Tere Naal Love Ho Gaya (2012)

8.6.12 Carol Batista 2 Comments

O primeiro dos romances de 2012 a que assisti, Tere Naal Love Ho Gaya é também uma chance de ver um casal de protagonistas que é casado na vida real. Não sei se mais alguém por aí é assim, mas tenho curiosidade para ver como são casais reais de Bollywood na tela. Considerando que adoro o Riteish, (às vezes) suporto a Genelia e achei todas os pôsteres e fotos do filme lindos, até que o terreno estava preparado para um passeio agradável.


TNLHG é a história de Viren (Riteish Deshmukh), um motorista de riquixá que vê seu mundo virar de ponta-cabeça quando perde as economias guardadas durante anos para abrir seu próprio negócio. Ele culpa Bhatti (Tinnu Anand) pelo incidente e invade o noivado da filha dele para exigir seu dinheiro. Isto é um presente divino para Mini (Genelia), que não queria noivar e dá um jeito de fugir da cerimônia com Viren fingindo que ele a sequestrou. Ela basicamente o força a participar de um plano para tirar dinheiro do pai dela, e ele só aceita ficar com a parte que lhe cabe, ou seja, suas economias. Os dois ficam rodando de carro por aí, tentando se virar enquanto o plano prossegue. O amor surge em algum momento e fica enrolado no meio do "sequestro", do desejo do pai de Mini de que ela se case com um rapaz estúpido e da complicada família de Viren, que não é lá muito convencional. A direção é de Mandeep Kumar.

Pelo que captei, o filme tentou se sustentar em dois pontos:  muita dinâmica nos acontecimentos e o carisma dos personagens principais. Com relação ao primeiro, não tive grandes questões. Da invasão do casamento à família de Viren, há bastante movimentação. Já o segundo ponto foi o mais fraco do filme. Riteish normalmente consegue fazer personagens muito simpáticos, porém seu Viren tinha pouca energia e a todo momento apenas se deixava levar pelos acontecimentos. Achei isto uma pena, pois o clipe de introdução me fez acreditar num personagem simples, mas firme e cheio de vida. A parte de ser cheia de vida ficou por conta da personagem Mini, mas ela não funcionou para mim por adicionarem uma certa característica: ela é mimada. Mimada ao extremo, fazendo de tudo para o mundo dançar ao seu ritmo. Sendo assim, o que poderia ser apenas mais uma das agradáveis mocinhas tagarelas de Bollywood mais me pareceu uma adolescente chata. Como o os diálogos não são interessantes (apesar da movimentação), não ter me encantado pelo casal enfraqueceu mais ainda minha experiência com o filme.

Meu incômodo com a vivacidade inconsequente de Mini aumentou quando ela conheceu a família de Viren e não deu um pingo de atenção à todas as ressalvas dele quanto às atividades da família. Tudo o que ela queria era entrar para aquele sistema, ter uma mãe e ficar para sempre na casa. Entendo que a proposta do filme não era fazer profundas reflexões sobre nada, mas nem ao menos tomar parte nas poucas que o Viren fazia foi tolice em excesso. Em nenhum momento ela deixou de ser a garotinha que queria viver aventuras, como foi mostrado logo no início.  E tudo o que Viren ressaltou fazia sentido. A propósito, a família dele também reforçou a fraqueza desanimadora que enxerguei no personagem. Repentinamente a culpa por tudo ser como era foi atribuída a ele, sua imagem de covarde foi estabelecida e pronto, era isso aí. Gente colocando o peso da família sobre os ombros do filho mais velho já havia me irritado antes.

Enquanto o relacionamento Mini-Viren não teve muito charme aos meus olhos, uma outra história de amor deixou o filme mais doce: a de Mini e Chowdhary (Om Puri), o pai de Viren. Às vezes só queremos muito agradar a uma pessoa e somos bobos em nossos esforços para isto, não? Nas suas tentativas de fazer amizade com Chowdhary, os modos quase infantis de Mini ficaram mais divertidos e deu para entender por que ela acabou cativando-o. Bonitinha, inteligente, engraçada e disposta a fazer tudo para ajudá-lo: como não se divertir? Ela era a companhia que seu filho não se esforçou para ser. Embates entre uma personalidade durona e uma pessoinha doce costumam me trazer pensamentos de "Ooooo, que fofo!" à mente. O tom do personagem do Om é quase de comédia, sendo o bandido de bom coração. Este tipo de abordagem deu certo comigo em outros filmes, sendo a série Munna Bhai o melhor exemplo (e com quem Munna Bhai não funciona?). A Genelia também cuidou mais da comédia do filme do que o Riteish, o que é curioso. Apesar de não ver graça na Mini a todo momento pedindo que Viren dançasse para ela,  houve uma cena dela em que ri bastante: a do posto de gasolina, quando ficou lavando o carro sensualmente para seduzir o dono e conseguir sair sem pagar. Como a Genelia estava exagerando nos maneirismos para se mostrar sexy, entendi que foi um modo de ironizar essas cenas bobas em que garotas ficam lavando carros todas trabalhadas no sex appeal. Me lembrou uma parte de Stupid Girl, um clipe que sempre me fazia rir quando passava na TV.

Sensualizar com a esponja: tendência.
Os figurinos da Genelia são lindos e muito coloridos. Os clipes também são repleto de cores, mas não os adorei porque muitos estavam baseados no amor do casal principal, e confesso que nem percebi direito quando ele começou. Me diverti com Fann Ban Gayi, cantada pela Sunidhi Chauhan, apesar de ter uma vaga lembrança de ter achado a letra estranha (às vezes letras de item numbers me apavoram). A dançarina é uma tal de Veena Malik, que eu vinha há dias querendo saber quem era.

Pee Paa Pee Paa tem outro dos clipes mais animados do filme e adorei o Riteish nele, apesar de não ser o dançarino com maior desenvoltura do mundo. Ele sorri abertamente e se move com liberdade, o que é o suficiente para me fazer feliz. E Jeene De é a tal primeira música do filme que mostrou quem era o Viren. É  cantada por Mohit Chauhan e a minha preferida.



Acredito que o filme tinha potencial para ser mais encantador do que conseguiu ser no final. O Riteish não precisava ser tão apático e a Genelia não precisava ser tão chata. Mesmo assim, a alegria e o clima descontraído de Tere Naal Love Ho Gaya me fazem acreditar que assistirei melhor ao filme numa outra vez, quando não estiver esperando tanto por uma comédia simples, muito esperta e simpática. Ou seja, na próxima não vou ter esperanças de ver um filme pequeno, mas com roteiro muito bem trabalhado. TNLHG é um filme que não é marcante, mas consegue ser bonitinho e feliz.

2 comentários:

  1. Eu já estava seguindo no facebook e só hoje vim conferir o blog!

    Adorei! Eu vejo alguns filmes indianos nos fins de semana, mas passo mais tempo com meus livros... Sinto falta de uma deewaneada...

    Estou seguindo aqui pra não perder nada!

    =)

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  2. Potira, vi a atualização de que você estava seguindo a página e fiquei curiosa para saber quem era. Que legal ter passado por aqui! Acabei de ver seu blog e gostei muito.

    Você pode me dar umas dicas de livros (aliás, você tem Skoob?), eu te dou umas de filmes e deewanearemos mais ainda :)

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E aí, o que tem a dizer? Deewaneie!

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