inglês que desprezava indianos e...ah, a questão histórico-cultural de novo. Quem viveu a colonização e assistiu a este filme deve ter saído com a alma lavada.

Esta é a expressão de sofrimento do Arjun
E sim, você está vendo uma argolinha!

Barbie
Enrolei, reclamei e não deixei claro porque gosto tanto deste filme. O fator principal é a simplicidade que se vê por todos os lados, principalmente nos musicais. Não há nenhum grande cenário ou participação especial, são as músicas com umas coreografias bem chatinhas e pronto. Esta simplicidade também se estendeu a um Akshay Kumar não-gritante ao qual eu não estava habituada. Gostei demais dele neste filme, mas por favor, não saiam por aí falando sobre o quanto a Carol elogiou o trabalho do Akshay e blá blá blá. Ele não fez nada muito marcante, mas também não foi decepcionante. Tinha um trabalho e o fez. A Katrina também foi assim, realmente gostei dela. Muitas vezes, há o filme certo para o momento certo, e foi assim com este. Eu estava muito ansiosa para vê-lo no dia, sem ter motivo algum. Estava tranquila e não queria nada muito arrebatador, mas também não queria que passasse em branco. Foi o que tive e fiquei feliz por várias horas seguidas. Não saber bem do que se tratava o filme também me ajudou bastante ; achei que seria mais um festival de palhaçadas by Akki & Kat Kéf.


Ok, a trilha sonora. Nada especial, tanto que não me lembro de uma única música. Estou lendo aqui que o Himesh Reshammiya cantou a maioria das músicas, e isto é bem explicativo: raramente me lembro de coisas cantadas por ele. De verdade! Tenho até que ficar olhando o nome do cantor quando toca algo dele. 

Apesar de não lembrar das músicas, as imagens de um clipe ficaram na minha cabeça. O clipe é Rafta Rafta, e lembro dele porque dois banners do blog tem imagens dele e porque amo-adoro-venero coisas do Punjab. Nem precisa ser super punjabi, pode ser aquele Punjab paraguaio que Bollywood tanto adora, com gente falando em hindi, gritando, usando turbantes e dançando num campinho qualquer em Mumbai. Se tem as cores e se fala que é o Punjab, já começo a sorrir e dançar junto!



Agora, aquelas informações bonitas que costumo dar no início, mas para as quais estava sem paciência antes: o filme foi dirigido por Vipul Amrutlal Shah, que não parece ter feito nada de muito especial nessa vida bandida. O clima nacionalista do filme é um pouco influenciado pelo Purab Aur Paschim, um dos filmes nacionalistas do Manoj Kumar (por quem sinto uma certa atração). Lembro até de ter tentado vê-lo para fazer um paralelo aqui, mas não consigo este filme de jeito algum. Se alguém for legal e souber onde posso achar, vai me fazer feliz. Bom, se eu for depender da ajuda de vocês para ver Purab Aur Paschim como dependia para ver o Amar Akbar Anthony, é mais fácil já cortá-lo da lista de filmes a ver até o fim da vida.

Tem uma curiosidade sobre minha relação com o filme que nem contei. Já havia ouvido falar dele, mas nunca tinha pensando em baixá-lo. No ano passado, eu estava na mostra de cinema indiano aqui do Rio esperando para ver Lage Raho Munna Bhai, e sem querer, antes do filme começou a passar o trailer que vinha no DVD. Como imaginam, o trailer era do Namastey London, e o filme não é nada do que parecia na hora! Só lembro que as pessoas se divertiram muito com as cenas do trailer e riram alto quando o nome do filme apareceu. Fiquei mais curiosa com o filme deste aquilo.

Eu já ia terminar o post sem dizer o que eu mais queria: amo o Rishi Kapoor. Ele pode ser o pai irritante da inglesinha mimada, ou o que quer que seja: continuo amando-o e achando-o o máximo. Não precisam comentar a minha estranheza.

O bom deste aqui é que ninguém
quer competir comigo por ele ♥

Agora, sim: até depois! :D

Ps: sei lá se vocês percebem, mas as fotos das nossas postagens costumam ser prints que nós mesmas tiramos. Neste e no penúltimo post, as fotos foram tiradas do Google porque os formatos dos arquivos de vídeo dos filmes não são lidos pelo programa que utilizamos para tirar os prints :/

2 comentários:

  1. Gostei de Namastey London, mas não é um dos meus filmes preferidos justamente pela espera que eu tinha em relação a ele... "Achei que seria mais um festival de palhaçadas by Akki & Kat Kéf", mas foi dramático demais para mim. As músicas também não são grande coisa, exceto o colorido e dançante clipe de Rafta Rafta (adoooro!) e o Upen Patel tirando a camisa na boate(uiui!)... Tá bom, chega! haha!

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  2. Katriane, achei o filme tão pouco dramático! Só um pouquinho mais sério, mas foi isso que me surpreendeu.

    Gente, não tenho a menor lembrança do Upen Patel tirando a camisa na boate HAHAHAHAHAHA Acho que depois da participação do Riteish lindo e da Kat bonita, a coisa em que mais prestei atenção no filme foi só o cabelo horrível do Akki mesmo...

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E aí, o que tem a dizer? Deewaneie!

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