Ladies vs Ricky Bahl (2011)

18.2.12 Carol Batista 3 Comments

Anushka de visual novo.


Numa época em que eu não esperava mais nada de bom de Bollywood, Band Baaja Baarat veio salvar minha vida. Tudo incrível e mágico, até começarem a anunciar que o segundo filme do Ranveer Singh seria com a mesma heroína. O mesmo diretor. Na mesma produtora. Como uma pessoa que cansa rápido de casais repetidos (Rishi e Neetu, isso não foi pra vocês!), minha expectativa não ficou das melhores.

O filme foi dirigido pelo Maneesh Sharma e nos apresenta Ranveer Singh com um personagem todo especial: um rapaz que vive de aplicar golpes para tirar dinheiro de mulheres. A história nos conta sobre como enganou Dimple (Parineeti Chopra), Raina (Dipannita Sharma) e Saira (Aditi Sharma). Dimple é uma garota animada e muito extrovertida que realmente estava gostando de Sunny Singh. Raina é uma profissional competente que é enganada pelo artista Dev Shah e compra a cópia de um quadro caríssimo. Já Saira é uma jovem viúva cujos sogros queriam que fosse novamente feliz, pagando caro ao comerciante Iqbal Khan por tecidos para que ele mantivesse o vínculo com a família. Preciso dizer que todos são o mesmo rapaz, Ricky Bahl?

Quando Raina aparece na TV falando sobre um homem tê-la feito de boba, as outras duas entram em contato com ela e descobrem que foram vítimas do mesmo malandro. Decidem agir juntas para encontrá-lo e reaverem seu dinheiro. Para tanto, armam um plano usando o que mais o atrai: uma menina rica querendo gastar seu dinheiro. No maior estilo CIA que parece dominar as ações de todo o mundo que quer saber sobre algo no filme, descobrem seu paradeiro. Como isca contratam Ishika (Anushka Sharma, como tem Sharma nesse filme!), uma vendedora que sabe enganar muito bem e vai se passar pela filha de um milionário disposta a gastar milhões de dólares na construção de um restaurante. Obviamente, os dois começam a se apaixonar e o plano fica ameaçado. 


Meu primeiro problema com o filme foi o próprio Ricky Bahl. Gosto do Ranveer Singh, mas não o vejo como esse prodígio todo que muitos veem. Até mesmo em Band Baaja Baaraat faltou bastante para ele me marcar totalmente. Em Ladies, era hilário o quanto focavam em seu corpo desenvolvido para demonstrar o quanto ele era um...hum...homem fatal? Ainda o vejo o como um moleque, então nem todas as cenas sem camisa do mundo me fizeram crer nesse poder de sedução todo. Entretanto, ele estava divertido na duas primeiras histórias, da Dimple e da Raina. Tanto ele quanto a Parineeti parecem ter  um bom potencial para comédia, então seria bom vê-los juntos mais vezes.

As três moças foram ótimas, arrisco até dizer que o melhor do filme. O que mais me encantou foi serem três mulheres com histórias, tradições e estilos diferentes - Dimple é uma moleca espalhafatosa, Raina é uma mulher séria e elegante, enquanto Saira é tímida e quieta. Mesmo com toda esta bagunça, as três se uniram pelo objetivo de obter justiça e a amizade que construíram foi muito convincente! Duas necessidades minhas em relação a Bollywood foram atendidas: uma história de mulheres com personalidades diferentes convivendo bem e uma boa história de amizade feminina. É certo que sua união se deu por causa de um homem, mas elas me pareciam mais estar buscando justiça do que vingança, o que é bem legal. Poder feminino, olha aí! A segunda parte do filme foi dominada pelas três, o que foi bom por serem boas e ruim por ter sufocado o Ricky Bahl.  A partir do momento em que o plano delas entrou em ação, passamos a vê-lo pelo olhar delas. Não ficamos sabendo o que ele pensa, como vem agindo, qual é seu passado, nada. Daí quando ele entra numa onda boazinha, não soa lá muito justificado porque não sabemos quem ele é de verdade.

Minha nova Chopra favorita e a
linda da Aditi  ♥
Parineeti Chopra foi uma grata surpresa como a louca Dimple. Ela é prima da Priyanka Chopra, o que me fazia imaginar que ficaria presa à imagem da prima mais famosa, mas essa menina tem um brilho próprio e acredito que vá longe caso faça bons segundo e terceiro filmes (sorte para Ishaqzaade!). Dipannita Sharma também estava bem em seu papel mais sério, mas gostei mesmo da Aditi Sharma. Sua comportada e decidida Saira tinha algo de encantador em seus olhares, gestos e tom de voz. Fiquei com a impressão de conhecê-la de algum lugar e de já ter gostado dela antes. Ao pesquisar, descobri que fez a Rajjo de Mausam. Foi a mesma situação do outro filme: adorei o pouco que fez e queria tê-la visto por mais tempo. Houve uma coisa rápida na história da Saira que captou minha atenção e me agradou muito: viúva, foi incentivada pelo sogro a seguir sua vontade e ele se preocupava com sua felicidade, desejando que refizesse sua vida e encontrasse um novo amor. Isto está bem longe daquela ideia aradhanadiana de dedicação eterna à uma lembrança, não? Gostei muito.

E aí vem a...Anushka. Me parte o coração dizer isto, mas ela estava irritante. Pode ser que eu esteja me cansando da sua persona hiperativa. Quando surgiu na tela em Jazba e vi que lá vinha mais Shruti-Simran, fiquei desanimada. Ela foi tão desperdiçada neste filme! E o pior foi que sua personagem entrou para trazer a parte piegas que deixou a história ruim. Logo lembrei de outro filme dela que também me decepcionou, Badmaash Company (2010). Nem todo filme consegue ter um clima Don e se aproveitar da história de trapaceiros para criar algo estimulante. Tanto Ladies quanto Badmaash repentinamente ficam piegas e moralistas. É bom trapacear? Jamais. Mas se pegar aquilo e fizer uma comédia em cima, talvez fique mais legal. O resultado provavelmente seria melhor do que este.


Triste ver a falta de química entre Ranveer e Anushka. Olhando, sentia que os dois nem queriam estar perto um do outro (será que estou exagerando?). A cena final doeu, parecia que o Ricky falaria a um poste com a mesma emoção que usava para falar com a Ishika. Não sei o que aconteceu com esses dois, mas tenho dois palpites: as brigas noticiadas entre os dois são verdadeiras e esse roteiro não ajudou muito. O IMDB diz que a história é do Aditya Chopra, o que explica muita coisa. Pessoal, deixe tudo com o Habib Faisal e o Maneesh Sharma, fica a dica. Com o senhor Aditya, o que temos é uma cena enorme da Anushka de biquíni (sério, pra que?).

A fotografia do filme deveria ser linda, mas me incomodou. Uma coisa são cores quentes, mas aquelas cores estavam mais queimando do que qualquer coisa. Tiraram muito da naturalidade que a história poderia ter. As músicas poderiam salvar, mas as letras são péssimas. Jazba foi responsável por eu pela primeira vez achar que estavam exagerando no vento nos cabelos. Acho que nunca vou perdoar este filme por isto. Me tirem a vida, me tirem a alma, mas não me tirem minha diversão com as cenas de vento nos cabelos.

Continuo adorando essa moça, apesar desse furacão todo nos cabelos.

Aadat Se Majboor é minha música favorita pela sonoridade, mas não imaginei que fosse a música do Ricky contando suas trapaças. Thug Le é um absurdo, só digo isto. As letras são do Amitabh Bhattacharya (que pensei que só cantasse) e não sei se estou decepcionada com ele ou com esses filmes "jovens", que andam sendo repletos de letras horrendas.

Este filme é uma confusão, boa em algumas coisas e péssima em várias. Parece que não sabiam que tipo de filme queriam fazer e saíram jogando elementos ao acaso. É muito melhor que um lixo como Luv Ka The End e pior que uma obra-prima como Band Baaja Baaraat, ou seja: dá para assistir, mas fiquei bem longe de me apaixonarAumentou minha descrença numa melhora da Yash Raj, que havia diminuído com Band Baaja Baaraat - é, falo o tempo todo deste filme (em breve escreverei sobre). Minha sorte foi não ter esperado muita coisa desse tal Ricky Bahl.

Obrigada por salvarem o filme :)

3 comentários:

  1. Carol, eu estava só esperando ver o filme pra ler seu post, pois não gosto de ler antes.

    Eu gostei do filme, mais pra bonzinho do que pra bonzão! Adorei as 3 garotas também! Todas foram ótimas novidades para mim. Anushka não me deixou muitas impressões além de que está MUITO magra..talvez por isso tenha ficado meio invisível :/

    Ranveer achei bonito e quanto a atuação, dá pro gasto...mas acho que tem potencial para melhorar.

    A história desenrolou bem até chegar ao final, péssimo na minha opnião. Eu não deixaria tão barato para o Ricky dando um final feliz pra ele não...mas Yash Raj é Yash Raj né, e no final tudo vira comédia romântica. Era tão simples fazer um final: elas se dão bem e ele se da mal!

    Mas é isso, meu saldo final até que foi positivo :)

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  2. Olha aí, a gente mais uma vez encontrando algo parecido. Também não gosto de ler resenhas antes dos filmes.

    Estou ficando triste com o peso da Anushka, não parece dela. Dá uma aparência menos saudável.

    O Ranveer é um bom iniciante e isso transparece em sua atuação. Realmente tem potencial para melhorar, agora deve fazer boas escolhas. Não o achei convincente nas cenas um pouco mais dramáticas e intensas, mas reafirmo que me parece ser bom com comédia. Talvez esses filminhos bobos à la Imran Khan sejam a cara dele.

    [SPOILER] O final é ridículo. Além de ele ter saído por cima, não buscou também ressarcir todas as outras 20 e tantas mulheres que enganou. Se querem dar um finalzinho moralista, que o façam direito. Esses dias você comparou este filme a Bachna Ae Haseeno e pensei que por mais insuportável que o Ranbir fosse com a personagem da Deepika, ao menos ele não deixou de pedir perdão a ninguém. O Ricky aceitou que aquelas três representassem todas as outras, decisão que não cabe a ele. Além disto, estava tão óbvio que ele iria arrumar alguma coisa com aquelas terras...vontade de estapear quem escreveu aquilo. Piorou um ritmo já não muito bom.

    Meu saldo foi médio, quase caindo para o negativo. A mesma coisa com I Hate Luv Storys, que hoje decidi usar como exemplo negativo para tudo, hahahaha!

    As garotas arrasam.

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  3. Pois é, traços em comum...rss.
    Quando pego um posto assim e ainda não vi o filme, se vou vê-lo em breve espero. Se acho que não vou ver tão cedo leio algumas coisas, meio que pulando as partes decisivas

    =D

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E aí, o que tem a dizer? Deewaneie!

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